Black Metal (2025): 4 discaços que vale a pena ouvir!

O Black Metal é um dos subgêneros mais prolíficos do Metal e todos os dias nos deparamos com muito material de excelência. O novo álbum do Sarkom é um deles. Em fevereiro, a banda norueguesa lançou o seu quinto álbum de estúdio intitulado “Exceed in2 Chaos”, através do selo Dusktone. O novo registro carrega aquele DNA norueguês clássico, sombrio e gélido, mas injeta algo novo, quase imprevisível. O disco mergulha em dissonâncias sombrias, grooves hipnóticos, viradas que te pegam de surpresa; tudo costurado de um jeito muito primoroso. Uma obra cheia de intensidade e com um frescor que torna deste disco uma experiência auditiva muito prezerosa.
Formação: Unsgaard (vocalista, compositor, letrista), Galaaen (guitarra solo), Somby (guitarra rítmica, baixo) e Dominator (bateria).
Sarkom – “Exceed in2 Chaos”

De Lausanne, Vaud, vem o Black Metal imponente e penetrante do Malphas, banda que surgiu em 204 e cujo quarto álbum de estúdio “Extinct” estreou no dia 11 de abril pela Soulseller Records.
A banda atingiu o equilíbrio perfeito entre brutalidade e melodia, deixando o som ainda mais afiado. As guitarras esbanjam riffs secos, diretos, cheios de velocidade; há passagens cheias de atmosfera e sentimento e tudo isso se encaixa perfeitamente. “Extinct” é mais um capítulo devastador na jornada dos suíços, mais ousado e intenso, sem abandonar a energia sombria e caótica que sempre fez parte da essência do grupo.
Formação: Näbugring (baixista), Xezbeth (guitarra solo), Raven (guitarra solo), Jöschu “J” Käser (baterista) e Szivilizs (vocalista).
Malphas – “Extinct”

Diretamente da gélida Islândia temos o Black /Death Metal épico e aterrador do Nexion, com seu segundo disco intitulado “Sundrung”, lançado em 16 de setembro pela Avantgarde Music. O registro é uma viagem ritualística no meio do caos, uma tempestade sonora que mistura fúria e transcendência. O som deles parece nascer de vulcões e nevascas, misturando brutalidade crua com um tipo de espiritualidade sombria e quase primitiva. É como se cada riff e cada grito ecoassem mitos antigos, visões de destruição e renascimento, tudo queimando com uma força absurda e totalmente viva.
Formação: Óskar Rúnarsson (guitarrista), Jóhannes Smári Smárason (guitarrista), Josh Rood (vocalista), Kristján Guðmundsson (baterista) e Atli Jarl Martin (baixista, backing vocal).
Nexion – “Sundrung”

Blackbraid é a banda de um homem só, e o nome por trás dessa obra de arte hipnótica é o vocalista e multi-instrumentista que atende pela alcunha de Sgah’gahsowáh. Seu nome verdadeiro é Jon S. Krieger e ele nasceu em Guadalajara, México, mas reside nos EUA. Em agosto, ele lançou “Blackbraid III”, como já fica evidente no título, o terceiro e impetuoso álbum de Blackbraid.
A música do Blackbraid tem um dom muito particular de mexer com o que há de mais profundo dentro do ouvinte. As músicas te arrastam pra um lugar sombrio, intenso, e quando você percebe, está no fim do disco e com aquela vontade insana de reviver essa experiência incrivelmente imersiva novamente. “Blackbraid III” é aquele tipo de álbum que você não pula uma única faixa. Cada uma delas transforma a audição numa experiência quase espiritual.
Blackbraid – “Blackbraid III”

Eu comecei a escutar Black Metal, pela banda Astarte… Tristessa a melhor de todos os tempos…