Tony Iommi explica processo descontraído de criação de “From The Dark”, seu novo álbum solo

Créditos: Redes sociais do artista

Tony Iommi, lendário guitarrista do Black Sabbath, lançará seu novo álbum solo, “From The Dark”, nesta sexta-feira, 23 de outubro, pela BMG. Em entrevista a Brent Porche, da rádio americana 93.3 WMMR, o músico explicou como desenvolveu o trabalho ao longo dos últimos anos. Além disso, destacou a liberdade para compor sem prazos rígidos ou compromissos de turnê.

“Bem, estive ocupado fazendo muitas outras coisas, é claro, quando estávamos trabalhando nas coisas do Sabbath, e também participei de alguns outros projetos. Então pensei: ‘É, seria legal fazer outro álbum solo’. Já se passaram 21 anos. [Risos] Então, sim, gostei da experiência e levei meu tempo para fazê-lo. Quando fazemos um álbum do Sabbath, sempre temos um prazo determinado para concluí-lo, depois precisamos gravá-lo e, em seguida, sair em turnê. Neste caso, não há pressão. Pude trabalhar quando quis. Tenho meu próprio estúdio aqui em casa, então simplesmente venho até ele e começo a registrar ideias.”

Jorn Lande participa da composição

Em “From The Dark”, Iommi conta com o vocalista Jorn Lande, que divide os créditos de composição em todas as faixas, além da baixista Becky Baldwin e do baterista Karl Brazil. O guitarrista coproduziu o disco com Mike Exeter, seu parceiro criativo de longa data, que também atua como compositor, produtor e engenheiro de áudio.

Ao explicar a escolha do título, o músico relacionou o nome à atmosfera do trabalho. Bem como destacou a contribuição de Lande para as letras.

“É realmente o clima do álbum. Jorn ficou responsável por toda a parte lírica. Eu fiz a música, mas ‘From The Dark’ pareceu um título apropriado para o disco.”

Tony Iommi em 1978 por Brian Jahn

Iommi também explicou por que escolheu o vocalista norueguês, com quem já havia trabalhado em uma homenagem a Ronnie James Dio, realizada em Londres após a morte do cantor. Na ocasião, Lande e Glenn Hughes, lendário baixista e vocalista do Deep Purple, interpretaram músicas do Black Sabbath.

“Bem, Jorn trabalhou conosco na homenagem a Dio. Depois que Ronnie faleceu, fizemos uma homenagem a ele em Londres. Pedimos que Jorn cantasse duas ou três músicas do Sabbath, assim como Glenn Hughes. Gosto da voz de Jorn. Ele também é um cara legal, alguém com quem é fácil se dar bem. E simplesmente pareceu ideal. A voz dele combina com o que eu toco, e gosto dessa ideia.”

Da ideia instrumental ao álbum com vocal

O guitarrista afirmou que manteve sua abordagem habitual de composição, registrando ideias e fazendo ajustes depois que Lande chegou ao estúdio.

“Bem, acho que é mais ou menos a mesma maneira como sempre compus. Registro algumas ideias e, depois, quando trouxemos Jorn — porque ele mora na Suécia, nós o levamos de avião até aqui —, mostramos algumas delas e fomos fazendo ajustes ao longo do processo. Talvez eu mudasse a parte do verso ou acrescentássemos um novo trecho de refrão. Foi a mesma coisa que fiz em todos os meus trabalhos anteriores. A mesma ideia.”

Inicialmente, Iommi pretendia gravar um álbum inteiramente instrumental, chegando a registrar quatro ou cinco faixas antes de mudar de direção.

“Comecei fazendo uma música instrumental. Ia gravar um álbum instrumental, então registrei cerca de quatro ou cinco faixas dessa maneira. Depois pensei: ‘Ah, não sei. Acho que gostaria de fazer um álbum com vocalista’. Então deixei aquelas músicas de lado e comecei a escrever riffs para um cantor. Foi assim que tudo começou, na verdade. E o projeto foi avançando.”

Por fim, Iommi afirma que a ausência de prazos apertados permitiu que o músico revisasse as composições com calma.

“O bom deste álbum é que não houve pressão. Não precisei sair em turnê nem terminar tudo até uma data específica. Pude levar meu tempo e conviver com algumas ideias. Eu dizia ao Mike Exeter, que trabalha comigo há cerca de 30 anos: ‘Vamos trabalhar na segunda e na terça-feira’. Ele também estava produzindo outros trabalhos, então reservávamos esses dois dias da semana. Se surgisse algum imprevisto, não trabalhávamos naquele dia, caso ele ou eu estivéssemos ocupados ou fazendo outra coisa. Ajustávamos nossas agendas e depois simplesmente entrávamos no estúdio para começar a registrar ideias. Foi tudo muito descontraído.”

Edições especiais e singles já lançados

“From The Dark” chegará ao mercado em diferentes edições especiais de CD e vinil. O álbum duplo em vinil terá quatro opções de cores, distribuídas por diferentes lojas, e será prensado a 45 rotações por minuto para otimizar a faixa dinâmica. A embalagem de luxo, com capa dupla, incluirá um recorte em formato da cruz característica de Tony Iommi, revelando uma ilustração sombria à medida que a capa interna for retirada.

Entre as opções em CD, haverá uma edição exclusiva da Amazon com o mesmo recorte na embalagem e um livro de mídia de luxo com 32 páginas, que incluirá duas faixas bônus. Até o momento, Iommi apresentou duas músicas do álbum: “World Alone”, lançada em 29 de julho, e “Stormwatcher”, divulgada em setembro.

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