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Clássicos: Krisiun – “Southern Storm” (2008)

Gravadora; Century Media Records

“Houve um tempo em que tivemos a descoberta de uma obra sobrenatural que prevalecia aos demais desafios da vida no planeta…”

   

Estou falando de um álbum que suportou a pisoteada que o pai de um dos grandes amigos e irmãos de alma que o dono do nanquim digital possui, e mesmo ouvindo o barulho do cristal rachando e partindo em mil pedaços, lá estava ele intacto e soberano. “Southern Storm”, disco lançado via Century Media Records no dia 18 de julho de 2008, mostrou ser um artefato bastante poderoso ao se sobressair diante de tal situação. A caixa acrílica ficou completamente intacta e até hoje pertence à coleção de quem vos digita. Outro fato marcante perante este álbum é que 2008 foi um ano bastante conturbado para o condutor desta viagem através da escrita por conta de alguns problemas em específico, e que este álbum contribuiu para a pronta recuperação desta persona não ingrata que está aqui com todo o prazer do mundo para descrever sobre este verdadeiro clássico dos irmãos Kolesne. Sem perder tempo ao dizer sobre toda a discografia do glorioso Krisiun, vamos à ficha técnica deste grande trabalho que é considerado por mim um dos melhores lançamentos da banda até então, se não for o melhor. Acho que perde em pontos para o esplêndido “The Great Execution” de 2011. Bem, vamos às informações antes da caminhada por mais uma aventura sonora. Ainda aproveitando a deixa deste mesmo parágrafo, já podemos revelar a ilustre presença de Andy Classen para a produção do disco, que foi gravado, engendrado, mixado e masterizado no Stage One Studios. A data do lançamento citada acima é de quando foi lançado na Europa, sendo que nos Estados Unidos o álbum foi lançado um pouco depois no dia 5 de agosto. Max Kolesne, Moyses Kolesne e Alex Camargo estavam encarregados de elevar seus patamares após o lançamento do ótimo “AssassiNation” de 2006. Tarefa dura para superar este grande trabalho, mas ao conhecer “Southern Storm”, mesmo que ele ainda possua elementos do álbum anterior, além de leituras ainda mais antigas, este trabalho de capa azulada veio como uma verdadeira tempestade na cabeça da galera, principalmente após a divulgação do videoclipe para a maravilhosa faixa “Combustion Inferno”. Isso assustou até os mais “truesões” do rolê, pois ninguém esperava algo tão extremo ao mesmo tempo muito bem construído e tocado, além de possuir um daqueles solos de gelar a espinha de tão agudos e intensos como uma navalha super afiada, e que representa bem o que vem a ser o que conhecemos por Death Metal.

Rapidamente, além de “Combustion Inferno”, outras faixas como “Sentenced Morning”, “Minotaur” e “Slaying Steel” passaram a figurar no set list dos shows do power trio gaúcho de Ijuí. Se você conhece, me conte como faz para ir. Bem, o fato é que nenhum álbum comum passa a despejar faixas em um set de músicas a serem tocadas em diversos shows ao redor do mundo. Até por que o Krisiun é uma das poucas bandas que possui uma agenda de shows quase sempre lotada com várias turnês ao redor do globo terrestre. Se hoje não estamos em uma fase favorável aos grandes eventos, até pouco tempo atrás a história era bem diferente para estes três caras e isso fez com que a banda só amadurecesse álbum após álbum. Mesmo assim, “Southern Storm” segue até os dias de hoje sendo muito bem requisitado e comentado. Ou seja, ele se tornou um clássico do estilo e do Metal em si também. Diria o outro que nem somente de “Black Force Domain” (1995) e “Conquerors Of Armageddon” (2000) vive o homem, e isto é um fato verídico. Mesmo que estes citados também possuam as suas respectivas qualidades e sejam preferência de muitos adeptos. E falar sobre um álbum produzido por Andy Classen é o mesmo que dizer sobre Erik Rutan e Andy Sneap, entre outros grandes produtores do Heavy Metal mundial. Isso facilita ainda mais para que o disco tenha um alicerce formado bem forte e que possa se manter firme frente às areias do tempo. “Southern Storm” ainda possui o excelente cover para a clássica canção do glorioso Sepultura (do Brasil!!!), “Refuse / Resist”. E não é que o cover além de ser ótimo funciona muito bem em um show do Krisiun? Presenciei de perto essa emoção e comprovo que é algo incrível de verdade. A ordem do set do disco também tornou o álbum ainda mais poderoso, fator preponderante para o sucesso de um disco de inéditas, já que em sua essência, o fã de Metal gosta de ouvir o disco todo sem pular nenhuma faixa. Só “zé ruela” que pega uma “múzga” apenas para ouvir e larga o restante para trás. Esse tipo de ser deve bater na mãe e achar divertido, só pode! Além da produção, engenharia, mixagem e masterização assinadas por Andy Classen, o álbum teve Jessica Lausen e Melanie Schmidt como executivas de produção, o fotógrafo Axel Jusseit e a arte da capa é assinada por Gustavo Sazes.

