Do Pior ao Melhor: Judas Priest

Hoje, o assunto é a discografia da lendária banda britânica Judas Priest, mas antes disso entenda como funciona o quadro.

A sessão “Do Pior Ao Melhor” foi criada há alguns anos com o objetivo de ranquear os álbuns de determinadas bandas. Esta análise é feita listando os trabalhos do menos expressivo até o mais significativo. Os critérios usados neste quadro são diversos, como aceitação crítica dos registros, importância para a época, nível técnico em comparação a outros discos da banda, assim como o fator diversão, entre outros.

Note que não estamos impondo certezas ou leis, dessa forma, esta é apenas uma análise feita pela bancada de apresentadores do canal do Mundo Metal no Youtube para estabelecer a ordem em que os álbuns são posicionados neste ranking.

Se o seu álbum favorito estiver em uma posição abaixo do que você esperava ou se aquele disco que você não gosta estiver bem posicionado, lembre-se que a música é uma forma de arte subjetiva e pessoal, e não uma ciência exata.

Neste episódio, teremos uma banda considerada por muitos, uma das mais importantes e emblemáticas da história do Heavy Metal: Judas Priest!

Reprodução/Facebook

Uma breve apresentação!

Ajudando a moldar o Heavy Metal

O Judas Priest surgiu em Birmingham, na Inglaterra, no início dos anos 70, em meio à efervescência do Heavy Metal que despontava o Black Sabbath. Com Rob Halford nos vocais, K.K. Downing e Glenn Tipton nas guitarras e Ian Hill no baixo, formando a base de sustentação, a banda começou a criar uma identidade própria, marcada pelo peso das guitarras gêmeas e a voz aguda de Halford.

Após um disco de estreia experimental como “Rocka Rolla” (1974), o grupo consolidou seu estilo com clássicos como “Sad Wings of Destiny” (1976), “Sin After Sin” (1977) e “Stained Class” (1978). Todos estes, álbuns que ajudaram a moldar e estabelecer as bases de sustentação para o Heavy Metal tradicional. Já nos anos 80, o Judas Priest alcançou projeção mundial com “British Steel” (1980). Não é a toa que é considerado um dos maiores marcos do gênero, trazendo hinos como “Breaking the Law” e “Living After Midnight”.

Seguindo essa trilha, vieram registros fundamentais como “Screaming For Vengeance” (1982) e “Defenders Of The Faith” (1984), consolidando o grupo como um dos pilares do Metal mundial. Em 1986, a banda ousou ao lançar Turbo, disco que trouxe sintetizadores de guitarra e uma pegada mais acessível. O disco dividiu opiniões, mas demonstrou a versatilidade do grupo em explorar novas sonoridades.

Reprodução/Facebook

De Painkiller ao fim da era Ripper Owens

Após alguns discos menos impactantes no final dos anos 80, o Judas Priest ressurgiu em 1990 com o poderosíssimo “Painkiller”. Com Scott Travis assumindo as baquetas, o álbum trouxe uma sonoridade veloz, técnica e agressiva, com a faixa-título se tornando um hino do Heavy Metal. Foi aclamado como um dos maiores trabalhos da banda e reafirmou sua relevância no cenário mundial.

Pouco depois, no entanto, Rob Halford deixou o grupo em 1992, buscando novos rumos em sua carreira solo. A ausência do “Metal God” foi um baque para os fãs, mas a banda decidiu seguir em frente. Em meados dos anos 90, anunciou Tim “Ripper” Owens como novo vocalista e, apesar das críticas inevitáveis, Owens mostrou competência. “Jugulator” (1997) recebeu aceitação moderada, mas em compensação “Demolition” (2001) foi massacrado. A banda apostou em uma sonoridade mais moderna e pesada, alinhada ao Metal da época, mas os fãs não gostaram.

O Judas Priest parecia viver um período de menor brilho, embora nunca tenha deixado de atrair fãs fiéis ao redor do mundo. Com a chegada do novo milênio, era hora de apostar em um velho conhecido…

Reprodução/Facebook

O retorno triunfal de Halford

O reencontro mais aguardado certamente aconteceu em 2003, quando Rob Halford finalmente retornou ao Judas Priest. A reunião reacendeu o entusiasmo dos fãs, bem como levou ao lançamento de “Angel Of Retribution” (2005), disco que o som clássico da banda. Em 2008, o grupo ousou novamente com o conceitual “Nostradamus”, que dividiu opiniões, mas mostrou a disposição da banda em experimentar.

Nos anos seguintes, o Judas Priest continuou firme na estrada e lançou trabalhos consistentes, como “Redeemer Of Souls” (2014), primeiro registro após a saída de K.K. Downing, e “Firepower” (2018), recebido com entusiasmo como um dos melhores álbuns da banda em décadas. Esse disco provou que, mesmo após mais de 40 anos de carreira, o grupo ainda era capaz de entregar Heavy Metal de altíssimo nível.

Atualmente, o Judas Priest segue em atividade, com Rob Halford, Glenn Tipton (mesmo afastado das turnês por problemas de saúde, mas ainda ativo em estúdio), Ian Hill, Scott Travis e Richie Faulkner. O último trabalho, “Invincinble Shield” (2024) demonstrou que mesmo depois de décadas, os britânicos seguem sendo verdadeiros ícones do Metal. Eles continuam a rodar o mundo com shows históricos e a lançar novos trabalhos, mantendo viva a chama de uma das bandas mais importantes de toda a história do gênero.

Reprodução/Facebook

Judas Priest: Do Pior ao Melhor!

Para falar desta discografia extremamente proveitosa, nossa bancada composta por Fabio Reis, Daniel Dante, Geovani Vieira, Stephan Giuliano e Alexandre Fontana, trouxe o programa “Do Pior Ao Melhor”, exibido em maio deste ano.

Com a ajuda do nosso chat altamente qualificado, os cinco apresentadores analisaram todos os discos com riqueza de detalhes. Caso você goste de podcasts e queira saber mais sobre cada álbum, incluindo as justificativas para as posições, assista ao programa na totalidade, o vídeo está no final da publicação.

O ranking dos discos é este logo abaixo!

Ranking:

19 – Nostradamus
18 – Rocka Rolla
17 – Demolition
16 – Redeemer Of Souls
15 – Turbo
14 – Angel Of Retribution
13 – Ram It Down
12 – Point Of Entry
11 – Jugulator
10 – Invincible Shield
09 – Firepower
08 – Killing Machine
07 – Sin After Sin
06 – Stained Class
05 – Sad Wings Of Destiny
04 – Screaming For Vengeance
03 – Defenders Of The Faith
02 – British Steel
01 – Painkiller

Fabio Reis
Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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