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Resenha: Tankard – “Pavlov’s Dawgs” (2022)

Após cinco anos do último lançamento chamado “One Foot In The Grave”, os mestres cervejeiros germânicos do Thrash estão de volta com uma nova receita sonora para os amantes da cevada original e do Metal. A nova borda branca da caneca recebeu a nomenclatura de “Pavlov’s Dawgs”, sendo um belo nome para se pronunciar durante aquela bebedeira de “responsa” com os amigos e compatriotas. Aproveitando a deixa, os “kings of beer” somam agora ao todo 18 álbuns de estúdio, isso sem contar os outros formatos e sem contar também com o álbum comemorativo, “Best Case Scenario: 25 Years in Beers”, de 2007. O novo caneco cheio de lúpulo e levedura foi lançado no dia 30 de setembro via Reaper Entertainment, marcando mais uma dose bem cheia em favor dos teutônicos. A produção ficou por conta de Martin Buchwalter, enquanto a arte da capa é assinada por Patrick Strogulski, que soube bem explorar a questão envolvendo Pavlov ao retratar os cães na imagem. A nova caneca musical foi gravada no Gernhard Studio, em Troisdorf, Nordrhein-Westfalen (Renânia do Norte-Vestfália), Alemanha. O novo elixir forjado no trigo da boa música, veio para consagrar ainda mais a história dos caras e, portanto, merecem tal prestígio. Resta averiguar se a cerveja é de qualidade ou se foi batizada, se está choca ou é versão sem álcool (vulgo, sem guitarra). Vamos nos embebedar agora mesmo!

Carregando a alcunha de faixa-título, porém de forma singular, “Pavlov’s Dawg” surge em primeiro lugar para guiar o ouvinte para o bar correto, onde estão todos os bravos e destemidos guerreiros, apreciando bebidas qualificadas. A questão referente ao som possuir o nome do disco no singular traz à tona o álbum do compatriota Kreator, “Extreme Aggression” (1989). A diferença é que no caso do Tankard, o nome da canção é escrita no singular e o nome do álbum no plural, enquanto a clássica faixa do Kreator é escrita no plural e o álbum no singular.

   

Dito tudo isso, vamos à bebedeira, digo, à sonzeira dos criadores do Alcoholic Metal!

Tankard 08.05.2022 Session Frankfurt – Doughhouse, germany/Photo by Axel Jusseit

Logo na entrada do boteco germânico temos aquela que gerou a pequena explicação um pouco acima do decorrer do manuscrito. Trata-se de “Pavlov’s Dawg”, faixa-título do disco que traz consigo o tema tradicional e central “tankardiano”: a cerveja. Cheers! A festa da cevada dá a cartada inicial com pleno acerto. Isso até pode indicar algo como “lá vem a melhor faixa do disco”, mas não é bem assim que o enredo musical funciona por aqui. As primeiras notas mostram a calmaria antes da fermentação. O cálculo do teor de sabores é feito pelo contrabaixo de Frank Thorwarth. A partir desse plano a canção toma forma e ganha um ritmo veloz como uma ventania ao percorrer por uma plantação de trigo. O Thrash está presente desde o kit imponente de Olaf Zissel até os vocais “cervejantes” de Gerre. Quando surgem os solos de Andy Gutjahr, estes se fazem presentes de forma cadenciada, mas logo pisam fundo, acelerando a canção. As onomatopeias na letra destacam o bom humor da banda ao compor e quem aprecia uma boa bebida, entende bem cada som característico e relacionado ao momento de refrescância e alegria. O autor alega não ser viciado, mas ao ouvir o barulho da tampa da garrafa sendo aberta, entra em completa hipnose, fazendo-o ficar ébrio gole após gole. E isso se agrava por gostar também de whisky e gin. Ou seja, a alegria está presente quando o copo, caneca ou taça estão cheios. São estes os sinais preditivos para atrair os cães de Pavlov que são ouvidos ao término da trilha.

