TOP 10 DO RESENHISTA:  Power Metal (Por Giovanne Vaz)

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Esse quadro foi criado para que nossos resenhistas, baseados em suas visões subjetivas, publiquem seus ranks TOP 10 de bandas, subgêneros ou de qualquer outro tema pertinente, argumentando e justificando suas escolhas.

Atenção, novamente, a análise é subjetiva e pessoal, portanto não existe nenhuma tentativa de atingir a verdade absoluta.

O assunto de hoje é Power Metal:

10) Edguy – Mandrake (2001)

O quinto registro de estúdio dos alemães, liderados por Tobias Sammet, é sem dúvidas sua obra mais conhecida, principalmente aqui em terras tupiniquins, onde tenho impressão de que o álbum é curiosamente muito conhecido e respeitado.

“Mandrake” foi um entre os primeiros registros que me foram apresentados, quando ainda nem apreciava de fato o subgênero mais melódico, e devo-lhes dizer que foi o registro mais correto para conhecer a banda naquele momento. São 11 faixas de um Power Metal bem mais pesado do que o normal, puxando um pouco pro “Hard´n´Heavy” em alguns momentos , onde a dupla de guitarristas Jens Ludwig e Diek Sauer duela constantemente com a voz de Tobias Sammet, pela atenção do ouvinte.

Destaques para “Tears Of a Mandrake”, faixa que abre primorosamente o registro, “Fallen Angels”, “The Pharaoh” e “All The Clowns”.

9) Primal Fear – Primal Fear (1998)


Devo admitir aqui que, qualquer um dos primeiros quatro álbuns do Primal Fear, poderia facilmente ocupar este lugar, tendo em vista que se trata de uma sequencia absurda de discos poderosos e coesos entre si.

Porém, não só conheci a banda do Sr. Ralf Scheepers pelo seu debut, mas também fiquei preso neste mesmo registro durante muitos MESES. Isso mesmo meus caros, isso era algo muito comum em meus primeiros anos de Padawan.

Um dos discípulos mais fiéis de Rob Halford já havia alcançado certo reconhecimento nos primeiros registros clássicos do Gamma Ray, ao lado do Sr. Kai Hansen (Este nome será constantemente citado por aqui, estejam atentos), mas creio que seja no Primal Fear que podemos escutar todo o poderio e alcance vocal do Sr. Scheepers com força total.

Não podemos negar que uma das principais artérias pulsantes da sonoridade da banda é o Heavy Metal tradicional, algo que moldou muito meu gosto pelo gênero, visto que é um aspecto que busco constantemente nas bandas atuais. Não ironicamente , temos o onipresente Kai Hansen dando aquela moral de luxo em faixas específicas no álbum.

Destaque para: “Promised Land”,Tears Of Rage”, “Formula One” e “Running In The Dust”

8) Hibria – “Defying The Rules” (2004)

Sem sombra de dúvida, um dos registros mais fantásticos e injustiçados do Metal Brasileiro.

Este é um daqueles álbuns que tem me acompanhado desde o princípio de minhas audições mais aprofundadas, uma aula de Power Metal “Made in Jungle”. Contando com a produção de ninguém menos que Piet Sielck (Iron Savior), o trabalho do guitarrista Abel Camargo, a voz incansável e potente de Iuri Sanson e a destruidora cozinha composta por Marco Panichi (Baixo) e Sávio Sordi (Bateria) não devem em nada para os medalhões do gênero.

Destaque as espetaculares: “Change your life line”, “Living Under Ice” e “A Kingdom To Share”.

7) Kamelot – The Black Halo (2005)

O sétimo e mais aclamado registro do Kamelot é um dos daqueles discos da qual você precisa buscar por adjetivos que se assemelhem a genial, primoroso e maravilhoso, e do meu ponto de vista, não importa quantos vocalistas passem pela banda, a era Roy Khan é insuperável e suas contribuições imensuráveis.

“The Black Halo” é um álbum conceitual e coproduzido pelo alemão Sacha Paeth, adaptando a icônica obra prima de Johann Wolfgang Goethe, Fausto. Além da própria banda, Simone Simons (Epica), Shagrath (Dimmu Borgir) e Mari Youngblood fazem participações especiais no decorrer do registro, assumindo as personas presentes no enredo do disco.

Meu destaque pessoal, vai para as faixas: “When The lights Are Down”, “Abandoned”, “This Pain” e “Moonlight”, mas como estamos falando de um registro conceitual, o álbum todo é o destaque.

