Tarja Turunen revela incômodo com a própria voz nos primeiros álbuns do Nightwish

A cantora Tarja Turunen se prepara para lançar o álbum Frisson Noir, que chega ao público no dia 12 de junho de 2026, via earMUSIC. Descrito como o trabalho mais pesado de sua carreira, o disco contará com 10 faixas e reunirá influências de Metal moderno e elementos orquestrais. Como prévia, a artista já disponibilizou o single “I Don’t Care”, que traz a participação de Dani Filth, vocalista do Cradle Of Filth.
Antes disso, porém, vale lembrar que Tarja Turunen se tornou um dos nomes mais marcantes do metal ao integrar a fase clássica do Nightwish, período em que ajudou a consolidar o estilo Metal Sinfônico e gravou alguns dos álbuns mais emblemáticos do grupo.
Declarações sinceras sobre o passado no Nightwish
Durante uma entrevista ao Metal Addiction, Tarja Turunen surpreendeu ao comentar sua relação com os primeiros trabalhos ao lado do Nightwish, deixando claro que sua percepção atual é bastante crítica.
“Ah, uau. Tem bastante coisa que eu realmente já esqueci. Se eu pegasse agora um álbum, Oceanborn, ou até mesmo o primeiro, que vai completar 30 anos [em 2027], Angels Fall First, eu não lembro mais dessas músicas. Sério — faz muito tempo [desde que esses álbuns foram gravados], e para mim é até difícil escutar esses discos porque mal consigo ouvir a minha voz. Eu realmente não gosto de como eu soo nesses álbuns, porque foi o começo para mim, e eu ainda não sabia como usar a minha voz. Meu foco era no canto operístico, e foi muito difícil me afastar disso.”
Na sequência, a cantora também refletiu sobre quais músicas ainda teriam um significado especial para ela.
“Mas qual seria minha música favorita do Nightwish para cantar? Talvez uma música como Swanheart, uma balada de Oceanborn. Eu a fiz algumas vezes com a orquestra sinfônica no passado, mas foi há muito tempo. E [é uma] música desafiadora vocalmente. Eu não sei como consegui naquela época quando a cantei. Lembro de ter tido bastante dificuldade. Lembro de realmente ter passado por um grande esforço no estúdio enquanto aquele álbum estava sendo gravado. Mas agora deve ser mais divertido. [Risos]”
Evolução artística e novos desafios
As falas de Tarja Turunen evidenciam não apenas um olhar crítico sobre o passado, mas também sua evolução técnica e artística ao longo dos anos. No início da carreira, a forte influência do canto lírico moldava sua abordagem vocal, o que, segundo ela, dificultava a adaptação ao universo do Metal.
Hoje, no entanto, a artista demonstra segurança ao revisitar sua trajetória, ao mesmo tempo em que aposta em novos caminhos sonoros. Com Frisson Noir, descrito como o trabalho mais pesado de sua carreira, Tarja Turunen demonstra ser uma artista com identidade e deve continuar se mantendo em constante transformação.