“Eu ouço o fizz, eu ouço o plopp
E me ocorre, eu sou o filho de Pavlov
Eu ouço o efervescente, começo a babar
E me ocorre, eu sou o tolo de Pavlov”

Na sequência temos algo bastante atual. Seria um novo drink? “Ex-Fluencer” te envolve em uma nova trama com formato diferente, envolvente e condizente com a trama. A abertura lembra por certos momentos o nobre Nuclear Assault com todos os ingredientes da caneca germânica. Os pedais de Olaf Zissel ditam o ritmo mais Heavy Metal oitentista, contando com a presença de riffs cavalares marcantes e um baixo bem presente nas linhas demarcadas pelo tratado de “tomar todas” (parodiando Tordesilhas). Solos muito bem elaborados, indicando um misto de Heavy e Thrash da melhor qualidade. Dedilhados importantes e imponentes se sobressaem junto à canção. “Cliques, suor e lágrimas até um colapso nervoso / Morrendo de fome? Depressões? / Ela foi paga para funcionar de qualquer maneira / Rotina altamente viciante, lutando por reconhecimento / Cliques, suor e equipe até o colapso nervoso” – o influenciador que perde seu status e não consegue mais obter cliques e curtidas a se favor, se coloca em risco de queda, optando por produzir assuntos mentirosos com a nítida intenção de captar mais views e compartilhamentos em menor tempo, lhe rendendo uma bela bagatela frente às redes sociais. O mundo está um caos e você segue alimentando-o. Afinal, você gosta de ser influenciado por falsas notícias e aprendizado inútil. Basta ir com a cara do pseudo informante. Ainda há tempo de acordar e tornar o seu atual guru um ex-fluenciador.

Detalhe para o trecho em que é citada uma sigla:

“A cage of likes and dislikes, FOMO: fear of missing out” – Uma gaiola de curtidas e descurtidas, FOMO: medo de ficar de fora. Ou seja, o receio de não fazer parte da “tchurminha” ou “panelinha” o faz aceitar qualquer porcaria anunciada.

Os lendários bárbaros sempre foram e continuam sendo lembrados como grandes beberrões de seu tempo. Eis que os alemães adotaram a junção entre eles e a cerveja, ocasionando em “Beerbarians”. O som do cabo sendo plugado funciona como uma milimétrica introdução para os primeiros e robustos acordes serem executados com fervor. As linhas de bateria de Olaf Zissel alternam de acordo com as pontes e diferenciais da faixa. O ritmo por vezes fica próximo de sua irmã antecessora, o que resulta em um aprecio da bebida ainda maior. Os vocais de Gerre funcionam como o de um velho guerreiro beberrão em sua taberna preferida, curtindo a sua tankard cheia até a boca. O som mais cadenciado na parte intermediária serve de abertura para os solos de guitarra de Andy Gutjahr roubarem parte da cena, reduzindo a espuma do colarinho com maestria, enquanto as decolagens com velocímetro alcançando maiores números, conservam a temperatura, o sabor e o teor alcoólico do som. “Tivemos as festas que abalaram o mundo inteiro / Tenho festas cervejeiras toda semana / Mulheres bonitas de todas as tribos ao redor / Diversidade genética / Viva a cevada / Para água, fermento e lúpulo / Vá, levante sua caneca, não é a esperteza / Os amantes da cerveja levam o mundo ao topo” – desde a descoberta do fogo, da criação da roda, das autoestradas e aquedutos, os povos foram se empenhando e adquirindo cada vez mais conhecimento. A precariedade trouxe mais astúcia e aprendemos a nos virar. E tudo isso trouxe o desejo de fazer coisas das quais realmente amamos. Sejam festas grandes e convidativas ao mundo todo, sejam momentos mais simplórios, porém regados ao puro suco do malte e lúpulo.

