Tygers of Pan Tang (Live Review): o rugido do tigre britânico em São Paulo

De fato, podemos dizer que os amantes da NWOBHM têm o Tygers of Pan Tang como um dos grandes integrantes desse clássico e saudoso movimento britânico. Os primeiros álbuns do tigre inglês, contando com a presença ilustre do guitarrista John Sykes (R.I.P. 2025), antes de ir para o Whitesnake, fizeram da banda um nome forte dessa histórica cena. Entretanto, as mudanças de formação afetaram bastante a caminhada dos caras ao longo dos anos.

Liderada pelo também guitarrista Robb Weir, a banda persistiu e renovou suas presas até chegar nos momentos atuais com bastante vigor e disposição, além da criatividade em alta. “Ambush” (2012), “Tygers of Pan Tang” (2016), “Ritual” (2019) e “Bloodlines” (2023) tornaram a banda tão relevante quanto no início de sua trajetória. A banda não virou nenhum ícone, não se tornou grande, mas renovou o seu público, além de manter o público antigo fiel e está crescendo moderadamente. Pode não parecer um feito histórico, mas hoje o Tygers possui um nome muito mais conhecido e abrangente do que jamais fora. Só não digo que hoje estão em um patamar melhor do que nos primeiros anos de existência, pois teria que me aprofundar em números exatos, o que não é o caso por aqui.

A importância de ver o Tygers of Pan Tang

Eu havia perdido os dois últimos shows que a banda realizou em território paulistano, mas agora eu teria que me fazer presente. Eu tentei e os ingressos se esgotaram rápido para o sábado, dia 30 de maio. Porém, a esperança realçou o brilho estelar e foi anunciada uma data extra – sendo na sexta-feira, dia 29 do mesmo mês. Não pensei duas vezes e tratei de confirmar a minha humilde presença. O evento contaria com a presença de duas bandas brasileiras: os cariocas do Azul Limão e os paulistanos do Comando Nuclear, com ambas oferecendo grandes surpresas para o público. Surpresas essas que veremos no decorrer da escrita.

Vale destacar também que, “Wild Cat” (1980), “Spellbound” e “Crazy Nights”, ambos de 1981), e “The Cage” (1982), foram bem lembrados pela banda. Portanto, foi uma mescla entre clássicos e sons mais recentes, dando um tempero diferenciado para a apresentação.

A forte ligação do Mundo Metal com local do evento

Após o aviso de sold out para o dia 30 dia maio, foi anunciada uma data extra, sendo para o dia 29 (sexta-feira), a qual foi a data que eu consegui marcar presença. Ao lado do Tygers estariam o Comando Nuclear e o Azul Limão, assim fechando a trinca da noite extra.

La Iglesia Borratxeria se tornou um lugar bastante importante para nós do Mundo Metal, pois foi lá o local em que pudemos comemorar o aniversário de 12 anos da marca, que vem crescendo ano após ano. Começou como um grupo no Facebook e alçou voos maiores até poder figurar nas principais frentes: site, página e grupo no Facebook, perfil no Instagram e o super canal no YouTube. As bandas Exkil, Cova Rasa e Tierramystica proporcionaram esse momento para lá de especial, junto ao Headbangers Night. O evento ocorreu no dia 7 de dezembro de 2025.

Mordida fatal na estagnação

Quanto ao show do Tygers, havia muita expectativa quanto à sua apresentação. E você está enganado se acha que a banda não conseguiu renovar o seu público. Com a boa receptividade em relação aos trabalhos mais recentes, a banda acabou por conquistar adeptos mais jovens, assim mesclando as idades de seus respectivos fãs.

As “barbas brancas” estavam lá e nem eu sou mais um jovem, mas pude ver uma galera mais nova por lá e me arrisco a dizer que a banda tem gás para mais uns bons e longos anos. Claro que depende do poder criativo e da vontade de seguir adiante. Jacopo “Jack” Meille declarou durante um intervalo entre as músicas que eles estavam vivendo um sonho, pois a casa estava cheia. De fato, encheu mesmo.

Isso mostra o pouco alcance da banda em toda a sua trajetória. Carrega o histórico de pertencer à NWOBHM, mas não obteve o sucesso merecido e tudo ficou mais difícil com os desfalques que a banda sofreu. Porém, vale ressaltar o alto vigor da banda e o seu poder de ataque atual, com relação aos seus discos mais novos e às suas apresentações mais recentes mundo afora.

