Resenha: Vulture – “Dealin’ Death” (2021)

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Dealin’ Death” é o terceiro álbum da banda alemã de Speed Metal, Vulture, o qual será lançado no próximo dia 21 de maio, pelo selo Nuclear Blast Records. Ele é sucessor do full lenght “Ghastly Waves & Battered Graves”, que saiu em 2019. Vulture foi fundado em 2015 na cidade de North Rhine. Seu primeiro registro, o debut “The Guillotine”, é de 2017.

Aqui no Mundo Metal costumamos dizer que uma banda só se consolida após o lançamento de três álbuns de qualidade inquestionável, pois ela deixa de ser promessa e passa a ser realidade. Será que o Vulture atingiu esse nível com “Dealin’ Death”? É o que veremos a partir de agora.

Desde o seu disco de estreia, “The Guillotine”, a sonoridade do Vulture me agradou demais. O primeiro que eu tive a oportunidade resenhar aqui no Mundo Metal foi o posterior a ele, “Ghastly Waves & Battered Graves”, no qual a banda trouxe uma intensificação de suas qualidades e uma nítida evolução em seu nível. “Dealin’ Death” permanece a subida de degraus evolutivos e afirmo sem receio algum que é o melhor registro dos alemães até o momento. Embora eles tenham declarado, recentemente, que buscaram voltar ao estilo do “The Guillotine”, “Dealin’ Death” mescla os dois primeiros trabalhos em uma versão aperfeiçoada.

O Speed Metal do Vulture, que tem misturas de Thrash Metal e Heavy Metal, em alguns momentos, tem a cara da velha escola dos anos oitenta, parecendo um prolongamento daquela maravilhosa primeira onda do Speed e do Thrash Metal. Os guitarristas S. Genözider e M. Outlaw criam riffs avassaladores e solos que merecem uma atenção mais do que especial, pois, eles buscam a criação de algo que não soe evidente e tem êxito em atingir tal resultado esperado. Embora seus solos não cheguem a ser um redescobrimento do fogo, eles soam de forma bem peculiar. A cozinha formada pelo baixista A. Axetinctör e pelo baterista G. Deceiver adiciona alicerce pesado as estruturas sonoras do Vulture. O vocal de L. Steeler , o qual me faz imaginar estar ouvindo Paul Baloff em alguns momentos, casa harmonicamente com a parte instrumental, proporcionando músicas com elevadíssima vibe e atmosfera na qual se respira Metal na totalidade do tempo.

O pequeno tema instrumental “Danger Is Imminent” abre o álbum, fazendo uma ponte para a acelerada canção “Malicious Souls”, que foi single e ganhou um vídeo clipe. Um grito estridente de L. Steeler é o cartão de visitas dessa obra de arte da nova geração do Metal. Os refrãos foram destaque nessa e em todas as faixas do álbum e o seu solo de guitarra foi um dos melhores de todo o registro. “Te pego, bem acordado em sua cama / Assim que uma ameaça terrível e rastejante começa a se espalhar / Almas maliciosas / Saudade do seu sangue / Fui enviado para golpear o ferro / Enquanto ele está fervendo / Almas maliciosas / Almas Maliciosas. “

“Count Your Blessings” introduz parecendo uma continuação de sua antecessora, como se as duas fossem uma única canção que foi separada em duas, porém, ao chegar o refrão ele se torna mais distinta. “Para contar suas bênçãos / Conte suas bênçãos / Quando terminar de confessar / Você já pode contar suas bênçãos . “ O solo de guitarra é tão fantástico quanto o de “Malicious Souls”. “Gorgon” introduz bem Heavy Metal tradicional e não, em ritmo de marcha e solos de guitarra um pouco mais comuns, porém não menos bonitos. Um som de piano invade a canção somente por alguns segundos e logo em seguida mais um solo, porém dessa vez com a peculiaridade do Vulture. Ela não acelera muito posteriormente, mantendo a veia Heavy mais tradicional. Sua temática lírica refere-se aos oceanos e seus mitos. “Nascido dos mares / Geração de hades / Olhares hipnóticos / Nenhum mortal ousa / Entrar pelos portões.“

“Star-Crossed City” resgata mais a pegada Speed Metal, tendo sido mais uma canção que foi single e ganhou uma versão em vídeo clipe. Ela tem riffs brutais e solos de guitarra divinos. Há momentos em break down que lhe dão uma dinâmica sensacional, fomentando um dos melhores momentos do track list. “Cidade cruzada / À medida que as esferas se alinham / é o sinal do fim.” G. Deceiver mete o pé fundo no acelerador em “Flee The Phantom”. Steeler usa seus gritos agudos infernais e os dois guitarristas mostram do que são capazes, tocando a sua metralhadora de seis cordas. A veia mais Speed/Thrash de “Below The Mausoleum” foi encaixada no instante ideal. Parece que tudo nesse álbum foi, cuidadosamente, planejado. E não me surpreenderia se eu confirmasse que foi mesmo. “Pego em transe / Atraído pelo som entorpecente das profundezas (do inferno) / Cantos blasfemos / Recitar textos de páginas podres / Louvando nomes de deuses antigos esquecidos / (tudo isso) Abaixo do Mausoléu. “ A temática lírica do Vulture é bem variada, mostrando variados elementos.

A faixa título é também a primeira da trinca final do full length. Assim como a música anterior, “Dealin’ Death” também tem uma pegada Speed/Thrash, porém com no caso dela o Speed Metal se sobressai mais. Seu solo, o eligi como meu favorito. Ademais, ela também tem a melhor bateria entre todos os dez temas. Um bonito e melódico solo de guitarra introduz “Multitudes Of Terror”, a qual inicia logo no encerramento do mesmo. Não há uma única canção que pareça ter sido composta para “preencher linguiça”, todas fazem com que a audição permaneça convidativa do primeiro ao último segundo.

O ditado popular “o melhor ainda está por vir” se aplica nesse disco. “The Court Of Caligula” encerra o terceiro capítulo da história musical do Vulture, sendo a minha favorita do disco e’ sem dúvida alguma, está entre as dez melhores de 2021. Seu refrão é tão grudento que ouvido uma única vez já não pode ser apagado da mente. Seu solo de guitarra confirma a perfeição do trabalho da dupla de guitarristas S. Genözider e M. Outlaw. Eis a última estrofe da música “O tirano morto em seu trono de mármore / Deixa manchas escarlates em pedras frias e claras / Arauto bem alto para todos os homens / Aquele Abutre ( Vulture ) veio matar de novo.”

Eu esperei ansiosamente por esse terceiro disco do Vulture e afirmo que ele me surpreendeu, pois eu esperava que viesse um disco bom, mas ele superou minhas expectativas. Excelente de cabo a rabo. Aprovado e indicado para apreciadores de Speed Metal old school.

Nota: 9,2

Integrantes:

  • L. Steeler (vocal)
  • A. Axetinctör (baixo)
  • S. Genözider (guitarra)
  • G. Deceiver (bateria)
  • M. Outlaw (guitarra)

Faixas:

  1. Danger Is Imminent
  2. Malicious Souls
  3. Count Your Blessings
  4. Gorgon
  5. Star-Crossed City
  6. Flee The Phantom
  7. Below The Mausoleum
  8. Dealin’ Death
  9. Multitudes Of Terror
  10. The Court Of Caligula

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

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