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Top 10: os dez álbuns mais influentes de Thrash Metal

Chamamos de “pilares de sustentação”, os trabalhos que ajudaram a moldar a sonoridade de determinado estilo. Nestes discos, as bandas conseguiram criar padrões musicais e embutiram características e elementos que foram utilizados por diversas outras bandas e por fim, se tornaram referência de como o subgênero deveria soar.

Hoje vamos listar 10 álbuns que são considerados pilares de sustentação para o Thrash Metal. Deixo claro que não se trata de uma lista dos melhores discos, mas sim de álbuns que além de se tornarem clássicos, tiveram influência direta e contribuíram na formação do padrão musical do estilo.

   

O Thrash como muitos outros, foi sendo lapidado conforme as bandas evoluíam e lançavam seus discos. Com isso, é muito natural que o estilo fosse ganhando características e aos poucos, se lapidando até se transformar no que conhecemos hoje.

Eis aqui, uma lista de 10 registros essenciais para quem quiser entender um pouco mais sobre o Thrash Metal e observar a sua evolução. Os álbuns não estão listados por relevância e sim dispostos em ordem cronológica.

São eles:

1 – Metallica – Kill ‘Em All (1983)

Apesar da história de que o Metallica seja o “criador” do estilo seja uma tremenda falácia, a banda pode e deve se orgulhar de ser a primeira a gravar um álbum de Thrash. Mesmo com uma sonoridade que remete ainda muito ao Speed Metal, em “Kill ‘Em All” já estão presentes diversos padrões musicais e características importantes do estilo. Justíssima a alcunha de “marco zero” do Thrash Metal.

2 – Exodus – Bonded By Blood (1985)

Além do Exodus possuir uma importância enorme na maturação do gênero, sua contribuição é muito maior do que se pensa. Este é o único disco de estréia entre as bandas pioneiras que pode ser considerado 100% Thrash Metal e não poderia jamais deixar de ser mencionado. Se o acaso tivesse sido um pouco mais generoso com Gary Holt e sua trupe, poderia ter sido “Bonded By Blood” o primeiro disco de Thrash a ser gravado. Mas o Metallica largou na frente e, de quebra, ainda levou o guitarrista original do Exodus…

3 – Slayer – Reign In Blood (1986)

Com dois ótimos álbuns lançados antes, o Slayer ganhou certa visibilidade, mas foi com a chegada de “Reign In Blood”, que todas as atenções se voltaram aos quatro caveleiros do apocalipse de Huntington Park. Indo contra todas as tendências, o grupo apresentou um trabalho unânime e sem ressalvas. Com músicas curtas, aceleradas e repletas de riffs pegajosos, “Reign In Blood” se tornou disco de cabeceira de 9 em cada 10 músicos do estilo e dita tendências até os dias de hoje. Se você nunca ficou com torcicolo ao som de “Angel Of Death”, está na hora de rever os seus conceitos e, quem sabe, mudar de ramo.

4 – Destruction – Eternal Devastation (1986)

Ao mesmo tempo que o Thrash explodia nos EUA, a Alemanha revelava nomes importantíssimos para a cena e mostrava uma sonoridade bem diferente das bandas americanas. O Teutonic Thrash possuía nomes que também se tornariam ícones do estilo e “Eternal Devastation”, segundo álbum de estúdio do Destruction, talvez seja o melhor exemplo de como esse tipo de musicalidade podia obter grandes variações. Os timbres de guitarra ao melhor estilo moto serra somados aos riffs incineradores de Mike Sifringer se tornaram total referência a inúmeros outros grupos que surgiram posteriormente.

5 – Metallica – Master Of Puppets (1986)

Após o “boom” do surgimento do Thrash, o Metallica encabeçava a lista de nomes mais importantes do estilo. Os caras evoluíam a cada álbum lançado e em “Master Of Puppets”, conseguiram causar um alvoroço gigantesco. Em termos de musicalidade, “Ride The Lightning” é até mais revolucionário, mas como o critério aqui é escolher discos que se tornaram pilares de sustentação, o terceiro full da banda trouxe alguns novos elementos e serviu para apresentar definitivamente o estilo para o mundo. Foi “Master Of Puppets” que popularizou o Thrash e encaminhou o Metallica ao posto de gigante do Metal.

6 – Anthrax – Among The Living (1987)

No início, o Anthrax era quem possuía um maior potencial comercial entre as pioneiras do Thrash Metal. Com um instrumental agressivo, a banda se diferenciava das outras através do talento de Joey Balladonna, um vocalista que fugia totalmente aos padrões mais extremos e era um cantor de ofício. O músico era possuidor de muita técnica, melodia e alcançava notas mais altas com extrema facilidade, sendo praticamente um vocalista de Heavy Metal em uma banda de Thrash. Em 1987, eles emplacaram o seu maior sucesso de vendas e adicionaram ainda mais elementos ao estilo. Pode-se afirmar sem qualquer medo que “Among The Living” é um dos trabalhos mais completos de todos os tempos quando o assunto é Thrash Metal.

