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Resenha: Hellhoundz – “The Battle Of The Somme” (2020)


“The Battle Of The Somme” é o debut do Hellhoundz.

   

Com o passar dos últimos anos, o Heavy Metal nacional, da safra NWOTHM, me impressiona cada vez mais. Em 2018 aconteceu com a banda paulista Night Prowler e em 2019 com a paraibana OverllouD. Em 2020 foi à vez dos cearenses do HellhoundZ me deixarem boquiaberto com o seu primeiro full-lenght, “The Battle Of The Somme”, produzido de forma independente.

Não há como não me arrepiar com a audição desse excelente álbum. Pode parecer piegas elogiar tanto assim o debut de uma banda ainda desconhecida a nível nacional, mas eu estaria sendo injusto comigo mesmo se não o fizesse. “The Battle Of The Somme” reúne todos os ingredientes para uma receita perfeita de Heavy Metal tradicional.

“Burning Witches”

O álbum abre com a canção que foi single do mesmo, “Burning Witches”. A sensação que tenho é de um grande clássico dos anos oitenta que me fora ocultado por alguma razão. O vocalista João Júnior lembra Rob Halford em seu auge. O trio de cordas funciona com minuciosa precisão, ou seja. os guitarristas Joe Wilson e Renan Magalhães, juntamente com o baixista Augusto Filho. O baterista Rodrigo Magnani colabora com peso, ritmo insano, assim como alta vibração ao resultado final do trabalho.

Divulgação / Facebook / HELLHOUNDZ

“Midnight In The Garden Of Good And Evil” entra incendiando a audição com seus precisos riffs de ataque. As impressões passadas na primeira faixa se intensificam ainda mais, já que os solos de guitarra são de cair o queixo. Porém, a canção “Merciless Blade” se assemelha a Iron Maiden em sua parte instrumental, sendo mais cadenciada que as anteriores. “Hounds Of Hell” tem uma introdução com efeitos macabros, os quais dão a ela uma atmosfera sombria em seu início, se convertendo numa música acelerada, intercalando momentos com dinâmicas pouco mais lentas e solos recheados de feeling.

“The Gunslinger”

“The Gunslinger” se destaca pelos seus riffs e solos que soam os mais agressivos do full-lenght, tudo isso regado a muita melodia, obviamente. “Gargoyle”, a princípio, começa lenta e com um magnífico solo de guitarra em sua introdução, mantendo a pegada Heavy tradicional. Assim como os solos do meio da canção estão entre os melhores do álbum. ”When The Night Begins To Rise” soa um pouco mais moderna, mas isso não compromete em nada a qualidade do full-lenght.

A pegada 80’s é resgatada imediatamente em “Desert Rider”. Um riff matador, com um vocal agressivo e precisamente afinado, em seguida, é tudo o que meus ouvidos precisam para serem felizes.

O álbum encerra da melhor forma possível, com a canção que o intitula, a épica “The Battle Of The Somme”. Pois, apesar de seus 09h39m de duração, ela é intensa e agradável do primeiro ao derradeiro acorde. Não tenho a menor dúvida que é a minha favorita do disco, pois a escuto pelo menos duas vezes seguidas a cada nova audição.

Audição obrigatória para os apreciadores do gênero, assim como os amantes de música de qualidade! Hail Hellhoundz, congratulations!

Nota 8,9

Integrantes:

  • João Júnior (vocal)
  • Joe Wilson (guitarra)
  • Rodrigo Magnani (bateria)
  • Augusto Filho (baixo)
  • Renan Magalhães (guitarra)

Faixas:

  1. Burning Witches
  2. Midnight In The Garden Of Good And Evil
  3. Merciless Blade
  4. Hounds Of Hell
  5. The Gunslinger
  6. Gargoyle
  7. When The Night Begins To Rise
  8. Desert Rider
  9. The Battle Of The Somme

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

   

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