Crypta busca inspiração em King Diamond, Opeth e Pink Floyd para álbum conceitual sobre “loucura”

Photo: Rafael Karelisky/ @rkarelisky

O próximo álbum da Crypta será inteiramente conceitual e terá a loucura como tema central. Fernanda Lira revelou que já concluiu a elaboração do conceito e passou meses pesquisando como outros artistas transformaram histórias e personagens em discos, estudando trabalhos de King Diamond, Queensrÿche, Opeth e Pink Floyd.

Em entrevista ao Tenho Mais Discos Que Amigos!, a vocalista e baixista explicou que essa preparação envolveu não apenas ouvir discos conceituais, mas entender como as narrativas foram estruturadas, onde entram interlúdios e de que maneira uma história pode ser distribuída ao longo das músicas.

“Eu fiz um puta estudo aqui, foram meses lendo diversos livros para criar esse conceito, entender, estudando esses discos para ver como eles conseguem colocar a história.”

Fernanda já havia adiantado anteriormente que leu cinco livros durante a pesquisa e que o tema seria a loucura. O trabalho, porém, não deverá simplesmente reunir músicas independentes em torno de um assunto comum: a intenção é desenvolver personagens e uma narrativa que atravesse o álbum.

King Diamond, Opeth e “The Wall” serviram como material de estudo

Photo: Rafael Karelisky/ @rkarelisky

As referências citadas obviamente não significam que a Crypta soará como essas bandas. O interesse está principalmente na maneira como artistas como King Diamond e Opeth trabalham narrativa, atmosfera e continuidade entre as músicas. The Wall, clássico do Pink Floyd, também esteve entre os discos estudados pela musicista durante a preparação do conceito.

A escolha combina com uma vontade antiga da baixista. Fernanda afirmou que produzir um álbum totalmente conceitual era algo que sempre quis fazer, mas decidiu estudar o formato antes de aplicá-lo à música da Crypta.

A referência ao Pink Floyd também não surge do nada. Em entrevista de 2024, ela chegou a escolher The Wall como o álbum que, em sua opinião, melhor representa o Rock.

A parte musical também avançou. A banda já possui nove composições e pretende fazer um álbum um pouco mais longo do que inicialmente planejado. O material ainda está em fase de lapidação. Solos, linhas vocais e outros detalhes dos arranjos serão finalizados antes das gravações.

A nova guitarrista Victoria Villarreal já participa diretamente desse processo e contribuiu com três composições. Segundo Fernanda, referências de Victoria como Death e Cynic encontraram espaço dentro da sonoridade que o grupo procura para o disco. A Crypta pretende entrar em estúdio ainda este ano, mas o álbum provavelmente chegará somente em 2027.

Fabio Reis
Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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