Wolf Hoffmann celebra 50 anos de Accept: “Não achei que duraríamos nem cinco anos”

Quando Wolf Hoffmann entrou para o Accept, ainda adolescente, imaginar que aquela banda chegaria aos 50 anos parecia completamente fora de cogitação. Cinco décadas depois, o guitarrista permanece à frente do grupo e admite que nem mesmo nos primeiros anos acreditava em uma trajetória tão longa.
Em nova entrevista à Classic Rock, publicada nesta semana, Hoffmann refletiu sobre o aniversário de meio século do Accept e resumiu a dimensão do feito:
“Para ser sincero, eu nem imaginava que duraríamos cinco anos, muito menos cinquenta.”
A marca será celebrada durante 2026 com uma extensa agenda de shows e com Teutonic Titans 1976–2026, álbum comemorativo que chega em 4 de setembro, pela Napalm Records. O projeto reúne novas gravações de músicas de diferentes momentos da fase clássica do Accept, mas conta com dezenas de convidados.
Wolf Hoffmann admite que gostaria de ter Udo na celebração
Naturalmente, comemorar cinco décadas de Accept também levanta uma questão inevitável. É claro que estamos nos referindo a ausência de Udo Dirkschneider, voz de alguns dos discos mais importantes da história da banda.
Questionado sobre o assunto, Hoffmann reconheceu que gostaria que o antigo companheiro participasse das comemorações. O guitarrista classificou a situação como agridoce e lamentou que as diferenças acumuladas ao longo dos anos tenham impedido uma reunião para a ocasião.
A possibilidade não surgiu agora. Quando os planos para os 50 anos começaram a ser divulgados, Hoffmann afirmou publicamente que tanto Udo Dirkschneider quanto o ex-baixista Peter Baltes seriam bem-vindos caso desejassem participar da turnê comemorativa.
Dirkschneider, porém, mantém há anos uma relação complicada com Hoffmann. Em março, o vocalista voltou a falar sobre o antigo companheiro e deixou claro que o contato entre os dois permanece praticamente inexistente.
Dessa forma, a celebração seguirá sem o vocalista que eternizou clássicos como “Fast as a Shark”, “Metal Heart”, “Balls to the Wall” e “Princess of the Dawn”.
A fase com Mark Tornillo já dura mais do que o esperado
Se os primeiros anos do Accept surpreenderam Hoffmann pela longevidade, a atual encarnação da banda também contrariou suas próprias expectativas.
Mark Tornillo assumiu os vocais em 2009, quando o grupo iniciou mais uma retomada após anos de interrupções e reuniões ocasionais. Naquele momento, Hoffmann não sabia por quanto tempo aquela formação conseguiria permanecer ativa. Dezessete anos depois, o cantor norte-americano se consolidou como parte fundamental da segunda metade da história do Accept.
Desde sua entrada, a banda lançou seis álbuns de estúdio: Blood of the Nations (2010), Stalingrad (2012), Blind Rage (2014), The Rise of Chaos (2017), Too Mean to Die (2021) e Humanoid (2024).
A sequência também encerrou definitivamente a ideia de que o Accept pós-reunião sobreviveria apenas explorando o catálogo dos anos 1980. Em vez disso, o grupo passou a alternar músicas clássicas com material produzido pela formação atual.

50 convidados para revisitar a história do Accept
Parte importante das comemorações acontecerá em Teutonic Titans 1976–2026. O álbum reúne 50 músicos convidados em novas versões de músicas do catálogo do Accept, principalmente do período compreendido entre I’m a Rebel (1980) e Eat the Heat (1989).
Entre os participantes estão Rob Halford, Kirk Hammett, Phil Anselmo, Tobias Forge, Billy Corgan, Billy Sheehan, Mikkey Dee, Frank Bello, Ray Luzier, Alex Skolnick, Sebastian Bach, Todd La Torre, Dino Jelusick, Rudy Sarzo e Chris Jericho.
Algumas dessas versões já foram apresentadas. “Fast as a Shark” ganhou uma gravação com Phil Anselmo, Kirk Hammett, Mikkey Dee e Billy Sheehan; “Balls to the Wall” contou com Rob Halford e Matthias Jabs; enquanto “Save Us” reuniu Tobias Forge, Frank Bello e Ray Luzier.
Curiosamente, esta quinta-feira, 27 de agosto, também marca o início de uma pequena passagem comemorativa pelo Reino Unido. O Accept toca hoje no KK’s Steel Mill, em Wolverhampton, segue amanhã para Londres e participa no sábado do Stonedead Festival, em Newark. Posteriormente, a banda inicia em novembro uma extensa turnê europeia dedicada aos 50 anos.
