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Vale a pena ouvir de novo!: Pentacrostic – “The Pain Tears” (1992)

Julho de 1992: O quarteto americano Megadeth lançava o excelente “Countdown To Extinction”, quinto álbum da carreira.

   

Bem recebido por fãs e críticos, o disco alcançou a 2a posição da US Billboard, contemplou a banda com disco de platina duplo e foi indicado ao Grammy Awards na 35a edição realizada em fevereiro de 1993 na categoria “Best Metal Performance”.

Em 2017, a revista Rolling Stones elegeu o disco como o 33º melhor álbum de Metal de todos os tempos.

Setembro de 1992: O cantor, compositor, guitarrista e multi-instrumentista Frank Zappa realizou seu último show no Frankfurt Festival, na Alemanha.

O show aconteceu no dia 17 do referido mês e ao final o artista foi ovacionado por mais de 20 minutos, pelo público presente.

Esta seria sua última aparição pública de Zappa, visto que o mesmo lutava contra um câncer de próstata, vindo a falecer no dia 04 de dezembro do ano seguinte.

Enquanto isso, os brasileiros do Pentacrostic lançavam o excelente “The Pain Tears”, álbum oficial de estreia.

Após as demos “Agony Of Soul” (1990) e “Welcome To The Suffering” (1991), o quarteto parte enfim para seu disco de estreia lançado em 1992.

Em suas 10 faixas inéditas, o álbum apresenta uma sonoridade espetacular calcada no Death Metal com largos passos para o Doom Metal em quase todas as faixas.

PENTACROSTIC / Divulgação / Facebook

Há quem diga que “The Pain Tears” foi a porta de entrada para o Doom Metal no Brasil e que o Pentacrostic foi a banda precursora do estilo que mais tarde seria representado por nomes como The Cross, Imago Mortis, Mythological Cold Towers, HellLight, Eternal Sorrow, Jupiterian, In Absenthia, Avec Tristesse, etc, grupos que abraçaram o referido estilo.

Apesar de sua curta duração (aproximadamente 38 minutos), o disco figura com um dos grandes clássicos do chamado Metal nacional, numa época onde a grande maioria das bandas estavam mergulhadas em estilos como o Thrash e o Death.

   

Destaque para a capa (excelente) estampada por uma imagem de Teresa Neumann (1898 – 1962), freira alemã que ficou conhecida por receber os estigmas de Jesus Cristo (feridas nas mãos, pés e costas), além do sangue que escorria do seus olhos.

Teresa ficou conhecida como a freira que chorava “lágrimas de sangue” e também a única pessoa a quem Hitler demonstrou medo. Consta, que o mesmo ordenou a seus oficiais: “Não toquem nela”.

Em 2009, o disco ganhou relançamento numa edição limitada de apenas 1000 cópias. Além da remasterização, a nova versão conta com duas artes diferentes para a contracapa, além de 04 faixas bônus extraídas da já referida demo “Agony Of Souls”.

Mais que um disco de Death/Doom Metal, “The Pain Tears” figura na lista de obra prima do Metal extremo brasileiro, bem como um dos grandes discos editados no início dos anos 90.

  • *Na estrada desde 1989, a banda conta com cinco discos oficiais de estúdio, sendo “Emanation From The Grave” seu mais recente trabalho de inéditas, editado em novembro de 2014.
  • *Em 2019, o grupo lançou “Empty Existence”, single que ganhou videoclipe.

Aos amantes do bom e velho Death/Doom Metal… Vale a pena ouvir de novo.

Integrantes:

  • Marcello Sanctum (vocal, baixo)
  • Gilbert Flagellum (guitarra)
  • Marcello Nechron (guitarra)
  • Alan Hamon (bateria)

Faixas:

  1. Emanation Of Grave
  2. Splendorous Adornment
  3. Welcome To The Suffering
  4. Lost in the Void
  5. The Abstract Limits Of The Unknown
  6. Contemplation Of Agony (Your Home)
  7. Perpetual Darkness
  8. Words In Corrosion
  9. Diseases Souls
  10. The Pain Tears

Redigido por: Geovani “Pantera’s Drinks” Vieira

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