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Resenha: Swarm Chain – “Looming Darkness” (2022)

Fundado em 2020, na cidade de Piacenza, na Itália, o quinteto de Epic Doom Metal, Swarm Chain, lançou no último dia 25 de fevereiro, pelo selo Punishment18 Records, seu debut, “Looming Darkness”.

   

Todos nós sabemos muito bem que o Doom tem duas faces, dois subgêneros dentro de um subgênero, um dedicado às melodias vocais, o qual chamamos de Epic Doom Metal e outro, que surfa na onda do Metal extremo e é chamado Death/Doom Metal. Entre os amantes, há aqueles que curtem os dois e aqueles que preferem um ou outro. O instrumental do Swarm Chain caracteriza o que conhecemos como Epic Doom, assim como a voz de Paolo Veluti, o qual também é o baixista, porém, concomitantemente, temos a voz gutural de Emanuele Cirilli dando um excelente tempero extremo nas canções, trabalhando em conjunto com Paolo, proporcionando uma sonoridade própria e única, a qual vale à pena ser apreciada pelos fãs da fatia mais lenta do Heavy Metal.

SWARM CHAIN / Divulgação / Facebook

A dupla de guitarristas formada por Riccardo Tonoli e Daniele Mandelli desenvolve riffs e solos melódicos que qualidade inquestionável. O trabalho dos dois beira a perfeição. A cozinha do baterista Daniele Valseriati e o baixo de Veluti constrói a atmosfera precisa para essa sonoridade sombria desenvolvida pelo Swarm Chain.

Vamos às canções?

HUNTERS:


A faixa de abertura poderia ser um resumo de tudo o que fora descrito nos parágrafos anteriores. Aqui o ouvinte vai ser deparar com um Doom Metal que remete a escola sueca com o acréscimo dos guturais providencialmente executados por Emanuele Cirilli. Uma ótima maneira de iniciar o registro.

WORMS:

Essa segunda canção, que também foi o segundo single liberado, mantém a fórmula de sua antecessora, porém, aqui também pode ser sentida uma referência no Doom Metal americano 80’s. Uma mistura entre Trouble, Candlemass e Paradise Lost? Sim, isso mesmo, haveria uma mescla mais surpreendente que essa? Acredito que não, por isso estou ouvindo o álbum de Doom que mais me agradou em 2022. Nos anos anteriores, me emocionei com Wheel, Hooded Menace, Wolftooth e Sorcerer e creio que, de agora em diante, Swarm Chain possa fazer parte dessa refinada seleção.

WITCH OF THE WOOD:

Essa música foi a responsável por animar ainda mais minha audição. Ela tem tudo aquilo que já fora mencionado, somado a semelhança com Black Sabbath e um deleitoso toque de modernidade, o qual pode ter sido dado pela produção, mas não fui capaz de bater o martelo. Embora tenham sido citadas várias referências de escolas e bandas, a sonoridade do Swarm Chain não abre mão de sua assinatura própria em nenhum segundo de seu trabalho. “Witch Of The Wood” tem mais duas citações a serem feitas:

  • a) Ela tem o meu solo de guitarra preferido
  • b) Valseriati trabalha muito bem os bumbos duplos.

LOOMING DARKNESS:

A faixa que intitula o debut segue um caminha contrário das demais. Ela é ainda mais lenta e soturna, buscando em seu princípio uma linha mais Death/Doom, pois Cirilli inicia cantando solo. A cada nova canção é possível observar que estamos diante de um trabalho completo e complexo. Aos 4 minutos, a cara da música muda e o vocal de Veluti entra dando a “Looming Darkness” um ar épico e cheio de feeling. O solo de guitarra, que vem a seguir , auxilia nesse resultado final fabuloso.

Impressionante!

CODEX GIGAS:

Aqui está o primeiro single da carreira do quinteto de Piacenza. Posso afirmar categoricamente que o nascimento oficial do Swarm Chain servira como adequada preparação para o que viria posteriormente. Os trabalhos vocais são ainda superiores aos encontrados nas demais canções, há muito além daqueles dois tipos de vozes oferecidas por Cirillli e Veluti. Os dois me deixaram boquiaberto, principalmente, Veluti, pois demonstrou ter um potencial enorme. Eu não poderia deixar de citar, mas Cirilli faz vários tipos de gutural.

ALMOST NOTHING:

A canção que encerra o primeiro full lenght desses talentosos italianos não poderia ter menos força que o restante, não seria justo, e, realmente, ela cumpriu muito bem o seu papel e a altíssima qualidade musical se manteve. “Quase Nada” que é o que “Almost Nothing” significa em português é o tempo que cada audição desse disco parece durar, tal é o grau de prazer que ela oferece. Aqui temos Doom Metal tocado de forma sublime e com a alma de cada músico fluindo em cada uma das seis músicas aqui presentes.

SWARM CHAIN / Divulgação / Facebook

CONCLUSÃO:

O Metal italiano sempre me agrada. Em 2022, isso não mudou, ouvi vários álbuns interessantes e até resenhei dois deles aqui, Reapter e Septem, os quais estão entre os meus favoritos. Porém, confesso que Swarm Chain conseguiu ficar no topo da minha lista de Doom Metal e dificilmente sairá dessa posição.

Congratulazioni, Swarm Chain, per l’ottimo album di debutto.

Nota 9,3

Integrantes:

  • Riccardo Tonoli (guitarra)
  • Emanuele Cirilli (vocal gutural)
  • Daniele Mandelli (guitarra)
  • Paolo Veluti (vocal limpo e baixo)
  • Daniele Valseriati (bateria)

Faixas:

  • 1.Hunters
  • 2.Worms
  • 3.Witch Of The Wood
  • 4.Looming Darkness
  • 5.Codex Gigas
  • 6.Almost Nothing
   

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

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