Gene Simmons revela as três pessoas que mais o impressionam: “Elon Musk está planejando cidades em Marte”

Gene Simmons é um dos músicos mais polêmicos do Rock. Gostando ou não de suas opiniões, uma característica acompanha o baixista e vocalista do Kiss há décadas: ele costuma falar o que pensa sem demonstrar grande preocupação com a repercussão. Naturalmente, quem assume essa postura com tanta frequência vai acertar para alguns e errar para outros, mas isso nunca impediu Simmons de continuar opinando sobre música, negócios, dinheiro, política ou praticamente qualquer outro assunto colocado diante dele.

Foi exatamente o que aconteceu durante uma nova entrevista concedida a Meltdown, da rádio WRIF, de Detroit. Enquanto falava sobre sua paixão por continuar subindo aos palcos, mesmo depois do encerramento da turnê de despedida do Kiss, a conversa chegou à ideia de que poderia existir uma espécie de “vício” nesse ritmo constante de trabalho. Gene não gostou muito da definição e tratou de explicar por quê.

Gene Simmons: “Quem fala isso são perdedores”

Para Simmons, associar dedicação excessiva ao trabalho a um vício carrega uma conotação que ele considera injustamente negativa. O músico também aproveitou para criticar aquilo que enxerga como uma sociedade excessivamente confortável e acostumada a reclamar.

“Eu não gosto dessa palavra. Acho que ela traz uma conotação negativa — dependentes químicos, alcoólatras e por aí vai. Mas, quando você ama fazer alguma coisa, eu me pergunto por que isso seria um vício. É como dizer que você é viciado em trabalho. Quem fala isso são perdedores.”

Na sequência, Gene Simmons comparou essa visão à realidade de pessoas que enfrentam dificuldades muito mais básicas para sobreviver:

“Você acha que as pessoas passando fome na Índia e em outros lugares do mundo, que não têm emprego e estão tentando descobrir como alimentar suas famílias, conseguiriam imaginar alguém inventando uma expressão como: ‘Você é viciado em trabalho. Está trabalhando demais’? Demais? Por favor, me deixem trabalhar demais. Eu dou meu primogênito em troca disso.”

Warren Buffett, Elon Musk e Jeff Bezos são os nomes que mais impressionam Gene Simmons

A partir daí, o integrante do Kiss foi além. Segundo ele, parte da sociedade se tornou mimada e desenvolveu uma sensação exagerada de que merece determinadas coisas simplesmente por existir. Ao explicar quem representa justamente o oposto dessa mentalidade em sua visão, Simmons citou três dos empresários mais conhecidos do planeta: Warren Buffett, Elon Musk e Jeff Bezos.

“Nós nos achamos merecedores de tudo e somos mimados, e acho que já estou de saco cheio disso. As pessoas que mais me impressionam são Warren Buffett, Elon Musk e Jeff Bezos.”

Embora os três tenham acumulado fortunas gigantescas, o ponto destacado pelo baixista não está simplesmente no tamanho de seus patrimônios. Para Gene, o que chama atenção é a disposição para continuar trabalhando e planejando novos projetos mesmo depois de alcançar um nível financeiro que permitiria a qualquer um deles simplesmente parar.

Ao usar Elon Musk como exemplo, Simmons declarou:

“O Elon tem — não sei — algo em torno de um trilhão e meio, alguma coisa assim. O que ele faz todos os dias? Ele levanta. Está planejando, está fazendo coisas. Pelo amor de Deus, ele está planejando cidades em Marte enquanto o resto de nós reclama do congestionamento. Nós não estamos fazendo nada.”

“Você pode fazer coisas grandiosas”

Para Gene Simmons, figuras como Musk, Buffett e Bezos representam uma maneira mais ambiciosa de observar aquilo que uma pessoa pode produzir durante a própria vida. Na avaliação do músico, existe uma diferença entre simplesmente alcançar uma situação confortável e continuar buscando projetos maiores.

“Essas são pessoas com uma capacidade intelectual maior e uma visão de vida mais ampla, de que você pode fazer coisas grandiosas.”

A afirmação combina com uma característica que acompanha a própria trajetória de Simmons. Além dos mais de 50 anos relacionados ao Kiss, o músico construiu negócios envolvendo licenciamento, produtos, televisão, cinema, restaurantes e diversas outras áreas. Atualmente, mesmo após o último show da turnê End Of The Road, realizado pelo Kiss em 2023, ele continua se apresentando com a Gene Simmons Band.

Gene Simmons explica por que criar algo não é suficiente

Entretanto, Simmons também abordou outro aspecto de sua relação com o trabalho. Para ele, produzir alguma coisa apenas para satisfação pessoal elimina uma parte importante da experiência. O músico acredita que uma obra ganha outra dimensão quando chega ao público e provoca algum tipo de reação.

“Imagine que você escreve um livro e está realmente orgulhoso dele. Você trabalhou duro e, quando termina, coloca o livro numa prateleira e ninguém lê. Bem, você não tira nada disso. A alegria está em fazer com que outras pessoas leiam e comentem. Algumas vão adorar.”

Ele usou a pintura como outro exemplo antes de trazer o raciocínio de volta para aquilo que conhece melhor: fazer música e subir ao palco.

“Você é pintor e faz uma pintura incrível da qual sente muito orgulho — e eu mesmo já fiz algumas —, mas, se ninguém vê, onde está a alegria nisso? Então, escrever músicas é a mesma coisa, assim como estar em uma banda.”

E, como costuma acontecer quando Gene Simmons resolve desenvolver uma ideia, a explicação terminou com uma comparação bem ao seu estilo:

“Não pode existir uma festa sem vocês. Se você está sozinho em casa ouvindo seu disco favorito, comendo batata chips e tomando Diet Coke, isso não é lá uma grande festa.”

Fabio Reis
Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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