Jairo Guedz, guitarrista do The Troops Of Doom, opinou sobre o Fla-Flu político que dominou o país nos últimos anos e, também a cena Metal. Durante uma nova entrevista ao canal Esfera do Rock, uma internauta o questionou sobre como ele enxerga as questões políticas de esquerda e direita dentro do Metal, e de que forma isso prejudica ou fortalece a cena. Veja o que disse Jairo Guedz:
“A minha resposta para esse tipo de pergunta sempre foi a mesma. Até minha esposa me pergunta isso, então para mim é uma questão muito simples: eu sou contra a esquerda e eu sou contra a direita. Eu acho que metaleiro não tem que apoiar lado nenhum. E se disserem: ‘Ah, o Jairo está escorregando…’ Cara, o rock é protesto, o rock é rebeldia, o rock é antissistema, o punk é antissistema. Eu não curto essa coisa de ficar defendendo bandeira de partido, muito menos de ficar defendendo político. Com todo respeito, tanto o Lula quanto o Bolsonaro podem explodir, não vão fazer diferença nenhuma na minha vida. Eu acho que a gente deveria usar a arte para protestar contra o que está aí, independente de ser direita ou esquerda. Eu viajo o mundo inteiro, eu entro em país de direita e entro em país de esquerda e as merdas são as mesmas, me desculpe a palavra. As pessoas continuam morrendo na Faixa de Gaza, continuam morrendo no norte da África, e continuam morrendo em outros países… morrendo de fome. E aí eu vou defender político? Eu vou defender esquerda? Eu vou defender direita? Isso tudo é uma palhaçada e eu não tenho a menor esperança em nenhum deles, nem na direita nem na esquerda. Então minha resposta é: o rock nasceu para protestar, se há um rei, vamos tirá-lo. Eu estou no palco para fazer barulho, para mostrar minha arte, minha música, e para unir as pessoas através da minha música, não para usar palco como palanque. Eu tenho asco desse tipo de coisa.”
Assista nossa em resenha em vídeo do mais recente álbum do The Troops Of Doom, o devastador “A Mass To The Grotesque”. Não esqueça de se inscrever no nosso canal: