Sabaton: “na verdade, são os fãs que escrevem ao longo dos anos”, diz Brodén sobre quem escreve as letras da banda

Reprodução/Facebook

O Sabaton tem se transformado em um grande fenômeno de público e vendas nos últimos anos. A banda possui um diferencial que tem conquistado muitos fãs que é justamente a forma como desenvolve seus discos. Contar histórias sobre guerras, batalhas e atos de heroísmo, tudo baseado em fatos reais, é algo certamente visionário e podemos afirmar que deu muito certo.

Os suecos aliam a temática diferente com shows extremamente bem produzidos e ainda disponibilizam uma vasta gama de produtos aos seus fãs. O resultado disso é um crescimento exponencial e, para aqueles que não acreditavam que seria possível, uma banda relativamente nova flertando com o famigerado mainstream.

O grupo apresentou recentemente o seu novo single, “Templars”, e está prestes a lançar seu décimo primeiro disco de estúdio, o primeiro com a nova gravadora Better Noise. Dessa forma, em uma nova entrevista concedida a Summa Inferno do México, o vocalista e principal compositor do grupo, Joakim Brodén, falou sobre a temática do novo álbum:

“Não quero estragar a surpresa, mas digamos que o próximo álbum não será sobre a Primeira ou a Segunda Guerra Mundial. Queremos esperar um pouco mais para anunciar. É um tema diferente, mas posso revelar que não abordará apenas a era das Cruzadas. Haverá mais coisas lá. Com certeza há um conceito e um tema para o álbum.”

Sobre a composição do novo trabalho, Bróden mencionou que o sucessor de “The War To End All Wars” (2022) já estava pronto. Sendo assim, antes de assinar o novo contrato com a Better Noise o disco já estava bem encaminhado. Veja o que ele disse:

“Já tínhamos isso planejado há algum tempo, mas como todas as outras coisas, isso leva tempo — o tempo é a resolução de tudo. Mas, sim, estávamos com a Nuclear Blast há muito tempo e ainda somos muito bons amigos, então não há animosidade ou ressentimento. Apenas achamos que era hora de dar o próximo passo.”

Questionado sobre como a banda escolhe os tópicos históricos que serão abordados nos discos, o vocalista disse o seguinte:

“Ooh, essa é uma boa pergunta. É uma resposta estranha, no entanto. Às vezes, não somos realmente nós que decidimos. Em muitos casos, começamos com um tema ou o conceito de um álbum primeiro, o que nos limita ou define o cenário de alguma forma — é com isso que estamos trabalhando — porque precisamos criar essas limitações para o nosso processo criativo. Isso nos ajuda, na verdade. E então, digamos que decidimos cem anos do Império Sueco, vamos contar essa história, mas naquele ponto, não sabíamos exatamente quais histórias. E, de certa forma, algumas dessas histórias são aquelas que nós mesmos decidimos e pesquisamos muito à respeito, algumas dessas histórias que decidimos que faríamos, não tínhamos a música certa que se encaixasse ou não conseguíamos contar a história da maneira que queríamos.

E às vezes, na verdade, são os fãs que escrevem ao longo dos anos. Em certos álbuns, recebemos e-mails de fãs, tipo, três anos antes, e quando olhávamos a ideia era algo como: ‘Ah, essa é uma ótima ideia. Talvez façamos algo sobre isso um dia’. Então, nossos fãs são uma grande inspiração, nos ajudando nisso, porque cada nação tem seu próprio tipo de história. E é incomum para, digamos, escandinavos saberem muito sobre a história latino-americana e vice-versa, eu acho. Quer dizer, obviamente nós conhecemos a história da Conquista e você sabe sobre os vikings, mas é mais ou menos aí que termina. Então, às vezes, também é a música que decide porque temos uma peça musical e sabíamos qual era o tema, mas não sabíamos qual batalha exata. E então a música decide a letra e a história.”

Fabio Reis
Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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