W.A.S.P.: “Ele é um narcisista maligno. Você acha que eu quero sequer sentar numa sala com esse cara?”, dispara Chris Holmes

W.A.S.P.: "Ele é um narcisista maligno. Você acha que eu quero sequer sentar numa sala com esse cara?", dispara Chris Holmes
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O ex-guitarrista do W.A.S.P., Blackie Lawless, voltou a negar qualquer possibilidade de uma reunião com sua ex-banda liderada pelo vocalista Blackie Lawless. O guitarrista se juntou ao W.A.S.P. no início dos anos 80 e logo se destacou por sua presença de palco excêntrica e estilo de guitarra agressivo. Holmes atribui tal impossibilidade às disputas sobre direitos de publicação que nunca foram resolvidas — além, é claro, do relacionamento nada amistoso entre ele e Blackie. Em sua trajetória conturbada junto ao W.A.S.P., Holmes saiu e retornou à banda algumas vezes ao longo dos anos. Em 2001, ele deixou a banda em definitivo, enquanto Blackie Lawless seguiu em frente com o W.A.S.P.

Falando com o Rock Interview Series em uma entrevista recente, Chris Holmes respondeu se ele consideraria retornar ao W.A.S.P., caso Blackie Lawless o convidasse:

“Não. Por que eu voltaria para… você sabe o que aconteceu com meus direitos de publicação? Deixa eu te perguntar, por que eu tocaria com ele de novo? Seria bem estúpido, não seria?”

Ele acrescentou:

“Aí ele teria que me pagar meus direitos, e ele não vai fazer isso.”

Holmes relembrou dos acontecimentos da turnê de divulgação do álbum “The Headless Children”, de 1989, quando o W.A.S.P. contou com a participação do baterista Frankie Banali do Quiet Riot:

“Sou eu, eu seria um idiota se voltasse. Escute, estamos na estrada, e Frankie Banali não vai fazer a turnê a menos que receba 1.850 dólares, ok? E eu estou recebendo 500 dólares por semana, ok? Eu fui até o Blackie: ‘Sabe, isso não parece certo. Eu sou um dos caras principais que as pessoas vêm ver. O Banali está ganhando 1.850. Eu ganho 500. Isso é quase 4 vezes mais, Blackie’.

Ele me agarra, passa o braço em volta de mim e diz: ‘Você vai ganhar mais com esses direitos de publicação. Com o que você está preocupado?’ Enquanto ele sabia que estava pegando meu dinheiro. Enquanto ele sabia que já tinham me registrado como músico de estúdio. Que tipo de pessoa é essa? Você acha que eu quero sequer sentar numa sala com esse cara? Não. Então, não vale a pena para mim.”

Holmes afirmou que foi creditado como músico de estúdio nos discos. Na prática, isso costuma significar que o músico recebe um cachê pela gravação, mas não participa dos royalties de composição ou publicação que normalmente cabem aos autores das músicas.

Ele também comentou que, atualmente, prefere trabalhar apenas com pessoas cuja companhia realmente aprecia, e disse que Lawless já não faz parte desse grupo.

“Além disso, como posso dizer… ele é um narcisista maligno. E eu não quero mais estar perto de pessoas assim. Não há dinheiro no mundo que… Eu quero ser feliz. Eu quero estar perto de pessoas com quem gosto de estar, que me fazem sorrir e contar piadas. Não preciso estar perto de gente assim.

No ‘Kill Fuck Die’, tocar ao vivo com o W.A.S.P. era uma depressão total. Porque eles estavam usando samples (Holmes parecia se referir ao uso de backing tracks e elementos pré-gravados disparados pela banda durante as apresentações ao vivo), e para mim isso não é ao vivo. E me doía no coração estar tocando, sabendo que eu estava fingindo para as pessoas… ou a banda estava fingindo, eu não. Mas saber que era uma farsa. Eu realmente me odiava por fazer aquilo. Não era real.”

Confira a entrevista completa a seguir:

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