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Clássicos:  Judas Priest – “Sad Wings Of Destiny”  (1976)

Dois anos após o debut “Rocka Rolla”, produzido pelo renomado Rodger Bain, exatamente no dia 23 de março de 1976, nascia o álbum “Sad Wings Of Destiny” e nele surgia uma lenda do Heavy Metal chamada Judas Priest. Sim, é isso mesmo, você não leu errado,  embora o disco antecessor tenha boas faixas como a canção-título, “One For The Road” e “Never Satisfeid”, foram as “Tristes Asas do Destino” que serviram de manjedoura para o nascimentos dos Metal Gods.

O quinteto de aço britânico finalmente havia encontrado a sua fórmula perfeita de fazer música pesada. Isso já pode ser notado na épica canção de abertura, “Victim Of Changes”, aliás, uma das melhores composições que o Judas Priest gravou em toda a sua discografia está aqui. Eu lembro quando ela foi executada na primeira oportunidade que assisti aos Metal Gods tocarem em 2011 (no mesmo dia tocou Whitesnake) e passou um filme na minha cabeça da primeira vez que a ouvi na casa de um amigo.  Aquela audição havia sido um sonho e eu estava presenciando a realidade, no dia do show, bem diante dos meus olhos, ali no palco.

   

Baseada em uma história real, “The Ripper” é, simplesmente, hipnotizante.  A primeira vez que ouvi essa música, o fiz repetidas  vezes para tentar entender  aquela dupla de guitarras que atuam de forma mágica. Cada acorde que soa nos riffs e cada frase dos solos são sensações paradisíacas que tomam conta do meu eu interior.

“Eu sorrio quando estou me esgueirando pelas sombras da parede /  Eu rio quando estou rastejando, mas você não vai me ouvir / Todos ouvem meu aviso, nunca dêem as costas ao Estripador.”

As duas faixas, “Dreamer Deceiver” e “Deceiver”, que na verdade são duas partes de uma mesma canção, proporcionam um show de vocal de Rob Halford. Ele atua de forma visceral com seus agudos precisamente afinados e altíssimos, demostrando técnica e feeling supremos. Surgia aí um dos maiores vocalistas de Heavy Metal de todos os tempos.  Claro, não posso deixar de destacar novamente o trabalho da dupla Tipton e Downing, os quais foram avassaladores nela também.  Como não se arrepiar? Isso tem muito a ver comigo e não tinha como não sair apaixonado.

JUDAS PRIEST / Divulgação (LINE UP 1976)

Após o termino do Lado A, a audição já vale à pena, porém há muito mais por vir adiante. Sempre digo que, embora o Heavy tenha nascido de várias formas antes, foi esse disco que definiu o padrão musical do que é chamado Heavy Metal tradicional que conhecemos até hoje.

Uma introdução de dois minutos, “Prelude”, precede a poderosa canção “Tyrant”.  Eis uma fórmula que seria reutilizada pelo próprio Judas Priest  em muitas outras composições, ou seja, um modelo de criação para o futuro.

“Chore por nós oprimidos pelo medo, acorrentados e algemados estamos presos /  A liberdade sufocada pelo pavor que vivemos desde que o TIRANO  assumiu o poder.”

“Genocide” é voltada muito mais para o Hard Rock 70’s, porém já contendo toda a atmosfera que acabava de ser emanada pelo Judas Priest.  Embora ela não tenha sido muito lembrada pela banda, não deixa de ser uma canção muito interessante e pegajosa, mas creio que sua pegada diferenciada da predominante no disco a tenha deixado um tanto isolada.

Eu já havia ouvido Mercyful  Fate e King Diamond e quando me deparei com “Epitaph” pela primeira vez e todas essas variações loucas e com clima sombrio da voz de Halford, logo pensei, King Diamond bebeu e muito dessa fonte e sei que muitos dos que estão lendo vão concordar comigo, pois não há como escutar essa música e não lembrar do nosso amado Rei Diamante. Ademais, que linda ela é.

“Sad Wings Of Destiny” encerra com a épica “Island Of Domination”, que é mais um tutorial de como se compõe Heavy tradicional. Judas Priest, que já havia mudado minha vida com a audição de “Defender Of Faith”, pirou mais ainda minha cuca com esse álbum que é pura perfeição.

Eu acredito que qualquer amante de Metal, que respire, conhece esse disco, porém, caso não o tenha feito, é necessário reparar essa falha urgentemente.

METAL GODS!

Nota 9,4

Integrantes:

  • Glenn Tipton (guitarra)                                
  • Rob Halford (vocal)
  • K.K. Downing (guitarra)
  • Ian Hill (baixo)
  • Alan Moore (bateria)

Faixas:

  1. Victim Of Changes
  2. The Ripper
  3. Dreamer Deceiver
  4. Deceiver
  5. Prelude
  6. Tyrant
  7. Genocide                                        
  8. Epitaph                                                 
  9. Island Of Domination                                                    

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

CONFIRA TAMBÉM AS RESENHAS DOS CLÁSSICOS “DEFENDERS OF THE FAITH” (1984) E “PAINKILLER” (1990):

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