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Resenha: Sweet Oblivion – “Relentless” (2021)

Gravadora: Frontiers Records

Dois anos após o lançamento do excelente álbum de estreia, o Sweet Oblivion, quinteto liderado pelo guitarrista Aldo Lonobile (Secret Sphere, Edge Of Forever, Death SS, Archon Angel, etc) está de volta com mais um disco de inéditas.

   

Após mudanças no line up que felizmente não atingiram os vocais, a banda lançou em abril deste ano o ótimo “Relentless”, segundo e aguardado registro.

Trazendo em sua formação o guitarrista Aldo Lonobile e o vocalista Geoff Tate (ex, Queensrÿche), o disco marca a estreia dos novatos, Luigi Andreone (baixo), Michele Sanna (bateria) e Antonio Agate (teclados).

O novo trabalho apresenta 10 faixas inéditas divididas em pouco mais de 40 minutos de duração e repete a fórmula usada no disco anterior, porém, sem aquela sensação de “xerox autenticada” do Queensryche, presente no debut. Não que isso soe negativo ou que seja ruim. Ao contrário, o que ouvimos em “Sweet Oblivion” (o disco) foi uma cópia muito bem feita da melhor fase do quinteto americano.

No entanto, se a proposta é ser uma banda e não apenas um projeto, é importante que criem uma identidade musical própria para que não sejam vistos como mero “cover”.

Pensando nisso, o novo trabalho se distancia um pouco do que ouvimos no debut e aqui o quinteto traz a sonoridade de grupos como Fates Warning, Poverty’s No Crime, Magnitude 9, Balance Of Power, Evergrey e um pouco de Queenrÿche (por motivos óbvios).

É bem provável que duas perguntas pairem sobre sua cabeça nesse momento:

1-Geoff Tate conseguiu repetir o feito do disco anterior?

2- O novo trabalho superou o álbum de estreia?

Vamos descobrir isso, juntos. Venha comigo.

As boas vindas ficam por conta de “Once Again Once Sin”, faixa de abertura que com seu clima denso e linhas de teclados que lembram “Soulburn” do Masterplan. De cara, é notório que a banda está soando mais pesada, mostrando um lado mais “Heavy” e isso talvez se deva aos riffs e as bases de guitarras, aliadas as linhas de contra baixo que aqui soam mais trabalhadas e mais evidentes, resultando em uma excelente faixa de abertura.

Os teclados iniciais de “Strong Pressure” nos remetem aos grupos Savatage, Circle II Circle, Archon Angel e Queensrÿche. Claro que numa escala pequena de comparações já que a música segue a mesma trilha de sua antecessora, soando mais pesada em toda sua estrutura. Destaque para as linhas (belíssimas) de teclados, sob a responsabilidade do novato Antonio Agate, bem como as linhas de contra baixo conduzidas de forma brilhante pelo também novato, Luigi Andreone.

Os segundos iniciais de “Let It Be” nos dão a impressão de que ouviremos a seguir, Savatage ou Circle II Circle. Estas impressoões logo se dispersam e com andamentos mais lentos e sonoridade mais cadenciada, temos aqui uma música com linhas pesadas, riffs encorpados e os vocais de Tate subindo o tom em dado momento, atingindo aqueles tons agudos que lhe são característicos.

Destaques para Luigi Andreone e suas linhas pesadas de baixo, trazendo á mente os grandiosos “Operation Mindcrime” e “Empire”, dois trabalhos esplendorosos (e obrigatórios) do Queensrÿche da era Tate.

“Another Change” chega chutando a porta com suas melodias incríveis e mais uma vez os trabalhos (geniais) de guitarras e baixo são o grande diferencial por aqui. E sim, finalmente temos uma das composições que mais se assemelham a ex banda de Tate, embora suas harmonias flertem com o Hard Rock e também com o Fates Warning da fase “Perfect Symmetry”. Destaques para as guitarras de Aldo Lonobile, responsável por nos oferecer um solo espetacular. Provavelmente um dos mais belos em todo o disco.

Como um soco no estômago, “Wake Up Call” invade nossos ouvidos e numa junção perfeita de peso e melodias, somos conduzidos pela voz absurda (musicalmente falando) de Mr. Geoff Tate. Talvez tenhamos aqui uma das canções onde o Hard Rock se encontra com o Prog Metal, resultando em uma música espetacular nos moldes do que fazem atualmente os australianos do Vanishing Point, os holandeses do Knight Area e os ingleses do Threshold.