“Beerbarians” Single Cover

Os seguidores de Nietzsche devem ter algum diário escondido embaixo do travesseiro ou até mesmo entre o colchão e o estrado da cama. Não é mesmo? A partir daí podemos notar a presença de “Diary Of A Nihilist” com todo o poder do German Thrash. A faixa começa de forma convidativa ao mosh banhado em cerveja e outras bebidas tão sensacionais quanto. Os riffs explêndidos provocados pelos encordoamentos ultra afiados, acrescentam mais pontos de insanidade ao álbum, demarcando seu território e passando por cima até da placa de endereço do vizinho. Os momentos mais viscerais podem ser associados ao conterrâneo Assassin, tornando o som verdadeiramente de assassinar os corações palpitantes e ávidos por boa “múzga”. O solo desce redondo, macio e reanima qualquer um que ouse experimentar a receita de sucesso com o toque especial germânico. Faixa descomunal e a mais agressiva até aqui. Cortesia dos riffs com amargor na medida certa e o frescor de grandes acordes construídos por Andy Gutjahr. “Atos demoníacos e sofrimento / Toda a esperança perdida para sempre / O inferno veio à terra, mas ninguém dá a mínima para o custo!” – os efeitos colaterais de seguir o niilismo se tornaram brinquedo para os piadistas modernos, sem se preocupar ou saber do que se trata. Muitos se converteram e você pode os encontrar na igreja ou galpão mais próximo da sua região. A conversão só serviu para concentrar os equívocos de uma sofrida e lobotomizada nação. O seu sangue são as águas que correm pelos rios, representando as veias de um organismo vivo. “Veins Of Terra” entrega ao ouvinte uma viagem pelos campos etílicos do elixir da boa vida boêmia. O baterista Olaf Zissel oferece linhas sonoras como uma maria fumaça trafegando de forma incessante com a intenção de chegar até a estação destinada para entregar as bebidas e abastecer a cidade do Metal. A sonoridade com mais barris cheios é mais presa à superfície e revela um plano distinto, servindo outro aperitivo para a tradicional algazarra sonora contida no menu. A alternância coloca em evidência a qualidade do quarteto alemão que demonstra viver grande fase. Os momentos repletos de variações rítmicas se assemelham ao cardápio oferecido pelos ingleses do Evile. Gerre também se sobressai e apresenta linhas vocais excelentemente produtivas à canção ao explanar, cantar, vociferar seus relatos e pensamentos de acordo com o tema. “A existência humana pesa em ouro azul / Demandas futuras aumentarão quando a população crescer / Mudança do clima, extremos climáticos / Seremos todos emigrantes quando não restar nada além da ganância” – conversas de bar levam a assuntos sérios como as preocupações sobre o futuro do planeta. A escassez de água potável cada vez mais intensa, o oxigênio cada vez mais rarefeito, o efeito estufa e tudo o que envolve o plano climático somado ao noticiário que explora o assunto sem dar trégua a ninguém. As veias da terra, secando diante dos seus olhos e abrindo espaço para o calor escaldante, sal e poeira, evidenciando os sinais sem vida nas veias da terra. O território ficando semelhante ao deserto do Saara.

Reaper Entertainment

Passamos da metade do cardápio e a bebedeira prossegue com “Memento”. Notas isoladas de baixo tocadas em sequência por Frank Thorwarth, são apresentadas junto a um leve agudo de guitarra, servindo de introdução para abrir as portas do boteco e chamar todo o bairro para a pancadaria sonora divertida e cheia de bebida. Os acordes de guitarra produzidos por Andy Gutjahr, oferecem um clima de suspense e ao mudarem para um caminho mais denso, apontam para o público indicando que vão acelerar novamente e que virá um breve solo vibrante de fazer tilintar as canecas sozinhas. O destaque dessa vez é para as partes isoladas do baixo de Frank Thorwarth em meio à pancadaria exemplar oferecida pelo competente Tankard. “Não deve esperar até que a vida passe / Queixo para cima! Peito para fora! Continue andando! / Bons velhos tempos, foda-se e adeus!” – por diversos motivos e acontecimentos envolvendo o passado, a pessoa acaba se tornando escrava dela mesma. Quando você passa a questionar sobre tudo e analisar o porquê de seu sofrimento, é quando você se predispõe a mudar o panorama e seguir em frente, recobrando sua sanidade e admitindo que não precisa remoer o que já passou. De volta ao controle, a motivação se faz presente e quem se julgava antes sem esperanças, se mostrará mais vivo e combativo do que nunca.

Antes de pedir a conta temos à mesa os seguintes pratos: “Metal Cash Machine”, “Dark Self Intruder” e “Lockdown Forever”.