South America Roar Tour 2026

Além das duas datas citadas, ocorridas na capital paulistana, a banda também tocará em Limeira, para depois partir para outras regiões da América do Sul. Confira todos os territórios a terem as pegadas do tigre britânico.

South America Tour – datas:

  • 29 de maio: La Iglesia Borratxeria, em São Paulo, capital
  • 30 de maio: La Iglesia Borratxeria, em São Paulo, capital
  • 31 de maio: Mirage Eventos, em Limeira, São Paulo
  • 01 de junho: Die Mannschaft Bar, em Assunção, Paraguai
  • 02 de junho: Uniclub, em Buenos Aires, Argentina
  • 04 de junho: RBX, em Santiago, Chile
  • 05 de junho: La Residencia Club, em Lima, Peru
  • 06 de junho: Guitarreria Cavero, em Quito, Ecuador
  • 07 de junho: Ace of Spades Club, em Bogota, Colombia

Comando Nuclear e a surpresa radioativa

A primeira a banda a subir ao palco do La Iglesia foi o Comando Nuclear. Liderada pelo vocalista Ron Cygnus, a banda de Heavy/Speed Metal executou faixas dos seus dois discos, “Batalhão Infernal” (2006) e “Guerreiros da Noite” (2011). Seus fãs mais dedicados cantaram trechos das músicas, enquanto os caras seguiam soltando som atrás de som. Porém, ficar somente nisso seria simplesmente mais um show sem novidades e apenas mudanças de ordem das músicas. Talvez fosse apenas isso, mas nessa noite foi diferente. Afinal, o Comando Nuclear tinha uma carta na manga.

O baixista Rodrigo Exciter apresentou cada música a ser tocada e interagiu com o público de forma bastante extrovertida, oferecendo um ar mais descompromissado para a apresentação.

Deixa a chama queimar!

Músicas como “Princesa Infernal”, “Caçada Mortal aos Falsos”, “Guerreiros da Noite”, “Ritual Satânico”, além da dobradinha entre “Unidos Pelo Metal” e “Comando Nuclear”, fizeram a alegria dos fãs presentes. Além disso, após tocarem “Guerreiros da Noite”, Rodrigo anunciou a surpresa. Veja a parte principal do que ele falou:

“A gente vai ter a oportunidade de apresentar uma música inédita para vocês hoje. Só quem veio, vai ter a chance de ouvir, porque a gente não soltou em lugar nenhum. A gente espera que vocês gostem dessa música nova e ela fala de muita coisa ligada ao que está acontecendo hoje. O nome é ‘A Chama’.”

Portanto, a grata surpresa foi a música inédita intitulada “A Chama”, e que parece já ter caído no gosto dos fãs e também de quem estava vendo o Comando Nuclear pela primeira vez. Achei um som bem mais puxado para o Heavy tradicional, com bem pouco de Speed e um ar mais melódico, mas sem perder a essência. Isso só pode ser observado no detalhe, pois se ouvir de relance, é capaz de não captar esse diferencial.

Confesso que até duvidei dessa novidade, pois a banda realmente não postou nada a respeito. Por sorte, teve gente que gravou o show na íntegra e tive a sorte de conferir e dizer para mim mesmo que eu não estava maluco.

O som em si durante a apresentação estava meio desalinhado, embolado e estourado, mas a condução dos caras foi precisa e os destaques foram o baterista Lucas Milanez e guitarrista solo Anderson Paes.

Comando Nuclear – integrantes:

  • Rodrigo Exciter (baixo)
  • Ron Cygnus (vocal)
  • Rex (guitarra rítmica, backing vocal)
  • Lucas Milanez (bateria)
  • Anderson Paes (guitarra solo)

Músicas de seus dois álbuns – setlist do show:

  1. Corrompidos pelo Ódio
  2. Princesa Infernal
  3. Caçada Mortal aos Falsos
  4. Guerreiros da Noite
  5. A Chama (música nova)
  6. Ritual Satânico
  7. Resistir
  8. Unidos pelo Metal
  9. Comando Nuclear

Azul Limão: 40 anos de “Vingança!

Pertencente ao Rio de Janeiro, capital, o Azul Limão veio para a festa com um cardápio musical bastante especial. A banda de Heavy/Speed Metal está comemorando o 40º aniversário do seu álbum de estreia, o cultuado “Vingança”, lançado em agosto de 1986 via Heavy Discos.

