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Do pior ao melhor: Judas Priest

A sessão “do pior ao melhor” foi criada há alguns anos com o objetivo de ranquear os álbuns de determinadas bandas. Esta análise é feita listando os trabalhos do menos expressivo até o mais significativo. Os critérios usados neste quadro são diversos, como aceitação crítica dos registros, importância para a época, nível técnico em comparação a outros discos da banda, assim como o fator diversão, entre outros.

   

Note que não estamos impondo certezas ou leis, esta é apenas uma análise feita por um criador de conteúdo do site para estabelecer a ordem em que os álbuns são posicionados neste ranking, baseando-se nas informações acima descritas. Se o seu álbum favorito estiver em uma posição abaixo do que você esperava ou se aquele disco que você não gosta estiver bem posicionado, lembre-se que a música é uma forma de arte subjetiva e pessoal, e não uma ciência exata.

Neste episódio, teremos uma das três principais bandas de todo o Heavy Metal: o Judas Priest!

Painkiller era – Reprodução

Uma breve apresentação:

Ser fã de Metal e não dar créditos ao Judas Priest, me perdoem a associação, é o mesmo que ser um católico detrator de Jesus. A banda britânica foi formada pelo guitarrista K.K. Downing e o baixista Ian Hill em 1969, mas lançou seu primeiro disco de estúdio apenas em 1974. Ao lado de Black Sabbath e Motorhead, formaram a santíssima trindade do Heavy Metal britânico. Podemos afirmar que, juntos, estes três grupos desenvolveram praticamente todos os parâmetros e alicerces musicais que moldaram o DNA do estilo.

De 1976 até 1980, o Judas Priest lançou trabalhos extremamente importantes como “Sad Wings Of Destiny” (1976), “Sin After Sin” (1977), “Stained Class” (1978), “Killing Machine” (1978) e, finalmente, o marco comercial “British Steel” (1980). As linhas vocais de Halford e as guitarras gêmeas da dupla KK Downing e Glenn Tipton, alavancaran o Judas Priest ao sucesso. Com o movimento britânico chamado NWOBHM (New Wave Of British Heavy Metal) em ebulição, o Priest se aproveitou bastante do aquecimento do mercado proporcionado pelos novos nomes da cena e viveu seu grande momento de ascenção ao mainstream. O próximo disco, “Point Of Entry” (1981), passou um tanto despercebido, mas a dupla “Screaming For Vengeance” (1982) e “Defenders Of The Faith” (1984) também se transformaram em sucessos estrondosos de público e crítica.

Tim Ripper Owens era – Reprodução

Nem tudo são rosas

O mesmo já não podemos dizer de “Turbo” (1986), que foi extremamente criticado pelo uso dos sintetizadores e pela guinada de som inesperada. Como uma resposta, veio “Ram It Down” (1988). Sem dúvidas, mais cru e direto que seu antecessor, porém, o álbum que fez realmente a cabeça de todos foi o insano “Painkiller” (1990). E foi então que após mais um sucesso retumbante, o vocalista Rob Halford resolveu deixar a banda e partir em busca de trabalhos solo… Tal fato fez com que o grupo passasse por um período de hiato que durou cerca de sete anos.

Com o vocalista Tim “Ripper” Owens nos vocais e uma abordagem mais agressiva e moderna, o Priest lançou “Jugulator” (1997) e “Demolition” (2001). “Ripper” era um excelente frontman e cantava os clássicos originalmente gravados por Halford de forma sublime. Porém, os discos em que ele foi o vocalista não agradaram aos fãs mais saudosistas.

Retorno de Halford em 2003 – Reprodução

Em 2003, Rob Halford retornou ao posto de vocalista do Judas Priest e de lá para cá, foram mais 4 registros, incluindo o retorno com “Angel Of Retribution” (2005), o conceitual “Nostradamus” (2008), o básico “Redeemer Of Souls” (2014) e o elogiadíssimo “Firepower” (2018). Neste exato momento, enquanto escrevo este ranking, o Judas Priest encontra-se em estúdio gravando seu décimo nono trabalho, com previsão de lançamento para 2024. Com uma carreira tão vasta e tantos álbuns na discografia, provavelmente teremos muito o que ponderar daqui para frente. Por hora, sejam todos muito bem vindos a mais um “do pior ao melhor”.

