Creeper: Nunca julgue um livro pela capa! Eles têm o que oferecer

A banda teatral inglesa de Gothic/Horror/Punk Rock, Creeper, lançou em 31 de outubro seu novo álbum “Sanguivore II: Mistress Of Death” pela Spinefarm Records, e que vem recebendo elogios de sites especializados pelo mundo afora. Formada em Southampton em 2014, a banda brinca com convenções – particularmente em relação a gênero e sexualidade – em sua música e visual. O guitarrista Ian Milles declarou em uma entrevista à Guitar:
“Não somos uma banda politicamente séria, mas gostamos de desafiar quando podemos. A ética sempre esteve profundamente enraizada em tudo o que fazemos. Mas não é isso que estamos dizendo para vocês [risos]. O que vocês vão ver são vampiros gays bobos se vestindo, correndo por aí e bebendo frascos de sangue como se fosse cocaína”, disse ele se referindo ao clipe de uma das novas músicas “Blood Magick (It’s a Ritual)”.
“Sanguivore II: Mistress Of Death” é o sucessor de “Sanguivore”, de 2023, mas não uma continuação que segue a mesma história, não. Desta vez, temos novos personagens circulando pelo mesmo universo sombrio. A narrativa mergulha no Pânico Satânico e coloca no centro uma banda de vampiros devassos — vividos pelo Creeper — que vive foge de uma caçadora implacável conhecida como ‘Senhora da Morte’, vivida pela fisiculturista Sarah Page, uma anti-heroína de respeito.
“Eu imagino o Creeper como American Horror Story”, disse o Ian. “É o mesmo elenco, mas um tema diferente a cada temporada. E esta é a Temporada Sanguivore.”
Creeper é aquele tipo de banda que poderá fazer a cabeça de quem curte The Damned, Sisters of Mercy, Misfits ou até o drama grandioso do Meat Loaf. Só que o caldeirão deles não para por aí: de repente você percebe ecos de Judas Priest, um perfume de hair metal à la Desmond Child e até um brilho bem oitentista no estilo da Belinda Carlisle.
A graça do grupo está justamente nessa mistura de diversão com um clima soturno e, claro, uma pitada de melancolia. Mas com o nvo disco, a banda parece ter se encontrado.
A evolução do Creeper
Claramente, houve uma evolução e uma mudança considerável na sonoridade do grupo. Eles saíram de um som que era para lá de comum e sem atrativos — uma mistura de Green Day, My Chemical Romance e Offspring nos dois primeiros discos, para, somente no terceiro álbum, “Sanguivore” — começarem a apresentar o que ouvimos hoje em “Sanguivore II: Mistress Of Death”. Dessa forma, temos aqui o seu auge criativo até o momento, e esperamos que eles se mantenham assim — nesse caminho. O disco inteiro é espetacular e vale a pena conferir.
Discão, apesar de eu preferir o anterior.
Banda muito foda e tem tudo pra se tornar uma das grandes bandas novas!