Chuck Billy vê quatro décadas de evolução no Testament: “É um universo totalmente diferente”

Créditos: Redes sociais do Testament

Em entrevista ao podcast She Shreds With Rasan, Chuck Billy, vocalista do Testament, refletiu sobre a transformação musical da banda desde “The Legacy”, álbum de estreia lançado em 1987, até “Para Bellum”, trabalho mais recente, de 2025. Para o cantor, a evolução ao longo de quase quatro décadas alterou significativamente a sonoridade do grupo, especialmente com a chegada do baterista Chris Dovas.

“Bem, é um universo totalmente diferente, isso é certo. Desde “The Legacy”, um grupo de jovens criando aquele Thrash Metal, como interpretávamos naquela época como uma nova forma ou estilo de música, até onde estamos hoje, acho que especialmente com Chris [Dovas], nosso novo baterista, acho que estamos realmente acompanhando os tempos, principalmente na bateria. Se você colocasse [esses álbuns] lado a lado, talvez soubesse que é a mesma banda, mas definitivamente diria: ‘Uau, eles são definitivamente uma banda diferente’.”

Chuck Billy por Poulpycture / Vanessa Housieaux

Billy também explicou que a própria afinação dos instrumentos mudou bastante desde os primeiros anos.

“Nossa afinação é muito diferente daquela que usávamos naquela época, porque realmente não sabíamos qual afinação era confortável. Agora estamos em uma afinação confortável para a minha voz. Então é dia e noite nesse sentido: aqueles discos soam muito agudos, enquanto o outro soa muito mais quente, profundo e agressivo.”

Testament como elo entre gerações

Além da evolução interna, Chuck Billy destacou o papel do Testament na formação de uma nova geração de bandas de Metal. Aliás, muitas delas criadas por músicos que sequer haviam nascido quando “The Legacy” chegou ao público. Para ele, essa continuidade demonstra, sobretudo, a capacidade do gênero de sobreviver e se transformar ao longo do tempo.

“Bem, o Metal é como uma erva daninha. [Risos] Você simplesmente não consegue matar essa coisa. Ela continua crescendo e sobrevivendo. Continua sobrevivendo, e é ótimo ver que gerou diferentes formas de música. Mas é sempre bom que, assim como acontece com a história, tudo começou com alguém e foi inspirado por alguma coisa lá atrás, do Punk Rock ao Thrash, e então chegou a outra coisa. Então é ótimo fazer parte dessa inspiração e dessa cadeia de inspiração. É incrível ver isso se desenvolver e continuar se desenvolvendo.”

“Para Bellum” e os próximos capítulos

Lançado em outubro de 2025 pela Nuclear Blast, “Para Bellum” foi gravado com Juan Urteaga e teve Jens Bogren responsável pela mixagem pela primeira vez na história do grupo. Ademais, a capa novamente ficou a cargo de Eliran Kantor.

Enquanto o Testament celebra essa longa trajetória, Billy também se prepara para lançar sua autobiografia, “Holding My Breath: The Two Testaments Of Chuck Billy”, prevista para 10 de novembro de 2026 pela Permuted Press. O livro chega em um momento que reúne retrospectiva pessoal e profissional de uma carreira iniciada ainda nos anos 1980. Bem como marcada pela evolução contínua do grupo.

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