Slayer: “Fomos acusados de tantas coisas. Éramos n@z!st@s, f@sc!st@s e adoradores de Satanás”

Slayer: "Fomos acusados de tantas coisas. Éramos n@z!st@s, f@sc!st@s adoradores de Satanás"
Credit: Chris Walter/WireImage.

O Slayer é uma das mais relevantes e mais respeitadas bandas do Metal, fato. Ao longo de sua trajetória, muitos se ofenderam com suas letras provocativas, profanas, ácidas, repletas de sarcasmo, e claro, BRILHANTISMO! Assim como outras bandas extremas que impactaram seja pela música, visual ou atitudes em cima do palco, o Slayer chocou! E chocou para valer! Já tacharam a banda de fascista, nazista, satanista e vários outros istas. Se o Black Sabbath escandalizou os religiosos na década de 70, o Slayer veio para mostrar que o Sabbath era “brincadeira de criança”. No entanto, tudo isso nada mais era que entretenimento, as letras de Kerry King tinham fins apenas de entretenimento, como explicou o guitarrista pela centésima vez em uma entrevista recente à MetalShop TV:

“Nos primeiros dias, fomos acusados de tantas coisas. Éramos nazistas, fascistas e adoradores de Satanás, entre outras coisas. E, sim, eu escrevo músicas sobre o diabo, mas, para mim, é como escrever contos para um filme de terror. Eu acredito que o diabo vai voltar e ‘From Hell I Rise?’ [álbum de estreia solo de King]. Não, eu escrevi isso na perspectiva de mim mesmo, na verdade. Você pode chamar esse inferno de Slayer, pode chamar esse inferno de pandemia. Mas eu me ergui disso, e este é o meu disco, e foi assim que eu o chamei.

Eu acredito? Eu acredito nas palavras de ‘Crucifixation’? Em nenhuma delas, mas é uma música ótima, sabe? Eu só escrevo para entretenimento, e faço questão de que as pessoas saibam disso, para que eu não engane ninguém. E também para não dar combustível para o fogo de dizerem que somos sobre isso ou sobre aquilo. Não. Vou te dizer direto: eu sou ateu, mas não é divertido escrever sobre isso.”

Para Kerry King, o Metal tem a comunidade mais unida do universo da música:

“Acho que é a comunidade mais unida que existe na música, especialmente no thrash metal. Não é um daqueles [gêneros] em que, se seus pais gostam, você não gosta. A chance é que provavelmente todos gostem, porque é muito movido pela família. Tipo, quando você vai ver os fãs hoje, você olha para a plateia e lá estarão adolescentes. Haverá pessoas com mais de 60 anos. E é legal que todos estejam lá. Todos curtindo a mesma coisa.

Além disso, se você tem irmãos mais velhos, é a mesma coisa. Se você é um garoto do metal, a chance é de que seu irmão ou irmã mais novos também vão ser do metal, e seus pais provavelmente também são pessoas do metal.”

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