Sobre reunião do Candlemass com Messiah Marcolin, Johan Längqvist comenta: “Teve a minha bênção”

O vocalista Johan Längqvist, atual frontman do Candlemass, falou abertamente sobre o aguardado show de reunião da banda com o lendário ex-vocalista Messiah Marcolin, realizado no Rock Hard Festival Greece 2025. Em entrevista concedida a Neil Jones, do TotalRock, Längqvist explicou que a presença de Marcolin no palco atendeu a um desejo antigo dos fãs gregos, que sempre mantiveram uma relação especial com o grupo sueco. Segundo ele, a proposta surgiu de forma natural e rapidamente encontrou consenso entre todos os integrantes.

Durante a conversa, Längqvist destacou que nunca houve dúvidas de que se tratava de uma apresentação única, planejada exclusivamente para aquela noite histórica em Atenas. Ele explicou que, após anos se apresentando com o Candlemass na Grécia, muitos fãs manifestaram o desejo de reviver a fase clássica da banda, marcada pela voz de Marcolin. Assim, após diálogos internos, todos concordaram que esse retorno simbólico faria sentido naquele contexto.

Veja a declaração completa:

“Sim, era assim que deveria ser. O Candlemass era muito popular na Grécia quando a banda começou”, ele continuou. “E agora os fãs já me viram me apresentar com o Candlemass na Grécia por alguns anos. Então eles simplesmente tinham um desejo: ‘Vocês poderiam fazer algo com o Messiah também?’ E nós conversamos sobre isso. E todos dissemos: ‘Sim, com certeza.’ E acabou se tornando um único show com o Messiah. [Risos]”

Perguntado se ele também estava no palco durante o concerto, Johan esclareceu: “Não, não, não, não. Eu não estava lá, na verdade. Mas o Messiah teve a minha bênção.”

Ele acrescentou: “Eu praticamente conheço todos os vocalistas que já passaram pelo Candlemass ao longo dos anos, mas, na verdade, só conheci o Messiah no ano passado. E passamos algumas noites juntos. Somos pessoas maduras hoje em dia. Se os fãs queriam ver um show com o Messiah, eu realmente não tenho nenhum problema com isso.”

A volta de Marcolin ao palco, quase duas décadas, foi um dos momentos mais comentados do festival.

Apesar da magnitude do evento, Johan Längqvist revelou que não esteve presente no show — e reforçou que essa ausência foi uma escolha tranquila. O vocalista afirmou que concedeu sua total “bênção” para que Marcolin ocupasse o palco sozinho, enfatizando que vê os antigos e atuais integrantes como profissionais maduros, plenamente capazes de celebrar diferentes fases da história da banda. Além disso, ele comentou que só conheceu Marcolin pessoalmente no ano anterior, e que o encontro foi amistoso, reforçando a boa relação entre ambos.

Ao longo da entrevista, Längqvist fez questão de reconhecer a importância histórica de Marcolin para o Candlemass e para o doom metal. Ele também declarou não ter qualquer problema em dividir o legado da banda com outros vocalistas que passaram por sua formação. Para ele, atender ao desejo dos fãs representa compreender a essência do grupo, cuja trajetória se constrói não apenas por mudanças de line-up.

Por fim, Längqvist resumiu sua visão sobre o show especial como um gesto de respeito à história do Candlemass e a todos os fãs que acompanharam suas transformações ao longo dos anos. Ele afirmou que, embora siga firme como vocalista da banda, enxerga homenagens como essa com naturalidade e maturidade. A reunião com Messiah Marcolin, segundo ele, apenas reforçou o quanto a música do grupo continua viva — independentemente de qual voz ecoe no palco.

Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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