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Resenha: The Ferrymen – “One More River To Cross” (2022)

One More River To Cross”, terceiro full lenght do The Ferrymen, chega três anos após “A New Evil”, lançado em 2019.

   

Esse super time conta com três renomados músicos, o vocalista chileno Ronnie Romero (MSG, Rainbow, entre outros), o baterista americano Mike Terrana, assim como o mult instrumentista Magnus Karlsson (Primal Fear, Magnus Karlsson’s Free Fall, etc).

Divulgação / Facebook / THE FERRYMEN – “One More River To Cross”

O início

Embora o projeto se defina como de Power Metal, a veia Hard Rock/AOR é bem explícita. Dessa forma, torna-se impossível não ressaltá-la.

“One Word”, faixa que abre o álbum, por exemplo, é Power com uma imensa veia Hard. A voz de Ronnie Romero talvez provavelmente seja o elemento que mais contribua para essa minha análise mais aprofundada, que vai além de subgêneros pré-definidos. Nos momentos mais acelerados e com linha de teclado, Power Metal se define claramente, mas fora isso, a veia romântica da voz de Romero predomina.

“The Last Wave” (Single)

Em seguida, o single “The Last Wave”, o qual foi tema de bem produzido videoclipe, é plenamente AOR, sem presença de Power. Assim como sua antecessora, uma canção com cara de hit, pois, se tivesse sido lançada nos anos 80, tocaria dez vezes por dia em todas as principais FMs pelo mundo e, além disso, ela é mais que fantástica.

Seguindo a mesma pegada, “Shut It Out” fecha a primeira excelente trinca do registro, a qual segue essa linha AOR com pitadas de Power. Três faixas de altíssimo nível e com gigante potencial comercial.

Power Metal

O Power Metal definitivamente começa com “City Of Hate”, pois, nesse momento, podemos dizer que o “jogo virou”, temos Power com pitadas de AOR. Além disso, a canção conta com bastante peso nos riffs e na bateria, suavizado pela melódica voz de Romero.

O solo de Magnus Karlsson lhe dá um tempero especial, enquanto a já conhecida competência de Mika Terrana aparece com mais intensidade em seus repiques. A faixa que intitula a obra, “One More River To Cross”, tem uma atmosfera épica. Nela, a voz de Ronnie se supera em técnica, melodia e feeling. Karlsson, por sua vez, executa outro de seus solos matadores. Ou seja, mais um momento sublime dessa deleitosa audição. Encerrando a segunda trinca, mais uma deliciosa balada, que diferente das primeiras, tem uma pegada mais de Hard tradicional 80’s.

Romero é um dos melhores da nova geração

A voz de Romero lembra ao mesmo tempo, Dio e Coverdale, e a sonoridade também lembra Whitesnake e DIO. Com essas referências, como algo poderia dar errado? Já que não há possibilidade alguma de não dar certo.

Reprodução / Facebook / THE FERRYMEN

A cada nova música que chega na playlist, parece que o nível das composições fica ainda mais alto. “Hunt Me to the End of the World” é, inegavelmente. poderosa demais. A bateria de Terrana é um show à parte, aproveito para dizer que ele é um dos bateristas mais injustiçados da história, pois pouco se fala sobre sua incrível técnica e criatividade.

“Bringers Of The Dark” chega a fim de provar que ainda havia mais maravilhas para serem mostradas. Romero acompanha um trecho do solo de Magnus com seus vocais. Esse arranjo vocal + guitarra ficou sensacional, ao passo que o teclado ainda serviu par dar ambientação épica à música.

Parte final

   

“The Other Side” é um Power com pegada mais moderna, porém quando entra a voz de Ronnie, podemos notar que aqueles agudos excessivos se fazem desnecessários, pois ela é suficiente para enfeitar e dar esplendor a tudo.Nessa canção, os solos de Karlsson lembram o estilo de seu famoso compatriota, Malmsteen.

Divulgação / Facebook / Instagram / THE FERRYMEN

Logo depois, “The Last Ship” chega destacando os belos arranjos de teclado. A magnitude de Magnus na execução de todos os seus instrumentos é impressionante, pois, não há um único acorde que não soe à perfeição, nem um único solo que não seja capaz de fazer arrepiar o ouvinte.

Fechando a terceira viagem musical dos “barqueiros”, “The Passenger” e seus riffs intensos. Aliás, Romero encerrou soberano, como era esperado. Sua carreira e sua história são suficientes para mostrar quem ele é, porém ele foi surpreendente nesse full lenght. O veterano baterista Mike Terrana possui o dom de se destacar sem aparentar esforço. Até parece que é fácil tocar bateria como ele. Antes que alguém se engane, não é fácil ser Terrana.

Dedicamos essa masterpiece, portanto, a viciados em Power Metal e AOR. Imperdível e obrigatório.

Nota 9,7

Integrantes:

  • Ronnie Romero (vocal)
  • Magnus Karlsson (guitarra, baixo, teclado)
  • Mike Terrana (bateria)

Faixas:

  • 1.One Word
  • 2.The Last Wave
  • 3.Shut It Out
  • 4.City Of Hate
  • 5.One More River To Cross
  • 6.Morning Star 7.Hunt me To End Of The World
  • 8.Bringers Of The Dark
  • 9.The Other Side
  • 10.The Last Ship
  • 11.The Passenger

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

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