Geddy Lee diz o motivo de usar o nome Rush mesmo sem Neil Peart: “Do que mais você chamaria isso, porra?”

Após mais de uma década longe das turnês completas, o Rush volta à estrada em 2026 com a turnê “Fifthy Something”, trazendo uma novidade que rapidamente chamou atenção: a presença da baterista alemã Anika Nilles. Ao lado dos veteranos Geddy Lee e Alex Lifeson, a nova formação marca um capítulo inédito na história do grupo.

Desde o anúncio, a expectativa dos fãs cresceu de forma impressionante. Os ingressos para as primeiras datas esgotaram rapidamente, refletindo não apenas a saudade acumulada, mas também a curiosidade em torno dessa nova fase. O cenário se mostra altamente favorável, com dezenas de shows adicionados e uma recepção calorosa do público em diferentes mercados.

Turnê histórica reacende paixão global pela banda

Além do sucesso imediato de vendas, a turnê ganhou ainda mais força com a promessa de repertórios extensos e variados. A banda pretende executar cerca de quarenta músicas ao longo de cinco apresentações, explorando diferentes fases da discografia e oferecendo experiências únicas a cada noite. Dessa forma, o retorno não se limita à nostalgia, mas se transforma em uma celebração abrangente da carreira do grupo.

Photo: Steve Thone, Getty Images

Ao mesmo tempo, a escolha de seguir utilizando o nome Rush gerou discussões intensas entre fãs. Afinal, a ausência do icônico baterista Neil Peart, falecido em 2020, levanta questionamentos sobre identidade e legado — temas sensíveis para quem acompanha a trajetória da banda há décadas.

Em entrevista à revista britânica Classic Rock, Geddy Lee abordou diretamente essa questão. Ele reconheceu que o debate interno foi intenso, mas deixou claro que a decisão passou por reflexões práticas e emocionais. Segundo o músico, evitar o nome histórico da banda soaria artificial diante do repertório e da proposta da turnê.

“Do que mais você chamaria isso, porra?

Quando a banda acabou, dissemos que só é Rush com o Neil na banda. O que, claro, é verdade. O Rush como a maioria das pessoas conhece. Mas, sabe, ao longo de cinco shows vamos tocar quarenta músicas do Rush. Então como deveríamos chamar isso, Iron Maiden?’”

Declaração direta de Geddy Lee divide opiniões

Com essa fala contundente, Geddy Lee evidencia a complexidade da decisão. Ele reforça que, embora reconheça a importância insubstituível de Neil Peart, a essência musical construída ao longo de mais de cinco décadas permanece viva nas apresentações.

Por fim, o retorno do Rush celebra sua história e também inaugura uma nova fase. Entre controvérsias e entusiasmo, a turnê “Fifthy Something” mostra que o legado da banda continua em movimento, provocando debates e, sobretudo, mantendo sua relevância no universo do Rock.

Photo: Rich Fury/Invision/AP
Fabio Reis
Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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