Que comecem os jogos!

18. “Rocka Rolla” (1974)

Para muitas bandas, o primeiro álbum de estúdio é aquela obra imaculada, repleta de clássicos e envolto em uma aura diferenciada das demais. No caso do Judas Priest, não! Muito dessa repulsa que a própria banda sente em relação a “Rocka Rolla” é por conta do produtor Rodger Bain. O cara chegou cheio de marra por ter alguns trabalhos grandes no currículo, mudou a timbragem das guitarras de KK Downing e Glenn Tipton, optou por uma abordagem musical mais suave e clean, adaptou o visual da banda para algo meio Hippie e excluiu faixas como “The Ripper”, “Victim Of Changes”, “Tyrant” e “Genocide” do tracklist do álbum por terem letras “muito pesadas”. O resultado todos conhecem, o disco naufragou e o Priest tomou um gancho de dois anos da gravadora. Só depois disso recebeu o aval para poder gravar seu próximo trabalho.

Muita gente gosta, mas simplesmente NÃO É JUDAS PRIEST.

17. “Nostradamus” (2008)

Auto indulgente, pomposo, megalomaníaco, super produzido, disco duplo, mais de uma hora e quarenta e cinco minutos de duração e… chatíssimo! Salvam-se no máximo duas ou três faixas dentre as vinte e três que compõe o track. Muitos coros, muitas orquestrações, muita ladainha e pouco Heavy Metal. Próximo!

16. “Demolition” (2001)

   

Em “Demolition” temos um Judas Priest completamente perdido e atirando para todos os lados. Como o álbum anterior trouxe uma proposta mais moderna, agressiva e desbravadora, era óbvio que os fãs mais tradicionais torceriam o nariz. Só que houve outra gama de fãs que adoraram o “novo Judas Priest” e, neste trabalho em específico, a banda tentou agradar gregos e troianos. Não tiveram coragem de mergulhar na visceralidade de “Jugulator”, mas também não se jogaram de cabeça no passado. Ficaram em um meio do caminho incômodo que não levou a lugar algum.

Enquanto algumas composições penderam para o lado modernoso e pesadão de “Jugulator” (porém, sem a mesma qualidade), outras tentaram enveredar para a sonoridade clássica da banda (também sem a mesma qualidade). No meio de tudo ainda houve espaço para experimentações nonsense e, definitivamente, o álbum não caiu no gosto dos fãs. Agora, depois de muitos anos do seu lançamento, “Demolition” começa a ganhar alguns admiradores, mas nada que o faça ganhar uma melhor posição neste ranking.

15. “Redeemer Of Souls” (2014)

Este é aquele trabalho que tinha tudo para ser considerado um baita registro e, até mesmo, um aspirante a clássico, mas foi derrotado pelos equívocos de produção e por um Halford extremamente teimoso que insistiu em gravar quase todos os vocais como se estivesse cantando ao vivo. Ele também não admitiu que fosse usado qualquer tipo de efeito em sua voz. Foi um momento, digamos, “anti-tecnologia” do Metal God. Com certeza, isso prejudicou muito algumas músicas que pediam vozes dobradas, efeitos e demais truques de produção. As músicas tem uma veia tradicional incrível, são básicas e diretas, mas você escuta e sente que faltou produção, faltou produtor. O trabalho (ou a falta de trabalho) do senhor Mike Exeter somado a rebeldia de Rob Halford fazem “Redeemer Of Souls” descer muitos degraus. Uma pena.

14. “Ram It Down” (1988)

Este é um registro de transição. Simples assim. Ele serviu para mostrar aos fãs que o Judas Priest deixou de lado a idéia de tocar Hard Rock com guitarras sintetizadas e voltou ao Heavy Metal que o consagrou. A produção e o direcionamento de faixas como “Hard As Iron” e a canção título, demonstravam que o embrião para “Painkiller” estava sendo fecundado. No geral, é um trabalho mediano, com poucos momentos realmente brilhantes e poucos deslizes graves. Não empolga, mas também não é uma obra desprezível. Internamente, chamamos esse tipo de álbum de: “meia mussarela/meia calabreza”.

