Tommy Aldridge revisita sua lendária performance em “Bark At The Moon”

O lendário baterista Tommy Aldridge lançou um vídeo em que revisita suas linhas de bateria para o clássico “Bark At The Moon”, de Ozzy Osbourne. No registro, Aldridge analisa em detalhes as partes que gravou no estúdio em 1983, explicando também como adaptou sua performance para os shows ao vivo — com ainda mais potência e energia.
Gravada ao lado de Ozzy Osbourne, Jake E. Lee, Bob Daisley e Don Airey, a faixa integra o único álbum de estúdio de Ozzy a contar com Aldridge na bateria. Mesmo assim, suas passagens deixaram marca profunda: o baterista combina precisão técnica com uma força bruta característica. Ele transformou “Bark At The Moon” em uma das performances mais icônicas do Heavy Metal dos anos 80.
No vídeo, Tommy não apenas demonstra seu domínio absoluto do instrumento, mas também oferece uma verdadeira aula sobre musicalidade e intensidade. É uma oportunidade rara de ver — e aprender diretamente — com um dos grandes nomes que ajudaram a definir o som do Metal clássico.
Bark At The Moon (1983)

Lançado em 1983, “Bark at the Moon” marcou um novo capítulo na carreira solo de Ozzy Osbourne. Foi o primeiro disco após a morte do guitarrista Randy Rhoads e trouxe o estreante Jake E. Lee nas guitarras, responsável por revitalizar o som de Ozzy com riffs cortantes e solos cheios de técnica e personalidade. O álbum equilibra o peso do Heavy Metal com melodias marcantes e uma produção mais refinada, refletindo a transição para um som mais polido.
Além da faixa-título, que se tornou um dos maiores hinos da carreira de Ozzy, o disco traz músicas memoráveis como “You’re No Different”, “Now You See It (Now You Don’t)” e “Centre of Eternity”. A performance de Aldridge é inegavelmente um dos pontos altos: sua bateria vigorosa e precisa dá corpo às composições e acrescenta uma energia quase visceral que se tornaria marca registrada dos shows do vocalista.
“Bark at the Moon” não apenas ajudou a consolidar Ozzy como uma das figuras centrais do Metal nos anos 80, mas também apresentou uma banda afiada e tecnicamente brilhante. Quatro décadas depois, o álbum certamente continua sendo celebrado como um dos trabalhos mais importantes da discografia do Madman — e o recente vídeo de Tommy Aldridge reforça o quanto essa fase foi decisiva.
