5 músicas do Iron Maiden que foram injustamente esquecidas

A discografia do Iron Maiden é repleta de clássicos incontestáveis, mas também guarda joias escondidas que acabaram ofuscadas por hits maiores. Algumas dessas canções nunca receberam o devido reconhecimento, seja pela concorrência dentro dos próprios álbuns, seja por raramente aparecerem nos setlists ao vivo. Vamos revisitar cinco delas.
22 Acacia Avenue (The Number of the Beast, 1982)
Parte da “Charlotte Saga”, essa faixa dá continuidade à narrativa iniciada em “Charlotte the Harlot”. Musicalmente, é um épico em miniatura, com várias mudanças de andamento que antecipam o estilo progressivo que o Maiden exploraria anos depois. Apesar de estar em The Number of the Beast, um dos discos mais celebrados da banda, acabou relegada ao segundo plano — uma injustiça para um som tão vibrante e ousado.
Flash of the Blade (Powerslave, 1984)
Enterrada em meio a gigantes como “Aces High” e “2 Minutes To Midnight”, essa faixa veloz e repleta de riffs cortantes é um dos grandes exemplos da sonoridade metálica oitentista do Maiden. Ganhou alguma notoriedade por ter sido incluída na trilha sonora do filme Phenomena, de Dario Argento, mas ainda assim nunca recebeu o status merecido dentro da obra da banda. Atualmente, foi resgatada por Bruce Dickinson, que a tem tocado nos shows com sua banda solo.
Deja-Vu (Somewhere in Time, 1986)
Um hino subestimado do álbum Somewhere in Time, marcado pelas guitarras sintetizadas. “Deja-Vu” é sensacional, com um refrão cativante e energia contagiante, mas acabou soterrada entre experimentações sonoras e clássicos como “Wasted Years”. É uma daquelas músicas que poderiam incendiar qualquer show, mas nunca ganhou chance nos palcos.
Mother Russia (No Prayer for the Dying, 1990)
Fechando o disco, “Mother Russia” é quase uma peça sinfônica dentro do Heavy Metal. Carregada de atmosferas épicas, bem como de forte inspiração clássica, mostra a faceta mais ambiciosa do Maiden. O problema é que o álbum como um todo foi recebido de forma morna, o que certamente fez com que essa pérola fosse esquecida injustamente, mesmo sendo uma das faixas mais grandiosas desta era.
Judas Be My Guide (Fear of the Dark, 1992)
Considerada por muitos fãs uma das melhores músicas do álbum Fear of the Dark, “Judas Be My Guide” é curta, direta, assim como é detentora de um refrão poderoso. Bruce Dickinson entrega uma interpretação inegavelmente intensa, e a dupla de guitarras cria uma das melodias mais marcantes da década para a banda. Apesar disso, a faixa nunca foi trabalhada ao vivo como deveria, ficando escondida atrás do próprio hit-título do álbum e outras com maior apelo midiático.
Bem que poderiam aparecer na segunda parte da Run For Your Lives Tour…
Essas cinco músicas provam que o Iron Maiden tem uma discografia muito mais rica do que apenas os hinos consagrados. São faixas que merecem ser revisitadas — e, quem sabe, resgatadas em futuros setlists. Quem sabe na atual turnê Run For Your Lives, que está justamente fazendo um resgate de músicas lançadas até 1992.
Sejamos justos, o legado do Maiden é feito tanto dos clássicos quanto dessas pérolas esquecidas. Use o espaço destinado aos comentários para nos contar quais são as músicas que você gostaria de ver sendo tocadas ao vivo pela banda.