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Resenha: Victorius – “Dinosaur Warfare Pt. 2 – The Great Ninja War” (2022)

Napalm Records

Dois anos e meio separam “Space Ninjas From Hell” de “Dinosaur Warfare Pt.2 – The Great Ninja War”, sexto full lenght da banda alemã de Power Metal, Victorius, lançado no último dia 24 de junho pelo selo Napalm Records. A atmosfera Ninja do álbum anterior invadiu o período jurássico e a diversão foi mais uma vez garantida.

   

Os músicos são os mesmos do disco anterior, assim sendo, competência e qualidade foram mantidas. Destaco mais uma vez o alto nível da produção e a arte da capa. As letras magistralmente elaboradas foram interpretadas eximiamente por David Bassim.

VICTORIUS / Power Metal / Divulgação / Facebook

A pequena introdução “Saurus Invictus Lazerus” serve de passagem para “Victorious Dinogods”, real início da obra. O reino dos dinossauros e dos ninjas começa a se encontrar dentro do universo do Power Metal. Não há a mínima possibilidade de não embarcar nessa viagem.

“Dinossauros surgem / Levante-se e lute / Com o poder glorioso da luz infinita / Deuses Dinossauros vitoriosos cavalgam ao nosso lado / Dinossauros surgem / Marchar e nos unirmos / Com o poder glorioso da luz infinita / Deuses dinossauros vitoriosos cavalgam ao nosso lado Dinodeuses”

O som de paquidermes gigantes e poderosos anuncia a canção “Mighty Magic Mammoth”, minha favorita, pois é aquela que mais grudou na minha mente. Dos poderosos mamutes, nos restam hoje os elefantes asiáticos e africanos. Como teria sido conviver com esses gigantes animais? Infelizmente, nunca teremos tal resposta, nos resta curtir essa bela composição e imaginar.

“Poderoso Mamute Mágico / Fogo furioso nos olhos do Poderoso Mamute Mágico / Levantem suas bandeiras e faixas bem alto para o / Poderoso Mamute Mágico / Nascido para conquistar e governar / Tão misterioso poderoso e legal / Mamute mágico.”

“Jurassic Jetfighters” me traz novamente a sensação que tive no “Space Ninjas From Hell”, que é a de estar escutando uma versão Power Metal de Alphaville. Ambos, Alphaville e Victorius, são alemães. Será alguma influência, referência ou simples coincidência?

Coloque essa música para rolar, olhe para os céus e somente use a imaginação:

“Observe o céu / Veja-os voar / Caças a Jato Jurássico / Para a glória eles morrem / Voando alto / Amplificar Caças a Jato Jurássico / Reis no céu.”

VICTORIUS / Photo By: Lars Thoke

“Dinos And Dragons” une mais uma vez a era jurássica Aos mitos do mundo oriental. Dragões eram parentes genéticos dos dinossauros que cuspiam fogo? Sempre pensei nessa semelhança, mas até ouvir esse disco não tinha manifestado esse meu pensamento.

Voe bem longe, para longe / Até vermos a luz do dia / Como o dragão vai voar novamente / Marche, continue / Até entrarmos na tempestade / Lado a lado com os dinossauros e dragões / Dinossauros e dragões oh, oh / Dinossauros e dragões oh, oh / Dinossauros e dragões oh, oh / Dinossauros e dragões oh, oh “

A faixa da sequência poderia muito bem estar no álbum anterior. “Katana Kingdom Rising” parece resgatar o conceito do registro antecessor, porém sem quebrar a temática atual. Perfeição é o nome, principalmente do solo de guitarra e dos riffs que cavalgam em marcha.

“Nosso reino vem / Império do Sol / Quando nossas lâminas tocam o céu / Nossa hora chegou / O reino do sol / Quando os ninjas se unem / Reino da katana em ascensão.”

VICTORIUS / Photo By: Oscura Lente Fotografía

“God Of Roar”, o “Deus do Rugido”, refere-se ao dinossauro que pode (podia) ser ouvido bem longe. A guerra dos ninjas não é contra os dinossauros, mas têm eles como seus aliados. A cada faixa, a história do disco vai ficando mais clara e interessante. “Night Of The Nuclear Ninja” é o título que mais me deixou curioso, pois se refere a algo bem mais atual que é a energia nuclear com algo distante que é a época dos samurais.

“Reação em cadeia / Minha satisfação / Brilhando nas profundezas da noite / Criônico atômico / Ilumine o céu mais escuro / Oho, nascido do fogo / Oho, na noite / Oho, desejo atômico / Ninja nuclear, noite nuclear”

Será que pode ser uma referência aos atuais soldados? Acho que não!

“Triceps Ceratops”, que tem o solo de guitarra mais destruidor do registro, fala sobre vigor físico dos guerreiros ninjas. “Tyrannosaurus Steel” é uma referência ao dinossauro mais poderoso que existiu, Tiranossauro Rex, que era o ser mais forte e poderoso do período jurássico. Uma fera assassina, a qual tinha um cérebro minúsculo e vivia tão somente para matar e comer. “Tiranossauro de Aço” se refere a sua indomável força e poder sobre as demais criaturas do reino terrestre.

“Tiranossauro de Aço / Tiranossauro de Aço / Verdadeiro defensor e rei / Ouça o hino que cantamos / Tiranossauro de Aço / Tiranossauro de Aço / Viva o legado dos dinossauros / Tiranossauro de Aço.”

VICTORIUS / Photo By: lightinmirror.de

“Shadow Of Shinobi” (“Sombra de Shinobi”) faz referência aos guerreiros da época do Japão feudal. Eles eram mercenários, espiões , sabotadores e assassinos. A canção que finaliza o trabalho é “Powerzord”. Isso mesmo, você não leu errado, igual aos Power Rangers, pura cultura japonesa, que acabou prevalecendo em mais um capítulo épico das histórias musicais contadas pelo quinteto da cidade de Wolfen.

“Galáctico / Hidráulico / Heróico/ Máquina espacial / Robótica / Teutônico Feixe de laser /icônico Powerzord Cavaleiro galáctico / Powerzord gigante de aço / Powerzord / Mais alto e mais alto / Poderosa máquina espacial.”

A palavra “teutônico” na letra de “Powerzord” é uma referência a Alemanha em meio a toda essa citação sobre cultura japonesa.

Alguns podem até não gostar do trabalho do Victorius por acharem exageradamente épico ou até piegas, mas, gostando ou não gostando, a seriedade e competência desses artistas é, absolutamente, inegável. Suas canções serviriam de roteiros para livros, filmes e séries. Vale muito à pena conhecer, quebrando quaisquer paradigmas que possam existir dentro de nossas mentes.

Parabéns mais uma vez, Victorius!

Nota 8,7

Integrantes:

  • David Bassin (vocal)
  • Florian Zack (guitarra)
  • Frank Koppe (bateria)
  • Andreas Dockhorn (baixo)
  • Dirk Scharsich (guitarra)

Faixas:

  • 1.Saurus Invictus Lazerus
  • 2.Victorious Dinogods
  • 3.Mighty Magic Mammoth
  • 4.Jurassic Jetfighters
  • 5.Dinos and Dragons
  • 6.Katana Kingdom Rising
  • 7.God of Roar
  • 8.Night of the Nuclear Ninja
  • 9.Triceps Ceratops
  • 10.Tyrannosaurus Steel
  • 11.Shadow of the Shinobi
  • 12.Powerzord

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

LEIA A RESENHA DO ÁLBUM ANTERIOR “SPACE NINJAS FROM HELL” (2020):

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