Duelo Mundo Metal – Episódio 3: Deep Purple

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Nesse quadro nós faremos o confronto entre dois álbuns, que podem ser do mesmo artista ou não. Após todas as faixas serem confrontadas, nós nomearemos “vencedor” o disco que somar a maior pontuação. Os confrontos vão seguir a ordem das faixas nos respectivos registros, salvo se houver duas “baladas” ou músicas de características muito similares, as quais façam um confronto mais “justo”.

De antemão, gostaríamos de deixar claro que esse quadro trabalha com a subjetividade e o seu resultado não tenta alcançar uma verdade absoluta e tampouco se aproximar da mesma, já que no campo subjetivo ela sequer existe. Ademais, o quadro tem um fundo de entretenimento, sendo que o mais interessante é debatermos sobre grandes lançamentos que fazem parte das carreiras dos mais diversos artistas.

O duelo da vez será será:

Deep Purple – “Machine Head” (1972) X “Burn” (1974) – Deep Purple

Antes de começarmos a confrontar, vamos excluir a oitava faixa do “Burn”, o tema instrumental “A’200”, que é muito bom, porém agora temos sete faixas concorrendo em cada um dos discos, tornando a batalha mais justa, ou não. (rs)

PRIMEIRO ROUND:

“Highway Star” (Machine Head) X “Burn” (Burn):

Logo de cara eu já me deparo com essa bomba. Deep Purple foi a primeira banda de Hard Rock que conheci e me tornei fã. O quinteto britânico foi o começo de tudo para mim. Na ordem cronológica, fui apresentado ao “Machine Head”, depois ao “In Rock” e na sequência ao “Burn”. Ou seja, fui apresentado aos três melhores discos da banda, sequencialmente. “Highway Star” foi a primeira música que eu ouvi do Deep Purple. Quando escutei aquele agudo Gillan e os solos do Blackmore e do Lord, minha vida mudou no mesmo instante.

Na opinião de muitas pessoas, “Highway Star” está entre as raízes do Speed Metal e eu estou de acordo. Assim como “Highway Star”, “Burn” está entre as principais canções clássicas do Deep Purple e do Hard Rock como um todo. “Highway Star” faz parte até hoje do set list do Deep Purple, porém Burn transcedeu a fronteira do Deep Purple, pois eles paralisaram suas atividades após a turnê do álbum “Come Taste The Band” de 1975, só voltando a atuar a partir do “Perfect Strangers” de 1984, permanecendo ativos até os dias atuais.

Logo após o que teria sido o fim do Deep Purple, David Coverdale montou sua própria banda, o Whitesnake. Coverdale jamais tirou “Burn” de seu repertório de shows, assim sendo, ela nunca deixou de ser executada. Além de que, a canção “Burn” foi o cartão de visitas da Mark III, que contava com dois vocais, David Coverdale e Glenn Hughes, diferenciando a sonoridade da banda e dando um show a parte. Esses critérios que eu utilizei para dar o primeiro ponto ao albúm “Burn”. Então começamos assim, “Machine Head” 0 x 1 “Burn”.

SEGUNDO ROUND:

“Maybe I’m Leo” (Machine Head) X “Might Just Take Your Life” (Burn):

Nenhuma das duas faixas se tornou clássica da banda. O que posso dizer sobre ambas é que o Deep Purple não executava “Maybe I’m Leo” ao vivo, enquanto “Might Just Take Your Life” fez parte do set list de todo o período que durou a Mark III. Assim sendo, o álbum “Burn” ganha mais um ponto. “Machine Head” 0 x 2 “Burn”.

TERCEIRO ROUND:

“Pictures Of Home” (Machine Head) X “Lady Down, Stay Down” (Burn):

Embora “Lay Down, Stay Down” seja uma canção que me agrada demais, “Pictures Of Home” faz muito mais a minha cabeça. Além do solo de Ritchie Blackmore ser destruidor, a bateria de Ian Paice e baixo de Roger Glover fazem a diferença nessa disputa. “Machine Head” começa sua reação. “Machine Head” 1 x 2 “Burn”.

QUARTO ROUND:

“Never Before” (Machine Head) X “Sail Away” (Burn):

“Sail Away” é uma belíssima música, na qual Coverdale e Hughes demonstram o quão são excelentes cantores, mas não dá para bater de frente com “Never Before”, pelo menos não para mim, pois ela é bem mais animada(rs) e Ian Paice faz uma daquelas bateria que só ele sabe fazer. Empatada a “partida”. “Machine Head” 2 x 2 “Burn”.

QUINTO ROUND:

“Smoke On The Water” (Machine Head) X “You Fool No One” (Burn):

Sendo muito sincero, eu não aguento mais ouvir “Smoke On The Water” e sei que muitos fãs de Deep Purple compartilham do mesmo sentimento. Essa música tocou até em outros planetas e galáxias. Qualquer banda cover que eu ia assistir, a tinha em seu repertório. Eu tive banda autoral e, ainda assim, ela estava entre nossos covers que tocávamos para esquentar a galera. “You Fool No One” é a minha terceira música favorita do “Burn”. O que Coverdale e Hughes fazem em dupla é de outro universo além da minha racionalidade, porém, com muita dor no coração, esse ponto vai pra “Smoke On The Water”, pois alguém que não a coloque entre os dez maiores clássicos de Rock de todos os tempos, está cometendo um grave equívoco. O placar virou e ficamos assim, “Machine Head” 3 X 2 “Burn”.

SEXTO ROUND:

“Lazy” (Machine Head) X “What’s Going On Here” (Burn)

Gosto muito de “What’s Going On Here”, porém, além de “Lazy” ser clássico da banda, ela está no meu TOP 10 pessoal do Deep Purple. Vamos combinar que não dá para comparar as duas? Não tem jeito. Eis que o placar “Machine Head” 4 x 2 “Burn” define o vencedor do “duelo, faixa a faixa” de hoje. Mas será que vai ser de “goleada”?. Veremos a seguir.

SÉTIMO ROUND:

“Space Truckin’” (Machine Head) X ”Mistreated” (Burn):

No mais recente show que vi do Deep Purple, em 2014, na turnê do “Now What!?”, eles tocaram “Space Truckin'” e foi um dos grandes momentos da apresentação espetacular no Espaço das Américas em São Paulo/SP. Foi a segunda vez que os vi, pois eu tinha visto na primeira vez que vieram na turnê do “Slaves & Masters”, que foi em 1991. Inegável que “Space Truckin'” é fantástica e até pode ser considerada a quarta faixa clássica do “Machine Head”, porém “Mistreated” é um caso a parte. Ela fez parte do repertório do Deep Purple em todo o período das Marks III e IV (que tinha Tommy Bolin na guitarra); fez parte do repertório do Rainbow, quando Ronnie James Dio era vocalista da banda; fez parte do repertório do Whitesnake e também foi muito executada durante a carreira solo do saudoso Dio. Nessa o “Burn” levou a melhor com toda a justiça. O placar final ficou “Machine Head” 4 x 3 “Burn”.

O álbum vencedor do “Duelo, faixa a faixa” de hoje é o “Machine Head” de 1972.

Gostou? Concorda? Se não gostou e não concorda, faz parte, mas tá decidido (rs) e como diz meu amigo-irmão Fábio Reis, “tá dado o papo”!.

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

Com os pitacos intrometidos de Fabio Reis (rs)

Redigido por Cristiano Ruiz

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