Segundo Andreas Kisser, é lamentável ver Max Cavalera tocando hoje: “Não tem evolução musical, técnica”

Segundo Andreas Kisser, é lamentável ver Max Cavalera tocando hoje: "Não tem evolução musical, técnica"
reprodução / youtube

De acordo com uma nova declaração do guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser, os irmãos Cavalera “aparentemente” não querem participar de uma reunião para subirem ao palco com a banda no último show da turnê de despedida em 2026.

No entanto, Andreas admite que também não sente a menor vontade de tocar com os Cavalera novamente. Em uma nova entrevista ao canal 100segredo, ele declarou:

“Eu não sei, cara, e para quê também, mano? Já foi. Por que que tem que voltar? Não tem sentido isso. Cara, para você trazer alguém, para você ver qual música que vai tocar… o camarim, que hora que vai chegar? Vai ter ensaio ou não vai? Quer tocar essa? Não quer, vai tocar ou não vai? Primeiro que eu não tenho a mínima vontade de tocar com eles de novo, entendeu? E o Sepultura está em outro momento. Eu vejo eles tocando, enfim… Não vou entrar nesse nesse mérito porque é só uma opinião minha. Mas assim, cara, a gente está fazendo uma coisa tão legal. Com gente que vale a pena, com gente que você olha no olho e confia — com gente que não tem segundas ou terceiras intenções, que respeitam o que Sepultura é hoje.

E é isso que eu gosto, de trabalhar o presente. A gente vai fazer o último show ano que vem. E parece que eles não querem participar e tudo bem, ok. Nós vamos celebrar, nós queremos celebrar com gente que quer estar ali, que faz parte do que o Sepultura é — e não do que o Sepultura foi. E eu não entendo essa pressão de ‘porque os outros fazem a gente tem que fazer também’. Nosso momento passou, mano. Foi o que foi. E o Max saiu em 96 e o Igor saiu em 2006. Foram 10 anos de diferença. Porque muita gente fala: ‘Ah, os cavaleras saíram’. Não foi bem assim, né? O Max saiu em 96, o Igor ficou 10 anos com a gente, fez grandes discos como Against, como Nation e até o Dante, que foi mais difícil de fazer porque ele já estava de saída da banda, mas fizemos e foi um processo fantástico também. Até ele dizer: ‘isso não é mais para mim, vou sair’, e etc. Ok. E a gente foi se adaptando e vivendo o presente, mexendo com os elementos que sobraram e elementos novos que chegaram. E o Sepultura é isso, é como eu disse aqui, é criar o Sepultura todo dia, um novo Sepultura.

Todo dia a gente cria alguma coisa nova, a nossa vida é criada todos os dias. Nada é garantido nem no futuro nem no passado. Você vê a gente mudando o passado toda hora em consequências de informações novas que aparecem, ou arqueológicas ou filosóficas. A gente vê e interpreta o passado de uma forma diferente e que vai influenciar o futuro, né? O Sepultura é isso. Estamos no nosso melhor momento. Não tem biquinho no backstage, temos o mesmo camarim, saímos para jantar juntos, conversamos de política, de mulher, de futebol. E estamos vivendo, não somos escravos de um personagem, sacou? Eu sou o que eu quiser, você também. E o sepultura é consequência disso, do que o Paulo é, do que o Greyson é, do que o Derek é. São pessoas fenomenais, sabe? Fantásticas. E que você pode confiar, são profissionais e que curtem o que fazem, não estão ali obrigados, né? E essa pergunta é tão óbvia e ao mesmo tempo tão desnecessária, porque o Sepultura é o Sepultura. O que é que tem que as outras bandas voltaram? Para que eu vou lá subir num palco [com Max] sem saber o que que vai acontecer? ‘Ah, o Max hoje está cansado, não quer fazer essa’, sabe? ‘Ô, não consigo cantar, não consigo fazer isso’. Ver ele tocando é lamentável, na verdade, cara. Sabe?”

Andreas criticou as habilidades de Max Cavalera hoje, como guitarrista. Segundo Andreas, Max não evoluiu:

“Parou no tempo. Não tem evolução musical, técnica. Tanto é que está fazendo coisas que a gente escreveu 30 anos atrás. E não tão bem assim, né? Enfim. E tem gente que curte ainda, acha que é relevante você ficar ficar brincando de ser banda, sabe? Ao invés de ser você mesmo, de fazer suas coisas hoje e largar o passado onde ele merece, no passado. E aprender com ele. Nós estamos sempre aprendendo alguma coisa.

Eu gostaria muito que eles participassem desse último show, sabe? Não só eles, como todos os integrantes, o Jairo, o Eloy, até o Roy Mayorga que entrou depois que o Igor saiu. O Silvio Golfetti, que quando eu quebrei o braço, ele foi lá e fez a turnê com a gente, o Jean Patton, que quando a Patrícia faleceu, ele me substituiu na Europa. O Amilcar Cristófaro, que também participou quando o Jean se machucou, o Eloy, enfim, Bruno Valverde, cara, uma galera super importante que fez parte dessa história de manter o Sepultura vivo e relevante até hoje, com 42 anos.”

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