6) Stratovarius – Visions (1997)

“Visions” é o sexto álbum dos finlandeses do Stratovarius e um dos mais icônicos exemplares do Power Metal mundial.

Esta é mais uma daquelas obras, da qual tenho a impressão que é muito apreciada aqui em “terras brasilis“, além de ter sido recomendado uma centena de vezes ainda na época da escola, o algoritmo do Youtube fez e ainda faz questão de “sugerir” que você escute esse álbum em um momento ou outro desde de que registro foi adicionado à plataforma.

Além de ter sido praticamente todo composto por Timo Tolkki, conta também com a produção do mesmo, um fator primordial na concepção da sonoridade da banda.

Apesar de ser um álbum conceitual perfeito, deixo um destaque especial para a faixa “Black Diamond”, na qual é uma das responsáveis pela formação do meu gosto, além da incansável divulgação por parte do algoritmo do YouTube.

5) Iron Savior – Iron Savior (1997)

O que seria mais um projeto do Sr. Kai Hansen (olha ele hein!) em parceria com seu amigo de longa data, o guitarrista/produtor Piet Sielck, além do consagrado baterista Thomas Stauch (Blind Guardian), deu cria a uma das obras primas mais emblemáticas do Power Metal.

Não podemos deixar passar batido, como a abordagem deste registro nos remete muito a outros projetos do Sr. Hansen, exclusivamente pela sua ilustre presença na composição da empreitada.

Conheci esse álbum quando já era um grande apreciador de Metal Melódico e Heavy Metal tradicional e o impacto não foi nada menos do que impressionante, principalmente por começar a notar como Kai Hansen estava modestamente criando uma espécie de “Universidade do Metal” e passando o bastão da administração para seus estagiários mais dedicados.

Destaque especial para a faixa “Break it Up”, uma Power Ballad que é simplesmente maravilhosa.

4) Angra – “Temple of Shadows” (2004)

Andre Matos que me perdoe, mas do meu ponto de vista, “Temple Of Shadows” representa o ápice criativo do Angra e a definição de um disco de Power Metal “hors concours”.

Como grande maioria dos fãs, conheci a banda pelo “Angels Cry” de 1993, mais especificamente pela faixa “Carry On” e posteriormente fui arrebatado pela genialidade do disco “Holy Land” de 1996, ou seja, não tenho nada menos do que um respeito e admiração colossais por esses dois registros.

Mas foi justamente o bendito “Temple of Shadows” que ampliou meus horizontes e me deixou de queixo caído na primeira vez que o escutei de cabo a rabo. Se tratando mais uma vez de um primoroso álbum conceitual, entramos na jornada moral e espiritual de Shadow Hunter, um cavaleiro da era das Cruzadas, onde a guerra santa era estimulada e alimentada pela igreja católica, criando uma série de ambiguidades morais torturantes na mente do cavaleiro. Contando com a produção do renomado Dennis Ward (Pink Cream 69, Unisonic) temos aqui a participação especial de Hansi kürsch (Blind Guardian) na faixa “Winds of Destination”, temos novamente a presença do Sr. Kai Hansen (bingo!) dividindo os vocais com Edu Falaschi na faixa título, além do grande Milton Nascimento cantando a faixa “Late Redemption” de maneira singular.

Um álbum perfeito!

3) Gamma Ray – “Land of The Free” (1995)

Além de ser o primeiro álbum do Gamma Ray da qual tive contato, também marca o primeiro registro da banda em que o Sr. Kai Hansen (olha ele ai) assume os vocais principais, após a saída do Sr. Ralf Scheepers e é justamente aqui onde quero focar.

Do meu ponto de vista, o Sr. Hansen é um dos melhores e mais genuínos arranjadores vocais do Metal, a abordagem vocal que ele usa não só aqui neste registro em particular, mas todas as participações que fez ao longo da carreira, é simplesmente uma aula completa das características principais que compõe um vocalista de Power Metal, o que é algo impressionante, visto as claras limitações de sua voz.

Contando mais uma vez com a produção e mixagem do mítico Charlie Bauerfeind (Angra,Blind Guardian,Rage) temos as presenças ilustres de ninguém menos que Michael Kiske e Hansi kürsch emprestando suas vozes em algumas faixas. Um momento agridoce no registro, vem com a melancólica faixa “Afterlife”, homenagem feita por Hansen ao seu ex-colega de banda e baterista, Ingo Schwichtemberg, que havia cometido suicídio pouco tempo antes do lançamento do álbum.

