Burning Witches assume de vez o Heavy Metal tradicional e vive seu melhor momento

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Burning Witches talvez seja a banda feminina que mais cresce e evolui, principalmente, no segmento do Heavy Metal. E por falar em estilos, o grupo iniciou suas atividades em 2015 com um direcionamento musical diferente e mais voltado ao Power Metal. No entanto, o tempo foi passando e as influências das musicistas foram trazendo cada vez mais elementos de Heavy Metal tradicional.

O quinteto suíço lançou no último dia 22 de agosto, seu sexto álbum de estúdio intitulado “Inquisition”. O disco chegou às lojas e plataformas através do selo Napalm Records e certamente confirma a total migração do Power para o Heavy. Esta mudança iniciou de uma forma mais acentuada em “The Dark Tower” (2023) e seguiu para o novo trabalho.

Em uma nova entrevista concedida a David E. Gehlke, do Blabbermouth, a guitarrista e fundadora do Burning Witches, Romana Kalkuhl, bem como a baixista Jeanine Grob, falaram sobre o ótimo momento que a banda vive.

Além de apresentar discos realmente ótimos, as duas fizeram questão de evidenciar o bom relacionamento entre todas as integrantes e, inclusive, explicar como isto afeta sensivelmente a parte musical.

Unidas por um propósito!

Romana e Jeanine, no entanto, começaram explicando sobre a migração para o Metal tradicional e clássico em “The Dark Tower” (2023), além dos motivos que fizeram o grupo continuar neste caminho com “Inquisition” (2025). Romana começou dizendo:

“Já tínhamos o tema para ‘Inquisition’, que é profundo e sombrio. Em todos os álbuns que escrevi até agora, não penso muito neles. Às vezes, estou caminhando ao ar livre e as ideias vêm, e eu as gravo de forma bem simples com meu iPhone. Sempre começo com os riffs e, quando os tenho, adoramos ir para a sala de ensaio como se fosse à moda antiga. Nossa baterista, Lala Frischknecht, experimenta os riffs, o que é sempre o primeiro passo. O legal é que temos a Courtney, que é nova na equipe. Para mim, ou para nós, ela é uma guitarrista excepcional. Era importante que ela pudesse trazer algumas ideias também. Foi a primeira vez que aceitei ideias de outra pessoa (Risos). Ela trouxe algumas coisas muito legais. Eu estava ouvindo primeiro e, quando soube que combinaria com nossa identidade, transformamos tudo em novas músicas.”

Ela ainda mencionou que a nova guitarrista Courtney Cox também contribuiu muito para o novo álbum:

“Ela também adora as mesmas bandas que nós, como Iron Maiden, Judas Priest e King Diamond. Adoramos as guitarras dessas bandas. Ela realmente se encaixa. Quando ela enviou as ideias, foi tipo, ‘Uau! Incrível!’.”

Reprodução/Facebook

Sobre o tema lírico apresentado em “Inquisition”, Jeanine mencionou novamente as bandas clássicas de Heavy Metal. Isso demonstra, obviamente, uma sintonia musical:

“Todos nós nos interessamos por história, e a Inquisição é uma história real. É ótimo podermos incorporá-la às nossas músicas. Combina com as bruxas no nome da banda. Acho que a direção musical vem de turnês com outras bandas. Quando você faz turnê com bandas diferentes, isso ajuda a trazer à tona nossas influências, como King Diamond, Iron Maiden e Judas Priest. Acho que isso tem um impacto no novo álbum.”

E falando em turnês, ao ser questionada sobre a excursão que o Burning Witches fez com o KK’s Priest, Romana foi só elogios:

“Foi incrível. Começamos essa banda sem pensar muito nisso (sobre estilos), não pensávamos em ficar famosas, e agora estamos em turnê com todas essas bandas incríveis. Não conseguimos acreditar. Também é ótimo ver, especialmente com o KK’ Priest, que eles nos trataram como família. Todos se ajudaram naquela turnê. Nos sentimos realmente acolhidas e em casa. Agradecemos muito isso. Nós também somos assim. Somos como uma família e, quando estamos em turnê, nos ajudamos. Não há ciúmes nem nada do tipo. Quando você se conhece, e começa a fazer turnês com bandas como KK’s Priest, e é tratada dessa forma, é muito bom. É uma sensação boa. Além disso, é uma boa lembrança, e você pensa no passado e lembra que fez turnê com eles.”

Photo: Stefan Bollmann

Jeanine concordou e complementou:

“Só se vive uma vez, então é preciso aproveitar cada momento durante uma turnê. Há alguns dias, pensei em viajar com a banda. Sinceramente, sem a banda eu nunca teria tido a oportunidade de conhecer tantos países diferentes e vivenciar outras culturas. Há muitas pessoas que não conseguem viajar tão facilmente quanto nós. Temos que apreciar ainda mais e aproveitar ainda mais.”

Ao falar sobre a vibe atual da banda, Romana mencionou a amizade entre todas as integrantes e o fato delas gostarem de fazer as coisas juntas. Ela disse:

“É muito bom, principalmente quando estamos em casa. Nos vemos a cada dois dias (Risos). Conversamos; fazemos compras. Também fazemos isso quando estamos na estrada. Fazemos coisas do dia a dia juntas. Não é como se só uma de nós estivesse sentada sozinha no quarto de hotel. Costumamos ficar entediadas rapidamente quando não estamos fazendo nada. Depois de cinco minutos, perguntamos: ‘O que você está fazendo?’. Aí nos encontramos de novo.”

Jeanine corroborou mais uma vez:

“Quando a Romana começou a banda, era importante para ela que nos sentíssemos bem, que nos déssemos bem. Se a gente só sobe no palco e depois diz ‘cai fora’, as pessoas vão notar isso. Dá para ver isso nos nossos shows. A gente agita e bate cabeça juntas; adoramos estar perto uma da outra. Isso é muito importante para nós.”

Ouça agora mesmo o novo álbum “Inquisition” e assista aos novos videoclipes:

Fabio Reis
Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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