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Indicação Extrema: Deicide – “Overtures Of Blasphemy” (2018)

Após cinco anos de hiato, desde o álbum “In The Minds Of Evil” de 2013, a banda americana de Tampa/FL, Deicide, lançou o seu décimo segundo full-lenght, “Overtures Of Blasphemy”, pelo selo Century Media Records. Fundada em 1987, a princípio com o nome de Amon, a banda só passou a se chamar Deicide em 1989 e em 1990, lançou seu debut homônimo.

   

Glen Benton, vocalista e baixista do Deicide desde o seu início, sempre foi de dar declarações polêmicas, havia até prometido se suicidar, atirando fogo no próprio corpo em cima do palco, quando completasse a idade de 33 anos, no ano de 2000.

“Glen Benton”

Obviamente, para a sorte dos amantes da banda, não cumpriu a promessa. Porém, o trabalho de Benton, em relação ao Decide, é impecável. O atual lançamento da banda, “Overtures Of Blasphemy”, é a própria definição de puro Death Metal. Deicide sendo Deicide, do primeiro até o último segundo do álbum. Não há surpresas e nem mesclas. “Overtures Of Blasphemy” é candidato a clássico e é tudo que um fã do quarteto espera de um lançamento.

Reprodução / Facebook / DEICIDE / GLEN BENTON

Steve Asheim

“One With Satan” já abre o full de forma pesada e brutal. Uma canção rápida, na qual o baterista Steve Asheim abusa dos dois bumbos sem piedade. Impossível ouvir essa música sem se envolver em sua energia.

Mark English e Kevin Quirion

Os solos de guitarra de Mark English e Kevin Quirion equilibra, ao mesmo tempo, técnica e feeling.

Já os dois bumbos continuam sendo a marca registrada em “Crawled From The Shadows”, mantendo a agressividade da canção anterior.

“Seal The Tomb Below”

Em seguida, Benton mostra o porquê de ser considerado por muitos, o dono do melhor vocal gutural e, na minha opinião, ele evoluiu até em relação aos clássicos dos anos 90. O riff de “Seal The Tomb Below” é assimilado logo depois que se ouve já na primeira vez.

“Compliments Of Christ”

O álbum aquece mais ainda em “Compliments Of Christ”, riffs eletrizantes acompanhados por dois bumbos que tornam a canção ainda mais pesada.

“All That Is Evil” tem os melhores solos de guitarra do disco, são melódicos e técnicos e acompanhados por variações rítmicas que também sempre foram uma marca registrada do Deicide.

“Excommunicated”

“Excommunicated” parece acelerar mais ainda em relação as anteriores. O arranjo de bateria é nada menos que fantástico e dá um toque especial ao álbum, valorizando cada canção. Quando “Anointed In Blood” começa, eu questiono a mim mesmo, de onde eles tiraram tantos riffs brutais?

Eu não encontro a resposta que justifique essa aula de Death Metal. Glen Benton, do qual eu já mencionei o destaque do vocal gutural, caprichou também em suas linhas de baixo, acompanhando todos os riffs para acrescentar lhes ainda mais intensidade.

“Crucified Soul Of Salvation”

   

Steve Asheim atinge o seu auge dentro do álbum na canção “Crucified Soul Of Salvation”, ele mostra todo o vigor, dinamismo, assim como técnica, que qualquer baterista precisaria ter para executar esse estilo musical.

Em seguida, “Defying The Sacred”, tema do single em formato de videoclipe, introduz com um solo de guitarra nos moldes da canção “All That Is Evil”, para depois acelerar extremamente e espancar ouvidos que estejam em distração.

“Consume By Hatred” não é somente a minha preferida do disco, como se juntou a lista de canções favoritas como “Serpents Of The Light”, “Dead By Dawn” e “The Stemp Of Redemption”.

Uma verdadeira surra de Death Metal. “Flesh, Power, Dominion” joga álcool em cima dos ferimentos abertos. Além disso, Benton executa seus melhores arranjos de baixo do álbum, o instrumento se destaca em alguns momentos da canção.

Uma música um pouco mais lenta vem logo depois? Negativo, “Destined To Blasphemy” manteve toda a brutalidade, rapidez, intensidade e técnica que fizeram parte do “Overtures Of Blasphemy” desde sua primeira faixa, “One With Satan”.

Divulgação / DEICIDE

Assim sendo, se alguém afirma que aprecia Death Metal e disser que não gostou desse álbum, ou é hipócrita ou é herege. Afinal, “Destiny Of Blasphemy” foi um dos melhores discos de 2018, nesse subgênero.

Excelente álbum!

Nota: 8,8

Integrantes:

  • Glen Benton (vocal e baixo)
  • Steve Asheim (bateria e guitarra)
  • Mark English (guitarra)
  • Kevin Quirion (guitarra)

Faixas:

  • 1.One With Satan
  • 2.Crawled From The Shadows
  • 3.Seal The Bomb Below
  • 4.Compliments Of Christ
  • 5.All That Is Evil
  • 6.Excommunicated
  • 7.Anointed In Blood
  • 8.Crucified Soul Of Salvation
  • 9.Defying The Sacred
  • 10.Consumed By Hatred
  • 11.Flesh, Power, Dominion
  • 12.Destined To Blasphemy

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

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