Tobias Forge explica proibição de celulares nos shows do Ghost: “O show é definitivamente aprimorado por isso”

Photo: Amy E. Price/Getty Images

Durante uma recente entrevista concedida ao Loudwire Nights em 14 de outubro, Tobias Forge, mente criativa por trás do Ghost, falou sobre a decisão da banda de proibir o uso de celulares durante os shows — uma medida que vem despertando debates entre fãs e músicos.

Forge comentou que muitos ainda não compreenderam o verdadeiro propósito da restrição, mas garantiu que a experiência coletiva sai ganhando:

“Acho que não muita gente entendeu qual é o significado disso e como isso faz as pessoas se sentirem, e como isso faz todos nós nos sentirmos melhor. […] Acredito que o show é definitivamente aprimorado por esse fato, porque as pessoas veem um show pela primeira vez em 10 anos, enquanto nos últimos cinco, dez anos meio que não viam. Então é um pequeno truque. Mas eu posso ficar falando sem parar sobre por que acho que isso é uma coisa ótima. E acredito que mais bandas vão começar a fazer isso.”

O músico reforçou que a ausência de telas cria uma atmosfera mais intensa e autêntica, devolvendo aos espectadores a imersão e a atenção plena. Coisas que o hábito de gravar tudo acabou roubando dos palcos nos últimos anos.

Photo: Katja Ogrin/Redferns/Getty Images

O custo da mudança para Tobias Forge

Questionado sobre o motivo pelo qual outros artistas ainda não adotaram a mesma postura, Forge explicou que a principal barreira é financeira. Segundo ele, existe um custo operacional envolvido na implementação de sistemas que bloqueiam o uso de celulares, e isso ainda desestimula muitas bandas e produtores.

“Acho que, por enquanto, é apenas uma questão de desincentivo econômico. […] O lado negativo, quando as bandas pensam em usar isso, é simplesmente o custo — porque há um custo. […] E acho que, com sorte, mais artistas começarão a usar isso para que haja um incentivo para as casas de shows locais, promotores, todos esses lugares… Eles deveriam ter essa função. E tenho certeza de que, se isso fosse algo que você pudesse simplesmente marcar uma caixa para conseguir localmente, muito mais artistas fariam isso.”

Um futuro sem telas?

A proposta de Tobias Forge pode parecer radical para alguns, mas reflete uma tendência crescente no meio musical: o resgate da experiência ao vivo. Para o líder do Ghost, é apenas questão de tempo até que outras bandas percebam o valor dessa prática.

Enquanto isso, os fãs que tiverem a chance de assistir ao Ghost ao vivo devem se preparar para algo que, nas palavras do próprio Forge, é “ver um show de verdade pela primeira vez em dez anos”.

Fabio Reis
Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
Deixe seu comentário