Disturbed: David Draiman pede mais união na cena Rock!

Disturbed: David Draiman pede mais união na cena Rock!
CREDIT: Tim Mosenfelder and Frank Hoensch/Getty Images

David Draiman, vocalista do Disturbed, usou a rede social X para pedir mais “união na cena rock”. O cantor de 52 anos compartilhou seus pensamentos sobre a importância de tornar os ambientes de shows mais inclusivos, onde diferenças não importem e a música prevaleça como um elo capaz de “construir pontes”. David acredita que as disputas ideológicas e as questões políticas têm tornado a comunidade rock/metal cada vez mais hostil, algo que já se reflete nas apresentações.

O curioso é que esse discurso contrasta com a postura do próprio Draiman. Ele é conhecido por defender suas convicções de forma firme e direta, sem evitar polêmicas. Um exemplo foram suas respostas a Roger Waters (ex-Pink Floyd), com quem diverge sobre a causa palestina — tema especialmente sensível por Draiman ser judeu. Ele é um forte crítico do Hamas (o que não deve ser confundido com a população palestina), como já frisou. Ao se posicionar dessa forma, o vocalista exerce seu direito de expressão, mas inevitavelmente também reforça as divisões que critica.

Trata-se de uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo em que pede união, Draiman acaba alimentando as diferenças que afastam a própria cena que ele deseja aproximar. No fim, parece querer construir pontes enquanto, sem perceber, ajuda a cavar ainda mais esse abismo, e o que precisamos é de fato diminuí-lo.

Bem, vamos ao que ele disse:

“Não é tão difícil focar nas coisas que nos unem, em vez daquelas que nos separam e nos colocam uns contra os outros. Os shows devem ser um lugar onde todos são bem-vindos e se sentem seguros. Um lugar para escapar um pouco da loucura do mundo exterior… Para compartilhar e celebrar nossa humanidade compartilhada.

Deveria ser uma oportunidade de estender a mão e construir pontes. De nos unirmos como um só, independentemente de onde viemos, de quanto dinheiro temos no bolso ou de que lado da cerca política nos inclinamos.

A música e aqueles que têm a sorte de tocá-la e exercer seu poder têm a capacidade de unir as pessoas de uma forma que nada mais consegue. Precisamos de mais disso neste mundo.”

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