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Suicidal Tendencies: “agora você pode ouvir qualquer coisa que quiser o tempo todo e o resultado é que você não ouve”, diz Muir

Enquanto alguns artistas da velha guarda reclamam das atuais tecnologias, criticam as plataformas de streaming e não conseguem entender o funcionamento e a importância das redes sociais para suas carreiras, outros olham com bons olhos e enxergam os benefícios.

   

A indústria mudou e com isso, mudaram as formas de consumir a música. Quem entender as novas maneiras irá expandir seu negócio, quem continuar brigando com a lógica, terá dificuldades e seguirá reclamando.

O vocalista do Suicidal Tendencies, Mike Muir, é um dos que conseguiram se adaptar bem aos novos tempos. Ele concedeu uma nova entrevista ao site Sonoridades e respondeu uma pergunta sobre o que ele pensa dos serviços de streaming e do retorno do vinil. Muir disse:

“Bem, para mim, eu meio que volto a quando comprei discos pela primeira vez. Eu ia a uma loja de discos e nós não tínhamos muito dinheiro, éramos pobres, então você ia a uma loja de discos e às vezes ficava lá por uma hora, apenas pegando capas de álbuns e apenas olhando para elas. E eu ainda consigo me lembrar de ir a lojas de discos e olhar para as capas dos álbuns e pensar, tipo, ‘ok, isso custa, tipo, três dólares’ ou algo assim. É, tipo, ‘ok, eu posso comprar esse’. E eu ia para a seção de importação e apenas olhava para eles, segurava e tocava. E geralmente, quando eu adquiria um desses pela primeira vez, eu fazia uma fita cassete para não arranhar. Mas era a arte que realmente atraia, você sentia que havia uma conexão. E eu acho que para mim, quando o CD chegou, eu disse, ‘sinto falta daquela arte maior’. E eu acho que o que aconteceu, simplificando demais, é que você pega um CD e ele é instantaneamente… digamos, você pode copiá-lo muito fácil e depois ele não vale mais nada. Mas aqueles álbuns antigos, você ainda pode vendê-los. Então, eu acho que essa é parte da razão pela qual o vinil voltou. E eu acho que a arte conecta você mais e te dá oportunidade caso você for um pouco mais expressivo no lado visual, isso é bom.

Foto: Florian Stangl. All rights reserved.

Quanto ao digital, é um Catch 22 porque, eu sempre uso a analogia, tipo, 20 ou 30 anos atrás, se alguém dissesse, ‘você pode ouvir qualquer música que quiser pelas próximas 24 horas’, com certeza as pessoas ouviriam 24 horas direto de música. Mas agora você pode ouvir qualquer coisa que quiser o tempo todo e o resultado é que você não ouve música tanto assim. Então, é estranho porque toda a música que eu curti, e é só a minha idade, mas alguém veio e disse, ‘cara, você tem que ouvir isso.’ E eles trouxeram uma fita cassete ou algo assim e tocaram alguma coisa. Agora há milhares de pessoas simplesmente inundando você, ‘confira essa música. Confira essa música.’ É, tipo, eu realmente não posso passar minha vida conferindo cada música que existe. Então, eu acho isso ótimo. Eu acho que as pessoas podem ouvir, especialmente, bandas de lugares que estão mais distantes no mundo que talvez governos ou o que quer que seja preferiria que eles não ouvissem essas músicas, eles pegam uma VPN, eles podem ouvir coisas e serem expostos a coisas. Eu acho isso ótimo. E para alguém que quer descobrir coisas, é ótimo poder ter o máximo de opções possível. Então, é assim que o mundo é, e veremos onde ele estará em mais 10 anos, mas eu acho que há muito mais pessoas, obviamente, que são capazes de ouvir Suicidal Tendencies ou qualquer banda por causa disso do que seriam capazes caso o serviço não existisse. Então, eu acho isso importante.”

Recentemente, o Suicidal Tendencies lançou o single “Nós Somos Família”, com a participação de diversos músicos brasileiros:

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