13. “Angel Of Retribution” (2005)

Este é um bom álbum do Judas Priest. Dependendo do ângulo que você analise, ele terá mais motivos para ser elogiado. Dependendo do ângulo, menos motivos. Se pensarmos que este é o trabalho que sucede o famigerado “Demolition”, certamente, respiraremos aliviados em poder ouvir músicas muito boas como “Deal With The Devil”, “Judas Rising”, “Hellrider” ou “Wheels Of Fire”. Se pensarmos que este era para ser o retorno triunfal de Rob Halford, que em sua carreira solo havia acabado de gravar “Ressurection” e “Crucible”, obviamente, vamos chegar a conclusão que “Angel Of Retribution” poderia ser muito melhor.

12. “Turbo” (1986)

Para alguns, um clássico. Para outros, uma mancha na discografia. A verdade é que “Turbo” envelheceu bem e, mesmo que apenas uma única faixa (“Turbo Lover”) tenha se tornado um grande hino da banda, composições como “Locked In”, “Rock You All Around the World”, “Out In The Cold” e “Reckless”, mais de 30 anos depois de seus respectivos lançamentos, soam muito melhores. Não é o Priest em sua melhor forma ou momento, mas é um disco que prova a capacidade da banda em ser competente produzindo musicas absolutamente diferentes do habitual.

11. “Point Of Entry” (1981)

Existe uma teoria que afirma o seguinte: “Point Of Entry” não é mais lembrado e elogiado por que foi lançado entre dois mega clássicos. Ele vem depois de “British Steel” e antes de “Screaming For Vengeance”, portanto, fica impossibilitado de se destacar na discografia. Teorias à parte, a realidade é que apesar de não ser brilhante como seu antecessor e nem como seu sucessor, “Point Of Entry” está muito longe de ser um álbum fraco. Pelo menos três composições sobreviveram ao teste do tempo e sempre marcaram presença nos shows até os dias de hoje (“Heading Out To The Highway”, “Hot Rockin” e “Desert Plains”). Além disso, ele possui uma cadência diferenciada dos trabalhos tradicionais do Priest lançados nesta época e conquista aqueles que persistirem e o ouvirem com mais atenção.

10. “Jugulator” (1997)

Se existe um álbum que recebeu críticas na época de seu lançamento, mas envelheceu bem demais e vem ganhando um status cult ao longo dos anos, este é “Jugulator”. Pesado, visceral, cortante e apresentando ao mundo o talento ímpar do vocalista Tim “Ripper” Owens. “Jugulator” traz um Judas Priest diferente, porém, convincente. “Burn In Hell” e “Cathedral Spires” mereciam lugar cativo nos setlists ao vivo e, além destas, ainda temos as ótimas “Death Row”, “Abductors”, “Bullet Train” e a canção título (que é quase um Thrash Metal). Se você ouviu esse álbum já há bastante tempo e, na época, ficou com uma má impressão por conta da sonoridade moderna, se livre dos pré conceitos e faça uma merecida nova audição. Volte aqui depois disso e nos conte o que achou.

09. “Firepower” (2018)

Para muitos, o “Painkiller” da nova era e também o disco que colocou a banda nos trilhos novamente. Desde o retorno de Rob Halford em 2003, este é sem dúvidas o melhor trabalho lançado pelo Priest. Ao menos seis músicas tem potencial para se tornarem novos clássicos, são elas: “Firepower”, “Lightning Strike”, “Evil Never Dies”, “Never The Heroes”, “Traitor’s Gate” e “No Surrender”. E isso não é pouca coisa tendo em mente que os trabalhos anteriores não conseguem resultados nem aproximados deste. Bem produzido, com canções extremamente fortes e marcantes, “Firepower” nos deixa esperançosos para mais um grande lançamento que se avizinha.

08. “Sin After Sin” (1977)

Podemos dizer que à partir desta posição, a brincadeira acabou. Daqui em diante, só vamos abordar clássicos absolutos, soberbos e de suma importância para a consolidação e estabelecimento de padrões e alicerces musicais do Heavy Metal. “Sin After Sin” mantém a musicalidade classuda do álbum anterior e prova que o Judas Priest verdadeiro não é aquela banda limpinha e cheirosa de “Rocka Rolla”, mas sim os arautos do apocalipse de “Sad Wings Of Destiny”. Um disco que abre os trabalhos com “Sinner” e fecha com “Dissident Agressor” não pode e não deve ser questionado. Ainda preciso mencionar o cover de “Diamonds and Rust”, da cantora folk norte americana, Joan Baez.

