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Clássicos: Slade – “Slayed?” (1972)

“Slayed?” é o terceiro álbum da banda britânica de Glam/Hard Rock, Slade, que chegou em novembro de 1972 e, assim como todos os principais discos do quarteto, teve a produção de Chas Chandler (ex-The Animals). Ainda que a sua discografia já contasse com os full lenghts “Beginnings” (1969) e “Play It Loud” (1970), Slade não alcançara o sucesso até então. Na sequência desses dois primeiros discos, porém, o single “Coz I Love You”, primeiro hit eterno da banda, e o live album “Alive I” colocaram Slade em evidência pela primeira vez. Entretanto, ainda faltava um álbum completo de canção autorais, visto que foram covers que impulsionaram “Alive I”.

   

Com o lançamento de “Slayed?”, perto do fim do ano de 1972, esse lacuna na carreira do Slade, finalmente, fora preenchida. O quarteto britânico passou a ter um álbum de estúdio como referência de sua sonoridade. Aqui na América do Sul, não conseguimos compreender o tamanho da importância do Slade, já que só ouvimos falar da banda em apenas duas oportunidades, quando a balada “My Oh My” fez sucesso mundial e quando Quiet Riot fez o cover de “Cum On Feel the Noize” em seu único disco que obteve êxito.

Slade / Foto para a capa do álbum “Slayed?” / Reprodução / Acervo

“Slayed?” e suas canções

A canção “How d’You Ride” abre o disco mostrando a potência vocal de Noddy Holder que, de acordo com Ozzy Osbourne, é um dos melhores vocalista da história do Rock’n’Roll. Se ouvirmos Slade com a atenção que a sua música merece, não temos como discordar do Madman, pois as qualidades de Holder são, literalmente, gritantes.

Em seguida, temos “The Whole World’s Goin’ Crazee”, a qual é mais uma aula vocal do senhor Holder. Assim que ouvimos essa canção pela primeira vez, é humanamente impossível que nossa alma não obsorva toda a sua atmosfera festeira. “Look at Last Nite”, por sua vez, soa um pouco mais amena, um pouco mais balada, porém, essa diminuição de loucura é compensada com mais e mais melodia.

Desde que tivemos nosso primeiro contato com “Slayed”, “I Won’t Let It ‘Appen Agen” é nossa canção favorita e essa predileção não é nada injustificável. Que música absurdamente linda.

Slade / Reprodução / Acervo

Cover de Janis Joplin

Já nos primórdios de sua carreira, na cidade de Wolverhampton, Inglaterra, em 1966, Slade, a princípio chamado Ambrose Slade, sempre foi especialista em covers. No entanto, nada se compara a essa versão de “Move Over”, da cantora americana Janis Joplin, não somente pela interpretação vocal de Noddy Holder, mas também pela inigualável linha de baixo de Jim Lea, que é, indubitavelmente, o melhor instrumentista da formação original da banda.

Hits do disco

Apesar de não ser o maior hit desse álbum, “Gudbuy T’Jane” praticamente nunca esteve fora do setlist dos shows do Slade. Inclusive, essa canção fez parte do terceiro live album oficial do quarteto, “Slade On Stage”, que saiu em 1982, disco ao vivo esse que potencializa a sonoridade do Slade com altíssimo volume. Logo após, entre os dois principais sucessos do disco, temos a pacata faixa “Gudbuy, Gudbuy”, a qual exala uma aura pacificadora, espalhando uma calma ao estilo Hard Rock Glam no ambiente, ou seja, acima da perfeição.

Sabe aquele super hit que impossível ouvir sem cantar junto? Então, exatamente assim que “Mama Weer All Crazee Now” é, uma aula sobre celebrar a vida e o Rock’n’Roll e amanhecer um dia no auge da loucura. Nos anos 80, após obter sucesso absoluto com “Cum On Feel the Noize”, a banda americana de Hard Rock, Quiet Riot, tentou fazer o o mesmo gravando “Mama Weer All Crazee Now”, contudo, não acertou o alvo nesse segundo tiro. Talvez provalvemente, só Slade possua esse alma necessária para “Mamãe estamos todos loucos, agora”.

Slade / Reprodução / Acervo

Encerrando

Se aproximando do encerramento, temos “I Don’ Mind”, que embora seja uma das canções cadenciadas do disco, destaca o feeling que o guitarrista Dave Hill sempre teve, mesmo sem nunca ter sido um fenômeno da guitarra.

Com a responsabilidade de fechar “Slayed?”, “Let the Good Times Roll/Feel So Fine” desperta novamente a energia do Hard Rock/Glam, a fim de colocar todos para dançar chapados, seja por algum tipo de droga ou pela alegria de celebrar a música em si. Sendo assim, cada qual pelo seu motivo particular, mas todos em nome do sagrado Rock’n’Roll.

Keep on Rockin’

Nota 10,0

Integrantes:

  • Noddy Holder (voz e guitarra)
  • Dave Hill (guitarra e voz)
  • Jim Lea (baixo e voz)
  • Don Powell (bateria)

Faixas:

  • 1.”How d’ You Ride”
  • 2.”The Whole World’s Goin’ Crazee”
  • 3.”Look at Last Nite”
  • 4.”I Won’t Let It ‘Appen Agen”
  • 5.”Move Over” (Janis Joplin cover)
  • 6.”Gudbuy T’Jane”
  • 7.”Gudbuy Gudbuy”
  • 8.”Mama Weer All Crazee Now”
  • 9.”I Don’ Mind”
  • 10.”Let the Good Times Roll/Feel So Fine”
   

Redigido por: Cristiano “Big Head” Ruiz

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