Stone Temple Pilots: “Se as gravadoras estão lucrando com isso, parte da culpa é delas também”, diz Dean DeLeo sobre royalties do Spotify

Stone Temple Pilots: "Se as gravadoras estão lucrando com isso, parte da culpa é delas também", diz Dean DeLeo sobre royalties do Spotify
(Image credit: Scott Legato/Getty Images)

Durante uma conversa recente com George Dionne, do podcast Rock Is George, Dean DeLeo, uitarrista do Stone Temple Pilots, compartilhou a sua opinião sobre a distribuição dos royalties feita pelo Spotify aos artistas. DeLeo criticou o modelo injusto da plataforma que paga menos de um décimo de centavo por stream:

“Quanto ao streaming, vou te dizer, cara, acho que o que o Spotify oferece aos artistas é um crime. É um crime. E eu tenho muita experiência nisso, por estar no STP. Nossos números são muito baixos comparados aos da Billie Eilish ou do Bad Bunny, que têm 10 bilhões de streams em um ano. Mas o STP tem algumas centenas de milhões de streams, e vou te dizer, cara, é incrível quanto dinheiro esses caras tiram dos artistas e o que eles pagam a eles. Eles não nos pagam nada. Vou ser bem direto: eles nos pagam quase nada. E você pensa: ‘Algumas centenas de milhões de streams, uau, isso é muita coisa.’ É por isso que o CEO do Spotify tem um patrimônio de 6 bilhões de dólares.”

Perguntado se as gravadoras também têm culpa pelos baixos pagamentos do Spotify aos músicos, ele respondeu:

“Bem, eu não sei qual é a contrapartida entre o Spotify e o que eles pagam às gravadoras. Eu não sei esse valor, então não posso responder com certeza. Mas se as gravadoras estão lucrando com isso, então suponho que parte da culpa também seja delas.”

Com uma carreira que já ultrapassa a marca de 70 milhões de discos vendidos, o Stone Temple Pilots chegou atropelando tudo em 1992. Eles lançaram “Core” e, de cara, o álbum virou um sucesso: bateu no top 3 da Billboard 200 e tomou conta das rádios com faixas que ninguém conseguia escapar, “Sex Type Thing”, “Wicked Garden” e, claro, “Plush”, que ainda levou um Grammy pra casa.

A banda não demorou nada para mostrar que não estava ali pra seguir moda; eles faziam o próprio caminho, no próprio ritmo.

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