Atualmente, a banda veterana conta com a força de integrantes de sua compatriota Metalmorphose. Vindos de lá, estão o vocalista Renato Stefani Massa, mais conhecido pelo pseudônimo Trevas, o guitarrista Marcos Dantas e o baterista André Delacroix. Somente o baixista Laercio Rocha Filho não pertence às duas bandas, apenas fazendo parte do Azul Limão. Todavia, as informações importantes não cessam e vale mencionar que Laercio é o integrante a figurar por menos tempo na banda, tendo entrado em 2023.

3/4 do Azul Limão também pertencem ao Metalmorphose, mas quem estava em campo era o Azul Limão, que por sua vez, tratou de lembrar que o seu disco de estreia estava completando 40 anos. O resultado foi o anúncio de um show com as músicas do debut sendo tocadas na íntegra e na ordem original do tracklist do disco. Ou seja, era noite de “Vingança”!

O clamor da vingança

Após uma breve intro misteriosa, o palco do La Iglesia recebeu a abertura das “Portas da Imaginação”. Em seguida, foi a vez de “Satã Clama Metal”, abrindo caminho para algo mais cadenciado, porém pesado. Ou seja, foi a vez de “Sangue Frio” entrar em cena – música ótima para o cantor interagir com o público. E foi isso o que ocorreu.

O vocalista Trevas tratou de fazer o público o acompanhar em coro antes de mergulhar nos versos da canção. Depois disso a vez de “Fora da Lei”. Seu ritmo inicial totalmente voltado ao Black Sabbath trouxe um clima mais denso e propício para a sequência acelerada do som. Trevas lembrou da rádio Fluminense FM, a Maldita, e perguntou se aqui em São Paulo pegava a rádio. Falou sobre um som do Azul Limão que projetou a banda para alçar melhores voos, um som de 1983. E esse som era “Não Vou Mais Falar”.

Ponto mais alto do show

Na sequência, foi a vez de “O Grito”, melhor música do disco e um dos pontos altos do show, com o baixo do Laercio bem destacado. “Você Não Faz Nada” veio na sequência e o refrão grudento fez todo mundo cantar junto. Música de letra pequena e forte impacto, uma das melhores do álbum e, consequentemente, da noite.

Antes do fim, tivemos o público gritando o nome da banda:

“Azul limão! Azul limão!”

A grande apoteose veio com sede de “Vingança”. E o desfecho foi uma ótima comunhão entre riffs e solos precisos do Marcos Dantas, além do baterista André Delacroix mostrar sua capacidade diante dos tons, caixa e bumbo. Eu nunca tinha dado tanta atenção para o Azul Limão, mas esse show me fez rever alguns conceitos e até voltar a ouvir o seu catálogo. Realmente, “Vingança” é um ótimo disco e é o meu preferido, embora o vocalista original da obra seja outro, o Rodrigo Esteves.

Trevas foi o maior destaque do show, com vocais afinados e bem equilibrados entre o mais limpo e o mais áspero.

Azul Limão – integrantes:

  • Marcos Dantas (guitarra)
  • André Delacroix (bateria)
  • Trevas (vocal)
  • Laercio Rocha Filho (baixo)

“Vingança” – setlist do álbum tocado na íntegra:

  1. Portas da Imaginação
  2. Satã Clama Metal
  3. Sangue Frio
  4. Fora da Lei
  5. Não Vou Mais Falar
  6. O Grito
  7. Você Não Faz Nada
  8. Vingança

Tygers of Pan Tang – South America Roar Tour

O Tygers of Pan Tang veio ao Brasil novamente, mais precisamente, na cidade de São Paulo, para executar músicas antigas que viraram hinos e sons mais recentes que se tornaram hits e figurinhas carimbadas em suas apresentações. Além disso, com a data extra constituída e um novo anúncio feito – este show é o de sexta-feira, divulgado após o anúncio de sold out da data de sábado – a banda comentou sobre estar vivendo um sonho. Para muitos, infelizmente, não se tornaram grandes como um Iron Maiden, ou um Saxon, por assim dizer. Mas o tigre vem rugindo alto nos últimos anos e conquistando sua fatia. Em questão de qualidade e musicalidade, os ingleses vivem ótima fase e essa fase é comparável sim aos seus principais trabalhos, lançados durante a década de 80.

