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Clássicos: Warlock – “Burning The Witches” (1984)

Gravadora: Mausoleum Records

Como ainda existem boçais que acham que mulheres não servem para cantar? Desde os tempos mais antigos, do começo do blues até as músicas mais atuais, as mulheres têm mostrado uma força realmente potente. Diversas mulheres marcaram a história com as suas vozes poderosas, eternizaram clássicos que fizeram muitos marmanjos chorar que nem criancinhas. Dentro do estilo metálico que nós tantos amamos, desde os primórdios, diversas mulheres fizeram a festa, marcando a sua presença seja com sua bela aparência ou suas vozes avassaladoras. Nesta Semana Das Mulheres, nós do Mundo Metal relembramos diversas delas. Mas como vamos falar das mulheres dentro do nosso estilo favorito de música e não se lembrar da maravilhosa rainha do Metal, Doro Pesch?

   

Em 1983, surgiu na Alemanha um grupo de Heavy Metal chamado Warlock, e nele, encontramos a maravilhosa Doro Pesch. Ela já se apresentava com sua banda chamada de Snakebite, porém, após ser convidada, decidiu se juntar aos rapazes do Warlock para compor o elenco. Um ano após a formação, é lançado o ótimo “Burning The Witches”, um álbum conciso, direto e atemporal. Esse disco apresentou ao mundo a excelência do vocal maravilhoso desta mulher, combinado a um instrumental digno de ser eternizado na história. O disco de 1984 apresenta para nós, uma sonoridade bem clássica, rápida e surpreendente, como podemos ouvir logo na primeira faixa a excelente “Signs of Satan”. As guitarras explodem nos riffs rápidos de Rudy e Peter, que se combinam a uma cozinha direta. Os vocais únicos de Doro combinam perfeitamente com a atmosfera agitada da canção. Os solos apresentados aqui não deixam a desejar e apresentam a qualidade absoluta desse petardo. Já na sequência, “After the Bomb” mostra aquele clássico Heavy Metal alemão, com bases cortadas e cozinha clássica. Nomes com Grave Digger e Accept já haviam lançado composições bem parecidas a essa canção. Em “Dark Fade” ouvimos bases extremamente contagiantes e um solo introdutório bem rápido e cheio de técnica. Novamente os vocais de Doro preenchem o ambiente e chamam atenção para o timbre mais vibrato da vocalista. Mas o que mais impressiona são as bases de guitarra, uma verdadeira aula de como se fazer o bom e velho Heavy metal. A caixa da bateria de Michael é anúncio de que agora iremos ouvir uma composição contagiante, e “Homicide Rocker” é claramente perfeição para se juntar com seus amigos, levantar seus canecos de cerveja e bradar em alto e bom som “Get up! Homicide Rocker, keep on banging your Heads!”. E como todo bom disco de Metal não pode faltar a power ballad, “Without You” é a música, feita por esses alemães, que toca nossos corações e mostra como uma balada pode ser ao mesmo tempo pesada e melancólica. Uma faixa interessante e que com certeza envelheceu muito bem com o tempo.

Na sequência, ouvimos a ótima “Metal Race”, que mostra a velocidade que o Metal sempre teve como sua essência. Com bases rápidas, cozinha tradicional e um baixo bem encaixado, a faixa facilmente ficará em sua mente. Agora é hora do sucesso, o ‘hors concours’ da banda, sim estamos falando de “Burning Witches”, uma canção que não apresenta nada mais que um bom Heavy Metal tradicional repleto de influências dos grandes nomes da época, como Judas Priest, Iron Maiden, Accept e outros mais. O que surpreende aqui é justamente ser algo extremamente tradicional, mas ao mesmo tempo tão empolgante. Quem nunca cantou “Burning the witches / The demon dies by fire” é porque provavelmente não ouviu a música. Seguindo a mesma fórmula da anterior, “Hateful Guy” usa novamente a receita do Heavy tradicional com suas bases riffadas e pontes e refrãos contagiantes. E claro, com uma vocalista excepcional, que sabe exatamente como explorar de forma perfeita sua belíssima voz. Para finalizar o álbum, nós ouvimos a simples “Holding Me”, que apesar de não apresentar nada de diferente do que o disco completo já havia nos apresentado, não deixa a desejar em sua composição, que mesmo não possuindo nenhuma novidade, facilmente agrada.

Claramente, Doro Pesch marcou o seu nome para o mundo da música com o lançamento desse disco do Warlock, afinal essa linda e talentosa mulher mostrou ao mundo que o Metal alemão não é só lugar de homens, mas sim, também é lugar das damas mais refinadas do mundo. Então se você é um desses boçais que acreditam que o Heavy Metal não pertence a vocais femininos, por favor se retire, o seu lugar não é aqui.

Nota: 8,3

Integrantes:

  • Doro Pesch (vocais)
  • Rudy Graf (guitarra)
  • Peter Szigeti (guitarra)
  • Frank Rittel (baixo)
  • Michael Eurich (bateria)

Faixas:

  • 1.Signs of Satan
  • 2.After the Bomb
  • 3.Dark Fade
  • 4.Homicide Rocker
  • 5.Without You
  • 6.Metal Racer
  • 7.Burning the Witches
  • 8.Hateful Guy
  • 9.Holding Me

Redigido por Yurian ‘Dollynho’ Paiva

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