Sendo o oitavo full length até então, “Southern Storm” acabou se tornando um daqueles pedidos tradicionais e se compararmos a um restaurante ou pizzaria, é como se fizesse parte do pedido “à moda da casa” ou “à moda do chef”. Fãs declarados de Morbid Angel, Incantation, Asphyx e Cannibal Corpse, os integrantes do Krisiun conquistaram diversos fãs destas bandas citadas, entre muitas outras bandas deste subgênero sangrento e mortífero, colocando o Krisiun em um patamar ainda maior dentro do cenário underground no exterior e, consequentemente, aqui em sua terra natal também. É claro que não se pode comparar ao mainstream como se fosse um Iron Maiden ou Metallica da vida, mas dentro do que é proposto, eles conseguiram suportar as várias avalanches e marés contrários ao seu glorioso propósito, como diria “Classic Loki” de Jack Kirby e Stan Lee na série Loki. Vale ressaltar, que tanto ao vivo, quanto em estúdio, o trio se dá muito bem, não deixando pedra sobre pedra, literalmente falando. Quem conhece sabe bem do que se trata, e quem não gosta dos trabalhos mais retilíneos da banda, não pode questionar este disco por simplesmente não carregar essa ideia de um Death Metal mais direto e reto sem nenhum tipo de mudança. É claro que estamos falando sobre um álbum de Metal extremo, mas é um álbum que possui diversas características, inclusive com alguns elementos de Thrash e Black Metal, sem perder a ideia principal que vem a ser tocar Death Metal.

A fortíssima e avassaladora tempestade abre com uma das faixas que ganharam espaço nos shows ao vivo da banda logo de cara. Estamos citando as tratativas à “Slaying Steel”, canção esta que virou um clássico assim que começou a fazer seus primeiros ruídos estrondosos diante de tanta mentira acerca de seres inadimplentes com a realidade vista pelos próprios olhos profanos de uma mente sem lembranças sobre o quão cruel pode ser o ser que se diz benevolente, onipotente e onipresente. As labaredas se agitam com os primeiros acordes ofensivos que agridem os ortodoxos com frieza e completa ignorância controlada a ponto de se tornar completamente técnica e prazerosa de avistar do alto dos montes essa carnificina. Max mostra quem de fato bate o martelo dos deuses para esmagar o infiel, e é o mesmo vindicador que estala o chicote nas costas dos imprestáveis e colaboradores dos princípios tardios e ineficazes em favor de um mundo contrário ao que dizem aos quatro cantos. Toda a estrutura até mesmo com as paradas que se destacam junto aos versos insanos acompanhados de uma sonoridade extrema faz desta uma das melhores faixas de toda a carreira da banda, incluindo seus solos e efeitos proferidos por Moyses. Na sequência temos outro bombardeio repleto de raios e trovões que também faz parte ate então dos shows dos irmãos Kolesne, “Sentenced Morning”, que segue a mesma toada sem deixar a poeira baixar em nenhum instante. Porém, com uma sequência de notas completamente diferentes de sua antecessora, mostrando que o Krisiun deixara de lado aquela régua que representava o seu som de outrora. A pancadaria sonora possui suas nuances mais cadenciadas, mas que são proferidas como chamas incandescentes que invadem a sua alma e evaporam o restante de água em seu corpo, em alusão ao tema sobre a Segunda Guerra Mundial. Os solos de guitarra unidos com as marteladas na bateria colocam seus ouvidos à prova para que possam se acostumar a um verdadeiro bombardeio pertencente a um tema como este. O efeito da bomba e dos mísseis tornam o impacto além de repentino, muito mais catastrófico do que qualquer um poderia imaginar até os dias de hoje, fazendo a terra tremer e a cidade inteira desaparecer em uma nuvem terrível e fumegante. Pura e fervente é a representação das chamas crescentes quebrando concreto, vidro e aço. Cada riff e distorção, somados as levadas de baixo de Alex , evidenciam os corpos que são soprados pelas janelas, sombras de cadáveres nas paredes junto a um calor presente opressor e explosivo, apresentado a quem vê sombras de cadáveres nas paredes.