Resistência e perseverança

A banda, sob o comando de Robb Weir, resistiu ao teste do tempo, mesmo não obtendo o sucesso merecido. Porém, a peregrinação do tigre valente segue sem descanso. Sem entrar em detalhes de bastidores, até por algumas coisas já terem sido citadas, a banda passou por problemas de formação, discos que não emplacaram, enfim. Se tornou uma banda cult para os amantes da NWOBHM e promissora para os adeptos mais jovens. Não sei se a banda teve uma ascensão melhor do que atualmente, mas os caras vivem um bom momento através de excelentes trabalhos – a banda lançará seu novo álbum neste ano de 2026 – e uma continuidade nesse processo, sem perder tempo e sem perder o hype da galera.

Bandas emergentes e bandas antigas que não fazem parte do panteão principal em questão de sucesso, não podem ficar muito tempo sem lançar material novo e sem se lançar em turnês de divulgação. O Tygers está cumprindo bem este papel e as duas datas com o La Iglesia cheio não é um acontecimento simples. Pode-se entender pelo fato de o local não ser grande, mas essa banda, tendo todo o seu histórico e com toda a sua bagagem, não havia conquistado tal feito. Dessa forma, é bem interessante ver as bandas podem ser maiores do que já são, não importando a sua data de fundação.

Um setlist com presas afiadas

O Tygers of Pan Tang está com nova formação e com disco novo para ser lançado – o guitarrista solo Francesco Marras deu lugar a John Foottit (Chrome Molly, ex-Change of Heart, ex-Mai Rouge, ex-Nerve Senta). A banda já disponibilizou o single “Electrifyed” e eu tive honra de conferir de perto essa nova joia brilhante do “raging tyger”.

A banda inglesa iniciou a rodada de drinks sonoros com “Euthanasia”, faixa de “Wild Cat”, debut lançado em 1980. A intro de bateria cheia de energia favorece o começo de um show com ela. Em seguida, recebemos outra pedrada clássica: “Gangland”, do talvez seu maior e mais emblemático trabalho (ao menos por aqui), o excelente “Spellbound”, de 1981. Essa música possui um dos riffs mais ríspidos e contagiantes da banda, além de sua própria levada que conquista tanto o ouvinte mais antigo quanto o mais novato. Pura magia sonora!

Após dois grandes hinos da banda, os caras resolveram misturar as épocas e foi a vez de “Keeping Me Alive” ser tocada. A música faz parte de “Ambush”, álbum lançado em 2012 e que faz parte da retomada do Tygers of Pan Tang. De fato, os novos ares começaram com ele. E essa foi a música da retomada. Merece ser tocada por diversos motivos, inclusive este, além de possuir a identidade da banda e um refrão marcante.

Uma nova dentição apresentada

Em seguida, tivemos a presença ilustre de “Back for Good”, música do até então último disco dos caras, o ótimo “Bloodlines”, de 2023. Esse momento revela um termômetro muito interessante e completamente favorável ao Tygers. Essa música, mesmo sendo uma música nova, serviu para Jacopo agitar o público ao incitar o famoso “Hey! Hey! Hey!”, enquanto Huw Holding seguia com a introdução da faixa através de seu contrabaixo. Ou seja, a música nova do disco novo caiu no gosto dos fãs bem rápido.

Hoje em dia, isso merece ser comemorado à exaustão! Isso facilmente abre caminho para apresentar mais novidades. E que tal incluir o single novo nesse momento do show? Pois bem, “Electrifyed” surgiu como uma extensão da trajetória atual da banda e também contagiou o público, mantendo a chama do tigre britânico acesa! Afinal, trata-se de uma faixa bem mais puxada para o Heavy tradicional do que para o Hard Rock. E como o Tygers trafega bem nessas duas planícies, para a banda fica até simples, digamos assim.

A faixa apresenta um ímpeto de bateria bem veloz e variações condizentes ao almanaque do Heavy Metal, incluindo solos excepcionais.

Sons atuais e resgate da boa forma

Ainda na onda das gravações atuais, o carismático vocalista anuncia “Only the Brave”, música do álbum autointitulado, lançado em 2016, e tido para muitos, como o ápice dessa retomada. Destaque para o público que cantou junto, principalmente a partir da escalada para o refrão pujante e energético. Posso dizer que se trata de um clássico atual da banda e sem pestanejar. Possui um dos solos mais legais do disco e ao vivo é um deleite e tanto. Riffs com palhetadas rápidas e uma levada que cativa até o mais aposentado dos tigres centenários. Os backing vocals reforçam tal afirmação.