07. “Killing Machine” (1978)

   

Aqui temos um Judas Priest ardido, no melhor sentido. O nome do álbum, seja ele o britânico “Killing Machine” (“Maquina de Matar”) ou o norte americano “Hell Bent For Leather” (“O Inferno se Curva ao Couro”), cai muito bem para a obra, principamente, se pensarmos no tipo de composição apresentada. Para mencionarmos apenas algumas, aqui é onde o mundo conheceu o poder de fogo de “Running Wild”, “Delivering the Goods”, “Hell Bent for Leather”, “Take On the World”, “Evening Star” e “Evil Fantasies”. Disco básico, simples, direto, reto e sem deslizes.

06. “Stained Class” (1978)

Lançado no mesmo ano do nosso sétimo colocado, “Stained Class” passa na frente por conta de dois fatores. “Exciter”, a canção que abre o disco, é talvez o primeiro Speed Metal propriamente dito da história e, portanto, influenciou diretamente na criação de um novo subgênero. O segundo fator atende pelo nome de “Beyond The Realms Of Death”, que é, com toda a certeza, uma das melhores power ballads de todos os tempos, além de possuir um dos solos mais grandiosos de toda a carreira do Judas Priest. Além disso, o disco ainda tem em seu tracklist, faixas do calibre de “Saints in Hell”, “Stained Class” e o cover do Spooky Tooth para “Better by You, Better than Me”.

05. “Defenders Of The Faith” (1984)

O normal na discografia de uma boa banda é ter aquele masterpiece indiscutível ao qual todos veneram e não existe discussão sobre sua posição em um ranking. A maioria das bandas que estiveram neste quadro tinham um ou no máximo dois discos que poderiam ocupar a primeira posição. O Judas Priest pode se orgulhar de ter pelo menos cinco desses registros. Qualquer um presente neste top 5 poderia ser o primeiro colocado, nós apenas escolhemos as suas alocações através dos critérios descritos no começo do texto.

No meu ranking pessoal, “Defenders Of The Faith” seria no mínimo medalha de prata, porém, levando em conta a relevância para época, influência para a cena, total das vendagens, quantidade de hinos e outros critérios estatísticos, ele fica com a nossa quinta posição. Perfeito do início ao fim, é praticamente uma sequência musical natural do que foi apresentado no trabalho anterior. O tracklist é balanceado entre faixas com uma levada mais Hard Rock como “Rock Hard, Ride Free”, “Some Heads Are Gonna Roll” e “Love Bites”, com composições mais velozes e furiosas como “Freewheel Burning”, “Jawbreaker”, “The Sentinel” e “Eat Me Alive”. Item obrigatório em qualquer coleção que se preze.

04. “Screaming For Vengeance” (1982)

Álbum co-irmão de “Defenders Of The Faith”, segue o mesmo estilo de tracklist e, musicalmente, também traz canções que transitam entre o Hard Rock e o Speed Metal. A diferença é que “Screaming For Vengeance” alcançou um nível muito maior de visibilidade. “You’ve Got Another Thing Comin'” furou bolhas e se transformou em um dos maiores hits do Priest em todos os tempos. Além dela, ainda temos as maravilhosas “The Hellion/Electric Eye”, “Riding On The Wind”, “Bloodstone”, “Devil’s Child” e a canção título “Screaming For Vengeance”. O “disco da águia” chega em quarto lugar e é mais um daqueles registros icônicos que somente bandas como o Judas Priest são capazes de conceber.

