Segundo Bruce Dickinson, há músicas da fase Blaze Bayley que ele não consegue cantar

A fase do Iron Maiden que abrange os discos “The X-Factor” (1995) e “Virtual XI” (1998), respectivamente, os trabalhos que contam com Blaze Bayley nos vocais, é um período que gera polêmica até os dias de hoje.
Muitos fãs passaram a ovacionar estes registros com o tempo, mas ainda há uma parcela de pessoas que não conseguem ouvi-los de maneira alguma.
Apesar disso, ambos álbuns possuem faixas marcantes e que seguiram sendo tocadas pelo Iron Maiden mesmo depois da saída de Blaze e do retorno de Bruce Dickinson.
Em uma nova entrevista concedida ao podcast “Talk Is Jericho”, Bruce falou um pouco sobre este momento do Maiden em específico. Questionado se na época ele prestou atenção ao trabalho que sua ex-banda estava apresentando com Blaze, Bruce disse o seguinte:
“Não. Não é que eu não tivesse interesse em ouvir os álbuns do Maiden da era Blaze. Eu só estava ocupado demais fazendo minhas próprias coisas. Então, era uma espécie de consciência periférica, mas, de certa forma, eu pensava: ‘Isso não é da minha conta. Eu não estou mais na banda’. E desejei tudo de bom ao Blaze, porque quando ele entrou na banda, eu pensei: ‘Uau’. Porque a voz dele é muito diferente da minha. Eu adorava o que ele fazia no Wolfsbane. E pensei: ‘Bem, espero que isso dê certo.’ E, infelizmente, não deu. Mas eu adoro o Blaze. Acho que ele é uma grande figura. Não há um osso maldoso no corpo dele. Ele é um cara fantástico.”
Sabemos que mesmo depois do retorno de Bruce, as músicas da era Blaze jamais foram esquecidas. Composições como “The Clansman” e “Sign Of The Cross” estiveram presentes em diversos sets de turnês distintas.
Questionado se isso foi uma ideia dele ou de Steve Harris, Bruce disse não se lembrar, mas ele comentou algo que surpreenderá muitos fãs. Bruce acredita que não conseguiria cantar algumas músicas da fase Blaze, veja o que ele disse:
“Sabe de uma coisa? Na verdade, eu não me lembro. Mas quando ouvi, pensei: ‘Bem, acho que posso colocar um pouco de sangue nas paredes com isso.’ Pra ser honesto, nem todas as músicas que eles fizeram com o Blaze, eu acho que se encaixariam necessariamente na minha voz. Porque algumas das músicas que eles escreveram para o Blaze não estão realmente dentro da minha extensão vocal — são um pouco mais baixas. Enquanto o Blaze cantava uma determinada melodia com muita potência, porque estava dentro da extensão dele, eu, francamente, teria dificuldade para fazer essa música soar tão eficaz quanto com o Blaze, porque está um pouco abaixo do ponto onde toda a força da minha voz entra em ação.”