“White Lines”, música pertencente ao álbum “Ritual”, de 2019, reforça e mantém as energias lá no alto através de seus riffs emblemáticos e que grudam na cabeça. Foi o momento ideal para aquelas palmas em sequência e participação ativa do público presente. Refrão cantado a plenos pulmões e aquela levada que somente o Tygers é capaz de proporcionar. Nesse instante eu já estava me sentindo realizado por estar presente, principalmente depois de ter perdido duas chances anteriores.

Mais sons antigos

De volta aos tempos áureos, tivemos mais um som do debut. Trata-se de “Slave to Freedom”, que foi ovacionada e comemorada, carimbando o acerto dela ao estar no setlist. Essa música conversa muito com o início da trajetória da donzela. Pegue o debut do Iron Maiden e ouça, que você irá entender. E irá entender a importância do movimento mais famoso e prolífico do Heavy Metal.

O quarto álbum da banda, “The Cage”, lançado em 1984, foi representado por “Love Potion No. 9”. A música é um cover do The Clovers e ficou famosa nas garras do tigre inglês. O disco marcou a estreia do guitarrista Fred Purser, que substituiu o lendário e saudoso John Sykes – músico citado no início desta jornada sonora.

Entretanto, um dos ápices da noite estava por vir. “Hellbound” deu a cartada certeira e integrou mais uma lembrança do clássico álbum de nome parecido. O mais legal de tudo, além do público seguir cantando junto, foi o fato de notar que a banda também gosta muito de tocar essa música. Óbvio que nenhuma faixa foi tocada de forma emburrada, mas esse som em específico trouxe um charme a mais a meu entender. Riffs incandescentes, alicerce preciso, caminhada até o refrão perfeita, e o próprio refrão que é magnífico para ser cantado junto, enquanto os solos são destilados e espalhados por todos os cantos de La Iglesia. Parecia ser o fim de um espetáculo, mas tinha mais por vir.

Apoteose feita com maestria

Faltava o famoso bis do show. Sabíamos que teria mais, mesmo com a banda saindo do palco de forma protocolar. Não demorou muito e a banda voltou para o seu posto e para tocar mais dois sons, trazendo mais alegria para as pessoas presentes.

Enquanto a banda não retornava, ouvia-se gritos como:

“Tygers! Tygers! Tygers!”

Ao retornarem, o público emendou:

“Olê, olê, olê
Tygeeers!
Tygeeers!”

Isso contagiou os integrantes, principalmente o baterista Craig Ellis, que tratou de ampliar o cântico na bateria. Momento formidável!

Após a sessão clássica de agradecimentos feita pelo guitarrista Robb Weir e uma sequência de fotos, a banda incendiou novamente o palco com “Love Don’t Stay”, pertencente ao álbum “Crazy Nights”, de 1981.

Curiosidade: “Spellbound” foi lançado em abril de 1981, enquanto “Crazy Nights” foi lançado em novembro do mesmo ano. Duas patadas violentas em um ano só!

Riffs clássicos, vocal afiado, levada boa para tomar aquela sua bebida predileta e melodias que enriquecem o seu cérebro e a sua alma. Em resumo, é isso o que ela oferece e de forma transbordante!

O desfecho final aconteceu com a presença dos riffs iniciais de “Suzie Smiled”, outra representante do Wild Cat, formando uma trinca de ases do primeiro disco da banda a ser tocada nesta noite. Outra música que remete não só ao passado da banda, mas daquela época gloriosa em si. Uma noite para tornar o rugido eterno e cada vez mais forte!

Em suma, o Tygers of Pan Tang é o tipo de banda que você irá se divertir do início ao fim do show. E que venha o próximo disco, “Electrifyed”, previsto para o dia 11 de setembro deste mesmo ano.

Tygers of Pan Tang – integrantes:

  • Robb Weir (guitarra)
  • Craig Ellis (bateria)
  • Jacopo “Jack” Meille (vocal)
  • Huw Holding (baixo)
  • John Foottit (guitarra)

O rugido algo do tigre inglês – setlist com single novo:

  1. Euthanasia
  2. Gangland
  3. Keeping Me Alive
  4. Back for Good
  5. Electrifyed (single do vindouro álbum)
  6. Only the Brave
  7. White Lines
  8. Slave to Freedom
  9. Love Potion No. 9 (The Clovers cover)
  10. Hellbound
  11. Love Don’t Stay
  12. Suzie Smiled
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