Slayer inicia comemoração aos 40 anos de Reign In Blood com show apoteótico

A espera terminou. O Slayer realizou na sexta-feira, 4 de setembro, o primeiro show de 2026 e finalmente colocou em prática a celebração dos 40 anos de “Reign In Blood”. A apresentação aconteceu no Mystic Lake Amphitheater, em Shakopee, Minnesota, e teve o clássico de 1986 executado integralmente.

Como a execução completa de “Reign In Blood” já havia sido anunciada, a principal curiosidade estava em outra parte: o que o Slayer tocaria além do álbum?

A resposta foi um bloco de 13 músicas percorrendo diferentes momentos da carreira antes de a banda entrar na homenagem propriamente dita.

O Slayer abriu a apresentação com “South Of Heaven” e seguiu com “Hate Worldwide”, “Disciple”, “Mandatory Suicide”, “Repentless” e “War Ensemble”. Na sequência apareceram “When The Stillness Comes”, “Jihad”, “Seasons In The Abyss”, “Born Of Fire”, “Dead Skin Mask”, “Hell Awaits” e “213”.

Só depois desse passeio pela discografia começou a execução de “Reign In Blood”.

Repertório vai muito além dos maiores sucessos

A escolha das músicas adicionais mostra que o Slayer não resolveu montar simplesmente um pacote de hits antes da atração principal.

Naturalmente, faixas obrigatórias como “South Of Heaven”, “War Ensemble”, “Seasons In The Abyss” e “Dead Skin Mask” apareceram, mas o grupo também recuperou músicas menos frequentes em seus repertórios recentes.

“When The Stillness Comes”, lançada originalmente em 2015, apareceu ao lado de “Born Of Fire”, de “Seasons In The Abyss”, e “213”, do álbum “Divine Intervention”.

O repertório também passou por “God Hates Us All” através de “Disciple”, por “Christ Illusion” com “Jihad”, por “World Painted Blood” com “Hate Worldwide” e pela última fase de estúdio através de “Repentless”.

Dessa maneira, antes de voltar integralmente a 1986, a banda percorreu boa parte de sua história posterior.

“Reign In Blood” traz músicas que estavam desaparecidas dos shows

A execução integral do álbum também produz uma consequência inevitável: músicas que normalmente não aparecem nos shows do Slayer retornaram ao repertório.

A execução integral do álbum também provoca uma consequência interessante: várias músicas que estavam desaparecidas dos shows do Slayer há anos retornaram ao repertório. “Piece By Piece”, “Necrophobic”, “Criminally Insane” e “Epidemic” não eram executadas desde 2014, enquanto “Altar Of Sacrifice” estava ausente desde 2015 e “Jesus Saves” desde 2019. “Reborn”, por outro lado, já vinha aparecendo nos shows realizados pelo Slayer desde a reunião, assim como “Postmortem”, “Raining Blood” e “Angel Of Death”.

Assim, tocar “Reign In Blood” inteiro não significa apenas celebrar “Angel Of Death” e “Raining Blood”. Também obriga o Slayer a recuperar partes do disco que desapareceram de seus shows durante anos.

Celebração chegará ao Brasil em dezembro

A apresentação em Minnesota foi apenas o começo da agenda comemorativa.

O Slayer ainda possui compromissos em Oklahoma, México, Texas e Califórnia antes de seguir para a América do Sul. A banda passará por Bogotá em 5 de dezembro, Santiago em 10 de dezembro e Buenos Aires em 14 de dezembro. Para garantir seu ingresso, clique AQUI.

A passagem termina no Brasil. Assim, no dia 17 de dezembro, o Slayer se apresenta no Allianz Parque, em São Paulo, acompanhado por Kreator e Korzus. O show brasileiro também terá “Reign In Blood” executado integralmente.

O Mundo Metal vem acompanhando essa celebração desde os primeiros anúncios. Agora, porém, já não estamos mais falando sobre o que a banda promete fazer. O primeiro teste aconteceu.

E, além de tocar integralmente um dos álbuns mais importantes da história do Thrash Metal, o Slayer montou ao redor dele um repertório que passa por praticamente todas as fases de sua carreira.

Veja alguns vídeos do show publicados por fãs:

Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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