“Sentenced Morning” official videoclip

“Twisting Sights” album track

Fechando a primeira trinca, temos a ótima “Twisting Sights”, que mostra a queda em alucinações de uma jornada espiritual, com sensações de afogamento em águas abismais, a queda através das rachaduras em um abismo profundo, com serpentes amarradas aos pés, a alma viciosa voa diante de linhas de guitarra impetuosas e magistrais, que fervilham o sol e congelam a lua, isso sem contar os estalos de baixo e uma bateria que é ligada no quatrocentos e quarenta sem que nada exploda, exceto a sua própria cabeça com tanta viagem extrema e escaldante, efeitos causados por um ardor provocado pelos olhos sobrenaturais que observam e revelam a face do deus com cara de cachorro, ou melhor dizendo, ‘dogface’, o causador dos efeitos e solos estridentes de guitarra expelidos pelas mãos de Moyses. Na quarta colocação aparece outra faixa clássica, “Minotaur”, para unificar deus e homem. Os riffs misteriosos e malignos tomam conta das areias do destino, diante dos mares agitados, controlados por um feitiço que irá unir deus ao homem em um ser poderoso. Nas margens de um território condenado a abraçar a fúria da maldição do poderoso deus do mar, um juramento de nunca parar de lançar chamas através das cordas e equipamentos percussivos é sentenciado, quando a poderosa maré é soprada para dentro de seus tímpanos. Todas as bases e solos carregam feitiços de luxúria não natural para unificar Deus e o homem.

“Combustion Inferno” official videoclip

“Combustion infernal, everything burns, everything melts

Heat of thousand suns burns the ground to the core”

A canção de número cinco é simplesmente ela, “Combustion Inferno”. Explosiva, agressiva e horripilante, ela ataca clava forte abaixo sem nenhuma piedade, trazendo o combustível necessário vindo direto do inferno! Um turbilhão sinistro e escaldante de acordes iniciais proferidos por Moyses surge para alimentar e soprar a tempestade seca, enquanto o estremecer do baixo de Alex provoca vários relâmpagos que atingem violentamente o solo, provocando ventos de tornado em grandes velocidades que acendem a frente de fogo durante a sequência montada pelo baterista sobre-humano Max. O gás quente exalado pela vibração das cordas de baixo e guitarra sobe até as nuvens, sugando o ar de todo o avião, através de uma superfície escaldante e solo devastado por riffs e solos viscerais, que elevam e vociferam a fornicação sob céus fumegantes. A bateria é provocadora da dizimação que traz consigo ventos quentes sob fluxos que fluem de chamas indomáveis da voz de Alex que entregam toda a sua potência vocálica como se pudesse soprar chamas apoiadas por línguas de fogo girando e dançando, destacando uma imensa Incineração sob céus em chamas. A combustão infernal elaborada por estes seres, tudo queima, tudo derrete, comparada ao calor de mil sóis, queima o solo até o núcleo em uma arrancada de solo final excepcional e que nunca mais sairá da sua mente e marcará sua alma pútrida para todo o sempre.