   

A primeira das três garrafas sonoras é uma espetacular Dunkel com um teor massacrante de álcool pronto para te derrubar ao primeiro aprecio da cevada. O sinal verde foi dado e metralhadora sonora foi disparada. Siga o mosh insano, perdido nas entranhas da dança alemã de elementos viciantes e cultuados pelos senhores do peso metálico e da lâmina musical cortante. A dupla Andy/Frank entregam toda fúria e técnica abissais e seminais em prol de mais uma canção excepcional. No segundo plano temos a cadência e peso característicos, antecedendo os solos impactantes. Partes da estrutura sonora são semelhantes ao material pertencente ao Testament. Por serem partes, são perceptíveis aos ouvidos mais detalhistas em questão. Quanto ao tema ligado à canção, é uma sátira literal aos consumidores compulsivos, aqueles que consomem produtos e marcas por conta do puro e simples status, ignorando sua saúde e sua importância como ser humano pensante. “Justin e lady BlaBla também compraram nossos produtos / O saco de vômito auto-inflável, chocolate de cerveja, bebida rosa / Lançamos uma nova coleção, stinkers da Diaidas / É por isso que os fãs enlouquecem adorando apenas nós” – o tal do Justin você sabe quem é e a tal lady idem. Certo? A ideia é mostrar que o artista famoso pode lançar qualquer coisa que o ávido fã com memória de peixe morto irá babando sangue comprar. A próxima é uma grandiosa IPA com a acidez passando por uma inspeção assertiva, baseada no dedilhado calmo inicial, e que logo descamba para a cavalaria presa às carroças cheias de barris de carvalho para serem entregues à adega mais headbanger da região. Destaque para os dedilhados de guitarra de Andy Gutjahr, acobertados pelo contrabaixo robusto e energético de Frank Thorwarth. O conjunto de cordas recebe o devido apoio da potente voz de Gerre e das esplêndidas linhas de bateria que contornam toda a caminhada rumo ao abastecimento dos locais para degustação de boas bebidas. “Quem precisa de informações, quem precisa de fatos? / Espalhando boatos, espalhando mentiras / Isso é bom! É fácil! / Por que você simplesmente não polariza?” – é aí que a cegueira toma conta da mente e não percebe o tamanho do precipício que pode estar se sujeitando a cair. Quando a vanglória estiver crescendo, sua consciência estará bloqueada contra a realidade, onde o remorso é para os fracos. O remorso é feito para fracos. A liberdade é o seu Santo Graal, mas você está algemado como um tolo e jamais alcançará sua graça. Esse é o cidadão manipulado de hoje que se acha o maioral sem sequer saber o que acontece à sua volta.

A seguinte é uma magnífica Stout. Mas, o que é isso?! A bateria de Olaf Zissel se transformou numa metralhadora giratória com o poderio de um canhão, tamanho o peso e a timbragem do conjunto. Riffs eletrizantes proferidos por Andy Gutjahr complementam o enredo. A inspiração lírica demonstra o descontentamento total quanto à situação que se iniciou no fatídico ano de 2020. O incandescente e veloz baixo de Frank Thorwarth faz a festa daqueles que apreciam um amargor e um torrão na medida certa. “Primeiro eles nos disseram para saquear os estoques de alimentos / Esteja preparado, um vírus pode vir / Então eles fecharam as cidades e estradas / Sozinho em casa eu notei a diversão” – o Tankard nos conta o lado sarcástico dessa situação ao desfrutar da paralisação mundial. A nova onda é comer pizza todo dia, desfilar de short pela casa sem se preocupar com a taxa cambial, a coleção pessoal de discos de Metal colocando fogo na trilha sonora diária, o baile de máscaras bem na sua cara e totalmente natural, sexo virtual, filme pornô durante o dia, futebol na TV e cerveja gelada sempre. Esse é o lado bom de enxergar as coisas. Além de saquear o mercado como se fosse o último dia do planeta. Até que acabe a renda…

A saideira acontece sob a trilha de On The Day I Die, faixa esta que inicia a útima etapa de forma vagarosa, aproveitando bem o backing vocal para exercer o contraponto ideal para a voz principal de Gerre. A sonoridade amplia o desejo pelo vento batendo na cara através dos acordes seguintes. Os diferenciais agudos trazem o clima de despedida do álbum e mantém a última garrafa gelada e conservada para o bom aprecio de uma ótima Red Ale, regada a mais um excelente e comovente solo, que combina perfeitamente com o tom de final de disco que a música oferece. O que aconteceria se o seu médico te dissesse que estás prestes morrer? 24 horas são o seu tempo restante respirando. O Tarkard traz algumas soluções que podem coincidir com muitas ideias de mentes pensantes por aí afora: saltos de para-quedas, escala ao Everest, depilação com cera em câmera lenta e boquetes em abundância de rainhas jacaré. Gostou da ideia? Calma que tem mais: acerto de contas com professores odiados por você na escola, um passeio em foguete com destino até a Lua e até mesmo um surfe no calor de um vulcão. E aí? Pronto para festejar seu último dia nesse plano astral? Lembre-se desse cardápio especial quando chegada a hora.

