[ Vale a pena ouvir de novo! ] Marillion – “Misplaced Childhood” (1985)

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Junho de 1985: Os americanos do MEGADETH estreavam com “Killing Is My Busines..And Business Is Good”.

Apesar da produção “mediana” por conta do baixo orçamento e da pouca grana de seus músicos na época, o disco foi bem recebido, sendo considerado nos dias atuais como um clássico do Thrash Metal.

A banda nasceu dois meses após o guitarrista e vocalista Dave Mustaine ser demitido do Metallica devido ao excesso de bebida, uso de drogas, comportamento violento e conflitos de personalidade com os demais membros da banda.

Anos mais tarde Dave Mustaine disse: “Depois de ser demitido do Metallica, tudo que eu lembro é que eu queria sangue, o deles. Eu queria ser mais rápido e mais pesado do que eles.”

Outubro de 1985: Os suecos do CELTIC FROST lançavam “To Mega Therion”, álbum oficial de estreia e um dos discos mais aclamados perante aos fãs do chamado Metal extremo. Antes, o grupo havia lançado os EPs “Morbid Tales” (setembro de 1984) e “Emperor’ s Return” (agosto de 1985).

O álbum é considerado por muitos como um dos pilares do Black e Death Metal, tendo influenciado inúmeras bandas do chamado Metal extremo, que se formariam anos mais tarde.

As faixas “The UsurPer” e “Circle Of The Tyrants” ganharam regravações nos anos subsequentes, interpretadas por vários grupos dos gêneros supracitados.

Um detalhe importante em “To Mega Therion” é sua capa, uma pintura do artista plástico Hans Rudolf Giger, intitulada “Satan I”.

Enquanto isso, os britânicos do MARILLION lançavam em junho do referido ano, “Misplaced Childhood”, terceiro e excelente disco de sua longa discografia e o maior sucesso comercial da banda, figurando na primeira posição dos álbuns mais vendidos do Reino Unido, na ocasião.

O disco trazia em sua tracklist a faixa “Kayleigh”, single que despontou em todo o mundo, atingindo a segunda posição na lista de músicas mais ouvidas no Reino Unido.

“Misplaced Childhood” foi o primeiro trabalho conceitual da banda e sua história foi dividida em duas partes, uma em cada lado do disco (Lado A e Lado B).

Em sua narrativa, o disco conta a história sobre amores perdidos, sucesso repentino, aceitação, infância perdida, com um final surpreendentemente otimista.

Na época, o vocalista Fish explicou que o conceito foi desenvolvido durante sua “viagem” de aproximadamente 10 horas após consumir LSD.

Nos shows, Fish chegou a comentar antes do lançamento que o álbum teria apenas duas faixas, porém a ideia foi abandonada e o grupo optou por gravar um disco convencional (com várias faixas).

Durante a turnê de lançamento, após tocar músicas dos dois trabalhos anteriores, Fish anunciou que era hora de mais uma música. O nome dela é “Misplaced Childhood”, em seguida a banda tocou o disco na íntegra.

Além de “Kayleigh”, single que ganhou videoclipe, tendo invadido as programações voltadas ao Rock da antiga MTV, outros singles também foram extraídos do disco. Caso de “Lavender” e “Heart Of Lothian”.

O álbum figurou nas paradas de sucesso de países como Alemanha, Noruega, Suécia, Suíça, Reino Unido e Holanda, este último o país onde se concentra uma legião de fãs da banda.

Na Suíça, ele figurou na 21a posição da Schweizer Hitparade e sua vendagens em alta escala contemplaram o Marillion com disco de platina na Alemanha, Reino Unido e disco de ouro na Suíça, além de figurar na 47a posição da US Billboard 200.

*Grande parte dos títulos das músicas contêm referências autobiográficas. “Kayleigh”, por exemplo, fala sobre uma ex-namorada de Fish, enquanto “I Was Born With The Heart of Lothian” é uma referência a uma tradicional região da Escócia, terra natal do vocalista e talvez o nome de uma peça teatral dada para Edinburgh por Sir Walter Scott em seu romance “The Heart of Midlothian”, ou referências ao Heart of Midlothian (Coração de Midlothian), um coração de mosaico localizado no Royal Mile de Edimburgo (Uma sucessão de ruas de aproximadamente uma milha, em Edimburgo).

Algumas informações acerca do disco:

  • O disco permaneceu nas paradas musicais por 41 semanas, a mais longa permanência de qualquer um dos álbuns da banda
  • O primeiro disco de platina aconteceu em 26 de novembro de 1985, cinco meses após seu lançamento. O álbum ultrapassou a marca das 300 mil cópias vendidas.
  • “Misplaced Childhood” foi o 20º álbum mais vendido no Reino Unido em 1985.
  • Outros dois singles tiveram menos sucesso, mas ainda assim terminaram em altas posições, “Lavender” que alcançou a 5a posição e “Heart of Lothian” alcançando a 29a posição das paradas de sucessos mundiais.
  • Em 1998, ele ganhou versão dupla remasterizada, lançada com faixas extras e faixa demos.

Aos amantes de Progressive Rock e Neo-Prog… Vale a pena ouvir de novo.

Faixas:

1. Pseudo Silk Kimono

2. Kayleigh

3. Lavender

4. Bitter Suite

I) Brief Encounter

II) Lost Weekend

III) Blue Angel

IV) Misplaced Rendezvous

V) Windswept Thumb

5.Heart of Lothian

I) Wide Boy

II) Curtain Call

6. Waterhole (Expresso Bongo)

7. Lords of the Backstage

8. Blind Curve

I) Vocal Under a Bloodligh

II) Passing Strangers

III) Mylo

IV) Perimeter Walk

V) Threshold

9. Childhood’s End

10. White Feather

Integrantes:

  • Fish (vocal)
  • Steve Rothery (guitarra)
  • Mark Kelly (teclado)
  • Pete Trewavas (baixo)
  • Ian Mosley (bateria)
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