Do Pior ao Melhor: Ronnie James Dio

Hoje falaremos da discografia do incomparável Dio, mas antes disso entenda como funciona o quadro. A sessão “Do Pior Ao Melhor” foi criada há alguns anos com o objetivo de ranquear os álbuns de determinadas bandas. Esta análise é feita listando os trabalhos do menos expressivo até o mais significativo. Os critérios usados neste quadro são diversos, como aceitação crítica dos registros, importância para a época, nível técnico em comparação a outros discos da banda, assim como o fator diversão, entre outros.
Note que não estamos impondo certezas ou leis, dessa forma, esta é apenas uma análise feita pela bancada de apresentadores do canal do Mundo Metal no Youtube para estabelecer a ordem em que os álbuns são posicionados neste ranking.
Se o seu álbum favorito estiver em uma posição abaixo do que você esperava ou se aquele disco que você não gosta estiver bem posicionado, lembre-se que a música é uma forma de arte subjetiva e pessoal, e não uma ciência exata.
Neste episódio, teremos um nome considerado por muitos, uma das vozes mais importantes e emblemáticas da história do Heavy Metal: Ronnie James Dio!

Uma breve apresentação!
Passagens marcantes por Rainbow e Black Sabbath
Quando iniciou sua carreira solo, Ronnie James Dio vinha de uma sequência incrível de participações em clássicos absolutos da história do Rock & Metal. Com o Rainbow do guitarrista Ritchie Blackmore (Deep Purple), Dio gravou três discos emblemáticos – “Ritchie Blackmore’s Rainbow” (1975), “Rising” (1976) e “Long Live Rock ‘n’ Roll” (1978). Com o Black Sabbath, não foi diferente, o baixinho de voz potente chegou no grupo com a difícil missão de substituir Ozzy Osbourne e apresentou mais duas obras atemporais – “Heaven And Hell” (1980) e “Mob Rules” (1981).
Contudo, o gênio forte do cantor gerou diversos embates nos bastidores com o guitarrista Tony Iommi. Sendo assim, após o lançamento do ao vivo “Live Evil” (1982), Dio resolveu deixar o grupo e investir na sua própria carreira solo. A ideia era formar uma banda onde o destaque e o centro das atenções fosse ele próprio. Para isso, buscou seu antigo companheiro de Rainbow, o baixista Jimmy Bain, o baterista que estava com ele no Black Sabbath, Vinny Appice, e recrutou um jovem talento da guitarra, o extraordinário, porém, igualmente temperamental, Vivian Campbell.

Início avassalador!
A estreia da banda Dio não poderia ser melhor, “Holy Diver” (1983) e “The Last In Line” (1984). O Heavy Metal estava no seu auge, Dio era um figura conhecidíssima e os discos apresentaram uma sonoridade que conquistou fãs ao redor do mundo. Com o sucesso, começaram os problemas de relacionamento, principalmente, com o guitarrista Vivian Campbell. O músico começou a cobrar Dio e Wendy (na época empresária de Dio, mas futuramente sua esposa) sobre valores não recebidos e acordos não cumpridos.
Mas o principal é que Campbell reivindicava que não se tratava de uma carreira solo de Dio (apesar do nome), mas um banda de fato onde todos os 4 integrantes compunham e deveriam receber igualmente. Campbell ainda gravou o terceiro álbum, “Sacred Heart” (1985), mas era óbvio que a relação iria azedar. E azedou mesmo, para “Dream Evil” (1987), Dio demitiu Vivian Campbell e contratou Craig Goldy, do Rough Cutt.

Período de baixa e retomada
Á partir de então, começou um revezamento de músicos e isso inevitavelmente influenciou na qualidade dos álbuns. Mesmo assim, Dio jamais parou de lançar novos registros e nos anos 90 vieram “Lock Up the Wolves” (1990), “Strange Highways” (1994) e “Angry Machines” (1996). Estes dois últimos, uma tentativa de reviver a sonoridade do álbum “Dehumanizer”, que Dio gravou com o Black Sabbath em 1992.
Nos anos 2000, o vocalista desiste da sonoridade mais pesada e começa a investir novamente naquele Heavy Metal clássico que o consagrou. Com isso, são lançados os bons “Magica” (2000), “Killing The Dragon” (2002) e “Master Of The Moon” (2004). Esta fase final da carreira pode ser considerada como uma espécie de retomada e, mesmo que nenhum destes três registros tenham repetido o sucesso dos primeiros álbuns, ao menos proporcionaram um final de carreira digno a uma das vozes mais potentes de todo o Heavy Metal.
Ronnie James Dio faleceu no dia 16 de maio de 2010, aos 67 anos de idade, vítima de um câncer. Sua obra e legado serão eternos.
LONG LIVE ROCK N’ ROLL!

Dio: Do Pior ao Melhor!
Para falar desta discografia extremamente proveitosa, nossa bancada composta por Fabio Reis, Daniel Dante, Geovani Vieira, Stephan Giuliano e Daniel Ramon, trouxe o programa “Do Pior Ao Melhor” no último dia 17 de abril.
Com a ajuda do nosso chat altamente qualificado, os cinco apresentadores analisaram todos os discos com riqueza de detalhes. Você pode assistir ao programa através do link abaixo, mas não se esqueça de se inscrever no canal e ativar as notificações.
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Esse episódio foi maravilhoso. Grande abraço a todos.