Em resumo, vejo “Land Of The Free” como a derivação mais polida e honesta de tudo oque o Sr. Hansen já havia feito, em seus trabalhos anteriores, um álbum que nasceu clássico.

2) Blind Guardian – “Somewhere Far Beyond” (1992)

Não foi uma tarefa fácil escolher qual das obras primas do Blind Guardian, ocuparia este lugar, mas no fim de dia, felizmente não havia dúvidas.

“Somewhere Far Beyond”, quarto registro de estúdio da banda lançado em 1992, não apenas é um dos discos mais importantes na minha formação como apreciador de Metal, como considero um dos maiores manuais de “Como fazer Power Metal e Influenciar pessoas”.

Como ainda me faltam adjetivos adequados para importância deste registro deixarei aqui um breve parágrafo do livro de Dualidades

“Podemos dizer facilmente que a banda ajudou a moldar a sonoridade que está presente no imaginário coletivo da comunidade metaleira. Sonoridade esta, que está associada aos contos medievais, mitologia grega, livros de literatura fantástica como “O Senhor dos Anéis” e suas adaptações cinematográficas. Assim como o eterno compositor Ennio Morricone (R.I.P) ajudou a instituir no imaginário do público por mais de 50 anos, qual era a sonoridade de um filme de faroeste ou “Bang Bang”, o Blind Guardian ajudou a associar o Metal Melódico aos contos e livros de fantasia até jogos de RPG, durante mais de 25 anos.”

A começar pela belíssima arte criada por Andreas Marschall (Sodom, Hammerfall,Obituary) e contando com a produção do renomado Kalle Trapp, temos aqui uma das formulas e parcerias mais valiosas e influentes de todo o gênero. Sempre que cito algum dos primeiros registros do Blind Guardian, dou muito crédito para voz de Hansi Kürsch e seu timbre único, e acabo deixando de lado a dupla de guitarristas mais veloz e alucinante do Power Metal mundial, que é composta por Andre Olbrich e Marcus Siepen, o desempenho desses caras é simplesmente fora do comum.

Sem contar com a ilustre presença do Sr. Kai Hansen (ele não para) na faixa “The Quest for Tanelorn”, só para não perder o costume.

CAMPEÃO:

1) Helloween – Keeper Of The Seven Keys Part. I (1987)

Do ponto de vista deste que vos escreve, não havia outra escolha para o pódio se não fosse esse. Eu nunca tive dúvidas em relação a como esse álbum (ou estes álbuns) é o marco zero para tudo o que veio depois dele se tratando de Metal Melódico, é algo realmente acima do bem e do mal.

Apesar da ideia principal por parte da banda seria lançar o “Keeper of Seven of Keys” como um álbum duplo de uma vez só, eu creio que a jogada dos produtores fez um bom efeito no final, visto que o “Keeper Part II” é o álbum mais bem sucedido dos alemães, contando com um tracklist composto por nada menos do que clássicos como: “Eagle Fly Free”, “Dr. Stein”, “Rise and Fall” além do single mais conhecido da carreira da banda, “I Want Out”

Mas devo dizer que a primeira parte sempre foi a mais impactante e cativante, visto que “Twilight of the Gods” foi o meu primeiro contato com o Helloween e “A Tale That Wasn´t Right” é uma das minhas musicas favoritas de todas.

Temos aqui todos os pré-requisitos e atribuições mandatórias principais do subgênero, a começar pelo Sr. Michael Kiske assumindo os vocais da banda pela primeira vez de maneira primorosa e inconfundível, o saudoso baterista Ingo Schwichtenberg, simplesmente, ditando uma levada que seria reproduzida incansável e fielmente, por basicamente todos os bateristas que se propuseram a tocar Power Metal nos anos posteriores, as linhas de baixo de Markus Grosskopf, que simplesmente fazem parte do sistema arterial do Helloween, e sem ele nada seria o mesmo, e por último, mas não menos importante temos os pais fundadores da coisa toda, Senhores Kai Hansen e Michael Weikath se firmando como uma das duplas de guitarristas mais icônicas da história do Metal, e sem dúvida uma das influentes.

Reza a lenda, que por conta de problemas de saúde, na época das gravações, Michael Weikath ficou afastado do estúdio por boa parte do processo principal, o que acabou deixando Kai Hansen, responsável pela direção musical do registro, ou seja, podemos dizer que uns 85% das composições e desempenho das guitarras no registro, é cortesia dele. Isso diz muita coisa, não ?

Redigido por : Giovanne Vaz

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