03. “Sad Wings Of Destiny” (1976)

Poderia me arrastar por parágrafos à fio para falar sobre este álbum, mas vou ser o mais breve que posso. Este é praticamente o disco de estréia do Priest, foi aqui que a banda realmente mostrou a sua cara. Além disso, por conta dos erros ocorridos em “Rocka Rolla”, este álbum precisava ir bem de qualquer jeito, caso contrário, a carreira do Judas Priest terminaria muito antes do imaginado. “Sad Wings Of Destiny” não apenas traz clássicos da estirpe de “Victim of Changes”, “The Ripper”, “Dreamer Deceiver”, “Tyrant” e “Genocide”, mas também é o primeiro disco da banda que apresenta ao mundo as famosas guitarras gêmeas. É aqui que muitos padrões musicais do Heavy Metal nascem, a influência deste álbum para as bandas que surgiriam em seguida na NWOTHM e também em outros locais do mundo é absurda. Disco inovador, influente e um clássico atemporal. Medalha de bronze pra ele!

02. “Painkiller” (1990)

Este não é apenas um dos melhores discos do Judas Priest, mas é um dos maiores álbuns de Heavy Metal da história. Em “Painkiller”, a banda se repagina mais uma vez, alcança uma produção ajustadíssima para este tipo de sonoridade e consegue condensar em apenas um disco, basicamente, todos os padrões, clichês e fórmulas utilizados durante toda a década de 80. Foi como se o Priest tivesse dado um passeio pelos anos 80, pegado tudo de melhor que ali estivesse, adicionado fúria, peso e modernidade para depois colocar tudo em “Painkiller”. Esta é a aula definitiva sobre o que é o gênero. Durante esta audição em específico, se você não gostar ou não conseguir entender o que significa Heavy Metal, talvez seja melhor mudar de ramo, afinal, Metal certamente não é a sua praia.

01. “British Steel” (1980)

O ouro fica com o “aço britânico” por motivos óbvios. O primeiro deles é que este foi o disco que levou o Judas Priest ao mainstream, o segundo é que se trata de praticamente uma coletânea de hinos. Quando você coloca “British Steel” para tocar e ouve canções como “Rapid Fire”, “Metal Gods”, “Breaking The Law”, “Grinder”, “United”, “Living After Midnight”… ufaaaa… Certamente, um ouvinte desavisado pensaria que está rolando uma coletânea com os maiores sucessos da banda. Mas não, é “apenas” mais um álbum de inéditas na discografia do Judas Priest. “British Steel” é o disco que mais vendeu, o detentor de mais hits e também aquele que colocou a banda no topo das paradas. Medalha de ouro com todos os méritos, se “Painkiller” é um dos maiores discos da história do Heavy Metal, “British Steel” transcende o Heavy Metal e alcança ainda mais pessoas!

Judas no Rock and Roll Hall of Fame – Reprodução

OUÇA JUDAS PRIEST SEM MODERAÇÃO!

Redigido por Fabio Reis

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Comentários

  1. Só uma observação: o disco mais vendido do JP até hoje ainda é o Screaming for Vengeance, e não o British Steel. Mas mesmo assim, os dois formam com o Defenders of the Faith a chamada “trilogia de ouro” dessa que é desde sempre a minha banda favorita de heavy metal, aquela onde se encontram seus maiores hits. Sem mais!

  2. De modo geral, eu gostei do ranking, mas tenho duas considerações:

    A primeira delas é sobre o álbum Turbo. Sinceramente, eu nasci em 1999, então tudo que me restou foi ouvi-lo com uma curiosidade quase que de historiador por ter um contato já tardio com a obra. Abstido dos pensamentos e impressões que permearam na época, consegui achá-lo sensacional. Não o deixaria muito atrás do top 5, coroando esta com uma peça interessantíssima de uma década musical praticamente perfeita de uma banda, rimando, em equivalência (mas não em recepção) com o Somewhere in Time do Iron Maiden, que o tempo, felizmente, fez jus, o que não foi o caso aqui.

    Outro ponto é que por mais que Painkiller seja incrível, para mim, ele é menos Judas do que qualquer coisa feita nos anos 1980. A reinvenção é uma constante no mundo das artes em geral, a subversão das expectativas do público é que torna interessante o ato de seguir e acompanhar, em boa parte dos casos. Aqui, ela é bem feita, mas não sinto que veio para ficar, dados os lançamentos seguintes. Um capítulo interessantíssimo de uma banda incrível, mas nada mais que isso.

    Baita matéria, um abraço a todos.

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