“Massacre Under The Sun” vem logo em seguida e também costuma figurar nos shows do Krisiun, mas em menor escala. O início com baixo e bateria buscando a devida harmonia demoníaca colocam novamente a banda em um clima escaldante de puro massacre sob o Sol e faz com o Death Metal contido na obra seja levado a sério desde os primeiros segundos de vida do mesmo. Enquanto os seres da antiguidade montavam suas hordas de matança para destruir cidades e templos, representados por uma trilha sonora que por vezes parece uma locomotiva viva com sede de sangue capaz de tornar ao pó qualquer um que obstrua sua passagem. Momentos mais arrastados e anunciados como ditos de ameaça e morte, com a clara intenção de relembrar e trazer estes tempos sombrios à tona, onde os homens eram jogados aos leões famintos, e assim se faziam as apostas para ver quem seria devorado primeiro, o homem ou o homem seguinte. Quem não obedecia às leis e a trama instaurada era severamente oprimido e escravizado, e quem saía derrotado era atirado ao fogo numa clama movimentação marcial e atemporal ao qual nós pertencemos de modo que o sangue queima nossas veias e vibram diante de cada riff, emenda, ponte e refrão executado pelos asseclas do apocalipse sonoro existencial. “Bleeding Offers” dá continuidade ao massacre “muzgal” e não mede esforços ao esfolar suas orelhas no mármore do salão da tortura infernal. As diversas formas de penitência são exploradas em solo sagrado apoiado por uma enxurrada de riffs extremamente maquiavélicos e capazes de estripar a sua alma mesmo que a tenha vendido para alguém do submundo que não seja o anjo caído. O sangramento em oferta ao êxtase divino de um ofício brutal de puro abuso sexual contra as mulheres que nada podiam fazer. Nos tempos da brilhantina e antes da pólvora era tudo feito às escondidas, maquiando o verdadeiro espectro que residia nestes rituais ocultos. A sodomia tomava conta destes tempos que fingiam revelar um salvador que nada mais era do que um capanga da ordem profana que nada tinha a ver com protetor de luz alguma. Neste instante chega a vez da magnífica versão de “Refuse / Resist” (Sepultura cover) e apresenta sob o comando de mais uma guitarra, o produtor Andy Classen. Tudo funciona da forma mais demoníaca e perfeita para os padrões do disco. Versão “repetaculê” de um dos grandes hinos do Metal nacional!!!

“Refuse / Resist” (Sepultura cover)

“Origin Of Terror” também é outra música que figura em uma proporção menor nos set lists ao vivo da banda. Considero ela um pouco mais parecida com as demais, mas que acaba se libertando das amarras da igualdade (que em questões musicais pode ser prejudicial de acordo com o que está sendo proposto) e entrega mais um porta-aviões armado até a última aeronave. De escrituras antigas e sangrentas surgem as camadas distorcidas e pesadas, comprimidas no mais puro aço submundano, que por sua vez é resgatado como cego por pura hostilidade de terríveis mandamentos. Somos pilotos de areias tempestuosas, que contemplam a origem da bomba e a sombra da explosão, afinal, morrer é nascer. O estremecer do baixo de Alex, além dos versos espalhados pelo mesmo em diversos planos astrais e abismais, evidenciam o ódio herdado e imortal, te convidando a assassinar o deus impostor, concentrado em poder da mão violenta do terror, e isso o pede para que coloque fogo nesta casa. Mais uma viagem pilotando sobre essa imensidão de catástrofe sem fim, observamos as tempestades de areia, por meio de ruínas e destroços onde a salvação não existe, e abre caminho para a matança, a fuga, e a sobrevivência resistindo às intempéries de salvação fajuta e nefasta. A fé herdada e blasfema queima templos e cruzes com toda a força de uma guitarra enfurecida e de vontade viciosa de terror faz queimar todos os salvadores enganosos e destruidores de todo o plano sobrevivente. “Contradictions Of Decay” amplia o marcador em favor de toda a tempestade, encurralando a vítima com uma introdução de fazer gárgulas se ajoelharem e pedirem perdão por sobrevoarem o templo errado. Tal introdução traz algumas características bem peculiares de bandas do calibre de Korzus e Claustrofobia, o que a torna ainda mais especial. Até que as chamas ardem e o cenário avança para momentos de pura insanidade sonora. Através dos blast beats e sequências mortais de Max para com seu kit, reconhecemos que: “Não há verdadeiro ganho / Quando não há guerra e dor / Não há infiltração vitoriosa / Sem derramamento de sangue e pilhagem”. Com uma faceta mais Thrash, esta canção serve para mostrar a quão vã é a crença em algo que não modificará nenhuma situação de calamidade e que não há nenhum salvador jurado em sombras de morte e sacrilégio. Riffs e escalas colocam à tona que não existe terra do paraíso onde cordeiros de Deus são sodomizados. Salvação é engano, o Krisiun é a salvação para uma boa audição de compassos, variantes e solos sem contradições de decadência e é o momento exato para exterminar, procriar, executar aqueles que oram por simplesmente nada.