7 – Sodom – Agent Orange (1989)

Na contramão do que estava sendo apresentado no mercado estadunidense naquela época, os alemães do Sodom começaram a ganhar sua fama de fieis às raízes, já que não queriam nem saber de se desviar da proposta original e, em 1989, apresentaram ao mundo, o majestoso “Agent Orange”. Um disco melhor produzido que seus trabalhos antecessores, porém, com a mesma musicalidade brutal e carniceira de sempre. É um marco pois trata-se do primeiro álbum de Thrash Metal a entrar nas paradas de sucesso alemãs.

8 – Kreator – Extreme Agression (1989)

Ao mesmo tempo em que o estilo se lapidava e alcançava mais e mais pessoas, as bandas se aprimoravam tecnicamente e começavam a definir identidades sólidas. O final dos anos 80 marcou a fase técnica do estilo e, praticamente, todas as grandes bandas do gênero apresentaram discos mais elaborados, com músicas cheias de viradas e mudanças de andamento. O Kreator vinha buscando um caminho a seguir e aqui, atingiu sua maturidade e identidade musical. “Extreme Aggression” marca o momento de ápice do gênero na década de 80 e, coincidentemente, foi também o ápice do próprio Kreator. O resultado é um disco altamente arrojado, bem produzido e, nem por isso, menos furioso que os anteriores. Um dos registros que melhor definem a evolução do gênero até o momento.

9 – Megadeth – Rust In Peace (1990)

Todos nós sabemos que Dave Mustaine é um dos nomes mais importantes quando o assunto é Thrash Metal. Além de participar ativamente da composição de diversas canções que integraram “Kill ‘Em All” (Metallica), lançou trabalhos de alto nível a frente do Megadeth. Sempre cercado de ótimos músicos, os discos compostos por Mustaine sempre tiveram como principal característica a técnica. “Rust In Peace” é o ápice da musicalidade exibida no Thrash e assombrou o mundo na virada da década de 80. O que viria a seguir eram anos duros para o estilo, pois os anos 90 que se iniciavam, seriam marcados pela derrocada do gênero e ascensão de outras sonoridades, tornando o quarto álbum do Megadeth, uma espécie de divisor de águas. Em 1990, como uma espécie de premonição do que estaria por vir, o Megadeth quebrou os padrões que ele mesmo ajudou a construir e lançou o seu masterpiece. Costumo dizer que este é o disco que todo membro de banda Thrash gostaria de ter composto.

10 – Sepultura – Chaos AD (1993)

Pode até ser estranho ver um registro do Sepultura nesta lista, principalmente, se esse registro é “Chaos AD” e não algum de seus antecessores. Também pode causar estranheza pelo fato do álbum em questão ter sido concebido praticamente 10 anos após o trabalho que é considerado “marco zero” do estilo, mas mesmo assim é preciso considerar este disco um pilar de sustentação. Em tempos onde as bandas de Thrash (com exceção do Sodom e do Slayer) estavam focadas em tocar seus hits na MTV e FM’s mundo afora, “Chaos AD” foi o último disco desta safra capaz de ditar tendências globais e adicionar elementos ainda não utilizados ao Thrash Metal. Isso fez com que o quarteto mineiro ganhasse proporções gigantescas e se tornasse referência mundial, portanto, gostando ou não dos grooves aqui apresentados, este foi o álbum do Sepultura realmente relevante a nível mundo.

Antes que me esquartejem em praça pública por não ter citado o Pantera, deixo claro que os considero uma das maiores bandas de Metal na década de 90. Também deixo claro que o serviço que prestaram a música extrema foi de total importância e relevância. Não estão presentes na lista pois possuem uma musicalidade ímpar, usavam elementos de diversos estilos e, entre eles, algumas características do Thrash, porém, nunca os considerei como um grupo genuinamente pertencente ao gênero e, portanto, impossível ser listada aqui.

Como nada na música pode ser considerado 100% verdade ou definitivo, muitos vão incluí-los e isto não está totalmente errado, são apenas visões diferenciadas sobre um mesmo tema.

Até a próxima lista e Keep Thrashing!

Redigido por Fabio Reis

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Comentários

  1. Discordo da escolha do sepultura, chaos ad jamais será trash metal, a escolha mais óbvia seria o arise.
    Falou falar do Nuclear Assault, Testament, Tankard.

    • Opa meu querido, só lembrando que as escolhas não foram feitas por gosto pessoal mas sim por relevância… por gosto pessoal nós escolheríamos o Arise também. Sobre Nuclear Assault, Testament e Tankard, são todas bandas que nós amamos e certamente você vai ver matérias e resenhas delas por aqui. Grande abraço!

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