Grande performance dos donos do botequim que enriqueceram o seu estoque de cevada sonora! Frankfurt está em festa!

Observações e curiosidades alcóolicas:

Ainda em 2022, mais precisamente no dia 1 de outubro, a banda da caneca cheia de grandes sabores lançou o segundo álbum comemorativo, “Alcoholic Metal 40 Years In Thrash – Extended Version”, sendo mais um compilação em favor dos beberrões.

É sabido por muitos, porém nem todos, que o Tankard honra o álcool e a cerveja em suas músicas desde 1986. Os apreciadores do elixir dourado e seus pares são patronos do chamado “Alcoholic Metal”. Em homenagem ao personagem folclórico Gambrinus, são considerados os “Kings Of Beer”.

Falando em Gambrinus, esse personagem possui duas situações a serem mencionadas:

A primeira é que Gambrinus é um lendário rei do povo de Flandres e o patrono não-oficial da cerveja, que possuía habilidades incríveis para produzi-la. A inspiração para tal parece ter sido real, já que o caso derivou de João, Duque da Borgonha, que alguns dizem ter sido o primeiro a produzir cerveja usando malte e lúpulo. Entretanto, como toda boa lenda, se confunde com outras histórias e, às vezes, Gambrinus aparece como cavaleiro medieval, ou um simples velhinho beberrão. Isso me fez lembrar de Chin Gentsai, icônico personagem da série de jogos de luta The King Of Fighters, embora este não beba cerveja, mas também é um velhinho beberrão.

A segunda situação é que Gambrinus vem a ser o nome da marca de uma das cervejas tchecas tipo Pilsen mais conhecidas do mundo. A linha pertence à Pilsner Urquell, umas das marcas mais saborosas com toda certeza. Já experimentou? Aproveite ao som do Tankard!

Sobre Pavlov e seus cães:

   

Ivan Petrovich Pavlov foi um fisiologista russo que ficou mais conhecido pelos seus estudos sobre os estímulos do sistema digestivo dos animais, embora tenha realmente entrado para a história por sua pesquisa em um campo que se apresentou a ele quase que por acaso: o papel do condicionamento na psicologia do comportamento.

Na década de 1920, ao estudar a produção de saliva em cães expostos a diversos tipos de estímulos palatares, Pavlov percebeu que com o tempo a salivação passava a ocorrer diante de situações e estímulos que anteriormente não causavam tal comportamento (como por exemplo o som dos passos de seu assistente ou a apresentação da tigela de alimento). Curioso, realizou experimentos em situações controladas de laboratório e, com base nessas observações, teorizou e enunciou o mecanismo do condicionamento clássico. A descoberta resumida trata referente aos acontecimentos que revelam uma ideia do que se fazer ou desejar de acordo com o que é visto ou sentido pelo animal. Parecido com a ideia de memória fotográfica, é como você passar por um bar e te dar vontade de tomar uma gelada, ou sentir o cheiro de café sendo preparado e te dar vontade de tomar um café quentinho feito na hora. Basicamente, são estímulos ligados a determinadas situações que podem te fazer desejar algo relacionado ao que foi visto e/ou sentido.

É como ouvir “Pavlov’s Dawgs” e automaticamente te dar vontade de tomar uma genuína Urquell.

“Memento of a breakdown won’t let it spoil my future plans
A tidal wave of changes will wash away my obvious trance
No sentimental sad frown cause I ain’t dead, long lost or gone
Momento of a breakdown, a faithful heart has already won
Has already won, has already won”

Nota: 8,9

Integrantes:

  • Gerre (vocal)
  • Andy Gutjahr (guitarra)
  • Frank Thorwarth (baixo)
  • Olaf Zissel (bateria)

Faixas:

1. Pavlov’s Dawg
2. Ex-Fluencer
3. Beerbarians
4. Diary Of A Nihilist
5. Veins Of Terra
6. Memento
7. Metal Cash Machine
8. Dark Self Intruder
9. Lockdown Forever
10. On The Day I Die

Redigido por Stephan Giuliano

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