“Remember Me” é talvez a música mais simples do disco e particularmente não me chamou a atenção. Apesar de sua levada com violões acústicos e os vocais de Geoff Tate sobrepostos de forma brilhante, faltam melodias e sobra chatice. Talvez, tenhamos aqui uma música pobre em atrativos, composta para aquelas bandas mequetrefes, as quais o vocalista tenta/tentou emplacar, após sua demissão do Queensrÿche.

Traduzindo: “Picolé de Chuchu”.

Após o chute nas canelas, é hora de se envolver musicalmente com “Anybody Out There”, excelente faixa que tem a missão de fazer com que nos esqueçamos do que acabamos de ouvir. Com guitarras que nos fazem mergulhar nas melodias de “Eyes Of Stranger” do álbum “Empire”, encontramos nela um dos melhores momentos do disco onde Tate dá as cartas e mostra que ainda possui uma das mais belas vozes do Rock/Heavy. O lado negativo fica para o solo de guitarra que deveria ser mais elaborado ou talvez um pouco mais “melodioso”, já que sua construção parece destoar das melodias principais no decorrer da canção. No geral, mais um grande momento do disco.

   

Em um momento “Vamos tentar agradar?”, eis que mergulhamos nas melodias de “Aria”, faixa composta na língua mãe do “Capo”(leia-se, Patrão) Lonobile e ao final a pergunta que fica é a seguinte: Havia mesmo a necessidade de uma música em italiano?

Tão importante quanto retrovisor em avião, a coisa soa totalmente desconexa e desnecessária ao ponto de você travar uma batalha contra seus dedos que insistem em querer apertar a tecla “Avançar” do seu aparelho de som. Neste momento chegamos à seguinte conclusão: Quatro minutos e quarenta e oito segundos demoram uma eternidade pra passar e podem se tornar um grande pesadelo em nossas vidas. (Pelo amor de Deus, vamos para a próxima?).

Após judiar de nossos pobres tímpanos é hora de apostar as fichas em “I’ll Be The One”, uma baladinha com violões acústicos e aquela certeza de que tudo voltará ao normal. Certo? Errado! Parece que a intenção aqui é torturar o ouvinte na reta final do disco. Ok, comparado a sua antecessora podemos dizer a banda deu uma guinada e melhorou um pouco, porém, a coisa é cafona e maçante que bate aquele sono incontrolável após a última nota. Ao final uma certeza: Não use a tecla Repeat.

Encerrando o disco, temos “Fly Angel Fly”, faixa que parece fazer uma conexão com “Once Again Once Sin” música de abertura do CD, visto que as linhas de teclados são similares, causando ao ouvinte a sensação de Déjà-Vu. Trazendo a mesma fórmula e praticamente a mesma melodia das outras canções, nos deparamos com uma música “mediana” que honestamente não tem lá um grande nível de empolgação. Ruim? Não, de forma alguma! Porém, longe de figurar na lista de melhores cuja impressão é que colocamos o maçante “Promised Land” pra rolar.

Ouvindo os dois trabalhos do Sweet Oblivion, posso dizer que há uma distância musical entre ambos. Ouso dizer que “Relentless” se divide em dois momentos distintos.

No primeiro momento, um disco excepcional contendo canções empolgantes que conseguem prender a atenção do ouvinte.

No outro, a impressão que Geoff Tate cansou das gravações em dado momento e talvez por isso algumas músicas soem superficiais.

Apesar das mudanças em seu line up, a banda conseguiu manter a qualidade musical apresentada no debut e sem exceções, os novos contratados desempenharam muito bem suas respectivas funções de baixista, baterista e tecladista.

Em resposta às perguntas no início desta resenha:

1-Sim! Geoff Tate ainda consegue impressionar com sua voz e continua sendo uma das vozes mais belas do Heavy/Rock (fato).

2-Não! Musicalmente “Relentless” está aquém do debut e peca na falta de melodias em algumas faixas, tornando-se maçante em seus momentos finais.

Em resumo: Um disco que agrada até certo ponto e decepciona a partir de outro. Ouça e tire suas próprias conclusões.

Nota: 8

Integrantes:

  • Aldo Lonobile (guitarra)
  • Geoff Tate (vocal)
  • Luigi Andreone (baixo)
  • Michele Sanna (bateria)
  • Antonio Agate (teclado)

Faixas:

  • 01.Once Again One Sin
  • 02.Strong Pressure
  • 03.Let It Be
  • 04.Another Change
  • 05.Wake Up Call
  • 06.Remember Me
  • 07-Anybody Out There
  • 08.Aria
  • 09.I’ll Be The One
  • 10.Fly Angel Fly

Redigido por: Geovani Vieira

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