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Clássicos: Blind Guardian – “Battalions of Fear” (1988)

“Battalions Of Fear” é o debut da banda alemã de Power Metal, Blind Guardian.

   

Simplesmente, existem discos que marcam a história de uma forma brutal. Geralmente, o debut de uma banda é aquele que apresenta a sonoridade que será a base para toda uma futura discografia. E o escolhido para a resenha de hoje poderia ser facilmente colocado em todas as listas possíveis para um álbum de estreia. Esse disco, não somente marcou a história da banda, mas também de todo um estilo musical, como seus riffs rápidos, cozinha direta e bruta, e vocais que beiram a excelência magistral, desde tons mais finos e agudos até tons mais graves e rasgados. “Battalions of Fear” ,de 1988, lançou para o mundo os alemães do Blind Guardian, um compacto feito por jovens, que realmente sabiam o que queriam.

Nascido, a princípio, como ‘Lucifer’s Heritage”, e fazendo um Speed Metal afiadíssimo, a banda optou por trocar de nome, devido a suas demos serem colocadas erroneamente ao lado de lançamentos de Black Metal, e serem acusados de satanismo. Após isso, finalmente o disco de estreia é lançado, sob o selo No Remorse (um grande percursor do Metal pesado).

A importância do Blind Guardian para o Metal alemão

E acho que é ‘chover no molhado’ falar da qualidade e unanimidade desse registro na carreira da banda, é difícil achar um único fã que não goste desse lançamento. Sem frescuras, direto, rápido e bruto, o debut é simplesmente atemporal, e marcou a história do Metal alemão junto com outros grandes nomes. Apesar de ser uma banda de Power Metal, esse primeiro lançamento do “Guardião Cego” é puramente Speed Metal da melhor qualidade, é óbvio que existe uma ou outra característica que levaria uma banda a tendência do Power metal, afinal o Metal é isso, diversos estilos que vão se combinando e formando novos subgêneros. Mas o ponto principal aqui, é a qualidade absurda dessa estreia. Basicamente, o disco é um compilado de obras de sua antiga banda, que agora sofreram uma pequena mutação e atingiram uma forma preciosa, irretocável e irrepreensível.

Começando pela assombrosa “Majesty”, que abre inocentemente o disco com a sua melodia de um carrossel infantil, e que abruptamente dá lugar a um riff de Andre e Marcus, que é assustadoramente rápido e pesado, com vocais rasgados e pesados atrelados a ele. A composição em si é um trabalho de mestre, e uma das faixas favoritas deste que vos escreve, com uma cozinha extremamente rápida, vocais que variam de tons numa facilidade absurda que solos magistrais. Um refrão que faz com que você facilmente entoe “OOOH MAJESTY!/Your kingdom is lost/And you will leave us behind!”. Na sequência, ouvimos a ótima “Guardians of The Blind”, uma faixa que tem um andamento bem interessante, com uma velocidade bruta, vocais bem característicos, e uma letra bem forte, e a característica de um refrão novamente muito presente e fácil de ser entoado a toda força de nossos pulmões.

Sobre as faixas do disco

Durante a extensão das 8 composições do compacto, existem 2 obras instrumentais, uma na 3° posição e a outra para finalizar. Irei mencionar as duas agora pois ambas possuem a mesma característica forte, rápidas e pesadas, como o caso de “Trial By The Archon”, que apresenta solos técnicos e bem encaixados em uma atmosfera bem convidativa para se banguear como louco. Enquanto, “By The Gates of Moria” apresenta uma composição mais técnica, com uma pequena influência da uma obra clássica, “New World Symphony” de Antonín Dvorák. Duas obras de respeito e que preenchem de forma genial toda a estrutura do disco.

“Wizard’s Crow”, a mais “lenta” do álbum

Agora passamos a ouvir a boa “Wizard’s Crow”, que se pode classificar com a canção mais ‘lenta’ do disco, pois seu andamento trabalha muito com riffs entrecortados, mas sem deixar de lado a cozinha de Stauch e Hansi sem amparo. Outro ponto é novamente o refrão assustadoramente contagiante, quem nunca cantou junto de Hansi a frase “Halloween, The Wizard’s Crow i’ll take on!”? Vale mencionar que o final é retirado da introdução de “Trial By The Archon”, ou seja, uma completando o ciclo da outra. Em seguida, temos a magnífica “Run For The Night”, uma música que aposta bastante na voz limpa e belíssima de Hansi.

Com bases rápidas e um baixo bem presente, ela é um conjunto de riffs clássicos forjados no mais quente fogo dos vulcões de Mordor. Novamente os refrãos são um ponto crucial na composição, belíssimos e diretos, representam maravilhosamente todas as qualidades da banda. “The Martyr” possui uma brutal composição de riffs que beiram a perfeição, unidos a ótimas pontes e vocais que tem uma excelência não humana. Uma faixa que merece toda a atenção devida de qualquer fã do bom e velho Heavy Metal, daquela pessoa aprecia solos encorpados e bases diretas, ou dos amantes de vocais que lidam de forma magistral com seus dotes vocais.

A fim de fechar a sessão de elogios

Simplesmente uma faixa completa. A fim de fechar a sessão de elogios resenha, temos a ótima “Battalions of Fear”, que nos apresenta de forma excepcional todos as qualidades da banda, desde sua técnica até sua velocidade e brutalidade instrumental e lírica. Assim como a canção anterior, aqui ouvimos uma banda madura, que apresenta bem todas as suas influencias que moldaram com excelência o caráter musical dos alemães.

Ouvir esse disco faz com que, facilmente, entendamos o porquê de muitos fãs torcerem o nariz para os novos lançamentos da banda, afinal, como um diamante tão bruto e valioso como esse pode se deixar empoeirar?

Nota: 9,3

   

Integrantes:

  • Hansi Kürsch (vocais e baixo)
  • André Olbrich (guitarra e vocais)
  • Marcus Siepen (guitarra e vocais)
  • Thomas Stauch (bateria)

Faixas:

  • 1. Majesty
  • 2. Guardian of the Blind
  • 3. Trial by the Archon
  • 4. Wizard’s Crown
  • 5. Run for the Night
  • 6. The Martyr
  • 7. Battalions of Fear
  • 8. By the Gates of Moria

Redigido por Yurian ‘Dollynho’ Paiva

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