“Sons Of Pest” mantém a peste à solta e também os ideais propositais do disco. Os momentos iniciais colocam em primeiro plano o acúmulo constante que a praga exerce e vai ganhando terreno durante cada nota executada. As cicatrizes abertas e parasitas na superfície da carne podre, feridas saturadas, infestadas, vermes cegos devorando corpos mortos-vivos, contaminados, onde mães zumbis dão à luz e a peste domina todo o território clamando por mais encordoamento de contrabaixo, enquanto a esbraveja o momento em que a marcha zumbi prossegue, e os filhos da praga se regeneram acompanhados por uma brutalidade de riffs e solos incineradores de seres inativos. “Black Wind” é uma bela e rápida faixa instrumental movida aos violões tenebrosos com toques característicos da banda. “Whore Of The Unlight” é a canção de número treze e fecha as cortinas desta devastadora tempestade vinda do Sul com suas viradas bruscas e levadas marcantes que destroçam toda e qualquer criatura que invadir o círculo dessa vitrine petrificada e cheia de novidades dentro de suas próprias tradições. “Prostituta da obscuridade, deriva na noite mais negra / Seduz os filhos de Deus / Prostituta dos obscuros, mãe dos espíritos condenados / Dê à luz aberrações / Mundana, caçadora vil, abate crianças amaldiçoadas / Castra presas religiosas / Anjo da transgressão, evocado através de sonhos pecaminosos / Chacais e serpentes seguem” – era e continua sendo associada a este martírio todo. Muitas foram queimadas como bruxas e outras foram enganadas e jogadas neste mundo sem escapatória para depois serem culpadas pelo nada que cometeram. A quem as culpa provavelmente não gosta do que carregam entre suas pernas (não diga joelho, “pufavô”!) e ao mesmo tempo vivem trancafiados em um armário completamente cercado por correntes e cadeados dos mais variados tipos só para manterem a pose e continuarem fazendo parte da turma a qual desejam continuar pertencendo. A canção termina no formato de finalização de show até que as últimas notas sejam tocadas, chegando ao seu definitivo final.

Após atravessar por este mar revolto e cheio de revelações malevolentes, percebe-se o quão grandioso é este trabalho, e o quanto pode proporcionar uma maravilhosa diversão para quem é adepto do Metal mais extremo e denso com todas as suas linhas e diferenciais que causam uma identidade latente em cada canção, tanto que ao ouvir você pode sacar qual faixa se trata. Aqui já era algo questionado por muitos “pseudos” fãs da banda por estarem “traindo” a sua trajetória inicial, mas estes na verdade não se dão conta e também não aguentam um tilintar de cordas deste disco que já tornam ao pó imediatamente. Aproveite para relembrar mais este grande momento do esporte musical e tome cuidado para não destruir sua casa ao agitar em cada som do disco. O fato é que como diz a própria banda:

“O Krisiun está aqui!”


O álbum foi dedicado em memória de Witold “Vitek” Kiełtyka, Jesse Pintado e Jared Anderson.

“Fogos de coroa queimando mais alto no topo de casas e colinas
Árvores e cadáveres reduzidos a pó, fornicação sob céus escaldantes”

Nota: 9,5

   

Integrantes:

  • Alex Camargo (baixo, vocal)
  • Max Kolesne (bateria)
  • Moyses Kolesne (guitarra)

Faixas:

  • 1. Slaying Steel
  • 2. Sentenced Morning
  • 3. Twisting Sights
  • 4. Minotaur
  • 5. Combustion Inferno
  • 6. Massacre Under The Sun
  • 7. Bleeding Offers
  • 8. Refuse / Resist (Sepultura cover)
  • 9. Origin Of Terror
  • 10. Contradictions Of Decay
  • 11. Sons Of Pest
  • 12. Black Wind
  • 13. Whore Of The Unlight

Redigido por: Stephan Giuliano

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