Sepultura: Derrick Green revela os cinco álbuns que mais influenciaram sua vida

Photo: Reprodução

O vocalista Derrick Green, do Sepultura, participou de uma entrevista ao veículo finlandês Chaoszine, na qual apresentou cinco álbuns que exerceram influência importante sobre sua formação musical.

A conversa foi divulgada nesta quarta-feira (4), justamente na semana em que o Sepultura se prepara para encerrar sua trajetória nos palcos. A escolha dos discos oferece uma oportunidade de conhecer melhor as referências pessoais de um músico que, desde sua entrada na banda brasileira, em 1997, participou de diferentes transformações na identidade musical do grupo.

Antes de ingressar no Sepultura, Derrick Green participou de projetos ligados ao cenário underground norte-americano, incluindo o Outface.

Ao longo dos anos, o vocalista demonstrou interesse por diferentes manifestações musicais, com referências que ultrapassam os limites do Heavy Metal.

Essa diversidade também aparece em sua trajetória com o Sepultura, especialmente em trabalhos que incorporaram elementos experimentais e abordagens rítmicas diferentes daquelas presentes na fase inicial da banda.

Entre os álbuns que gravou com o grupo estão Against (1998), Nation (2001), Dante XXI (2006), A-Lex (2009), Machine Messiah (2017) e Quadra (2020).

Photo: @tetralens

Confira a lista de Derrick e suas justificativas:

1. Bad Brains — I Against I (1986)

“Um dos primeiros álbuns que eu colocaria na minha lista é I Against I, do Bad Brains. Foi meu primeiro contato com a banda. Também tive a oportunidade de vê-los ao vivo durante aquela turnê.

Assistir à apresentação, já conhecendo as músicas do disco, mudou completamente a minha vida. Foi o que me levou a descobrir o Hardcore e o Punk Rock, abrindo um mundo inteiramente novo para mim.

Por isso, considero esse o álbum mais significativo da minha vida. Até hoje, continua tendo uma presença muito forte nas minhas playlists.”

2. Rush — Moving Pictures (1981)

“Minha segunda escolha é Moving Pictures, do Rush. Foi um dos primeiros álbuns que comprei na vida e apresentava algo que eu nunca havia ouvido antes.

O fato de o Rush ser um power trio me deixava realmente intrigado. Era impressionante perceber a quantidade de som que aqueles três músicos conseguiam produzir.

O álbum inteiro, do começo ao fim, tanto o lado A quanto o lado B, é simplesmente uma obra-prima. Tudo flui de maneira extraordinária. As músicas se conectam perfeitamente, assim como a própria arte da capa.”

3. Cro-Mags — The Age of Quarrel (1986)

“O terceiro álbum que preciso escolher é The Age of Quarrel, do Cro-Mags.

Essa é outra banda que tive a oportunidade de assistir ao vivo quando era muito jovem. Aquela experiência despertou minha curiosidade sobre o veganismo, o vegetarianismo e até mesmo sobre o movimento Hare Krishna.

A banda me apresentou diferentes filosofias e maneiras de enxergar o mundo que eu jamais havia imaginado.

Além de tudo isso, o Cro-Mags era simplesmente a banda mais poderosa e brutal que eu havia visto ao vivo naquela época.”

4. Nick Cave and the Bad Seeds — From Her to Eternity (1984)

“Minha quarta escolha seria From Her to Eternity, de Nick Cave and the Bad Seeds.

Nick Cave provavelmente representa uma das maiores influências da minha vida.

Tudo começou quando eu tinha aproximadamente 14 anos e passei a ouvir o The Birthday Party. Isso acabou me levando a conhecer o trabalho de Nick Cave.

Era algo extremamente original e único para aquela época. De certa forma, chegava a ser assustador, porque eu simplesmente não conseguia compreender completamente o que estava acontecendo musicalmente.”

5. Minor Threat — Minor Threat (1981)

“Acho que minha quinta escolha precisa ser Minor Threat, da banda de Hardcore de mesmo nome.

Cresci ouvindo Punk Rock e Hardcore, e considero o primeiro EP autointitulado do Minor Threat uma das melhores coisas que já aconteceram ao gênero.

O que mais me impressionou foi a mensagem transmitida pelas músicas, especialmente a ideia de manter uma atitude mental positiva e toda a filosofia Straight Edge.”

Photo: Brambilla Simone / Shutterstock

A despedida do Sepultura se aproxima

A entrevista foi publicada em um momento particularmente significativo para Derrick Green.

Depois de quase três décadas como vocalista, o músico se prepara para participar da apresentação que encerrará as atividades do Sepultura, marcada para 7 de novembro, em São Paulo.

Sua passagem pela banda representa uma parcela expressiva da discografia e da história do grupo, incluindo turnês internacionais e trabalhos que exploraram diferentes propostas musicais.

O vídeo do Chaoszine permite conhecer uma parte das referências que ajudaram a construir essa trajetória.

Assista à entrevista completa divulgada pelo Chaoszine:

Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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