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Resenha: Mezzrow – “Summon Thy Demons” (2023)

“Summon Thy Demons” é o segundo full lenght da banda sueca de Thrash Metal, Mezzrow.

   

Ei, você, imagine-se dentro de determinada situação. Junto com seus amigos, em 1987, em pleno auge do Thrash Metal, vocês se enfiam nessa onda, montando uma banda.

Após duas demos, “Frozen Soul” e “The Cross Of Tormention”, lançam, enfim, em 1990, seu primeiro full lenght, “Then Came The Killing”.

A partir desse referido ano (1990), o Thrash Metal perde e muito o seu espaço. Em 1993, resolvem encerrar o grupo.

O início nos anos 80

Esse é um minúsculo resumo da primeira parte da história do Mezzrow, quinteto formado em Nyköping/Södermanland na Suécia, em 1987 , pelos irmãos Zebba Karlsson e Steffe Karlsson. Além de Staffe Karlsson, que certamente tem algum grau de parentesco com os dois irmãos, mas não consegui confirmar qual é. Completando o line-up, havia Nicke Andersson no baixo, o qual foi posteriormente substituído por Conny Welén, e Uffe Pettersson no vocal.

Em 2018, o câncer leva Staffe Karlsson

Em 2018, falece Staffe Karlsson, vítima de câncer aos 48 anos. Se você houvesse tocado no Mezzrow, o que pensaria no ano de 2021? Que a banda era somente história arquivada?

Bom, creio que a grande maioria de nós iria pensar que jamais ocorreria retorno, porém, os dois membros remanescentes do debut “Then Came The Killing”, o vocalista Uffe Petersson e o baixista Conny Welén decidiram que essa história deveria recomeçar.

Foi então, que juntamente com a nova dupla de guitarristas, Magnus Söderman e Ronnie Björnström, e baterista, Jon Skäre, que no dia 21 de abril de 2023, faltando quase uma mês para completar 33 anos de hiato, finalmente, saiu o segundo full lenght do Mezzrow, “Summon Thy Demons”, pelo selo Fireflash Records.

MEZZROW / nem line-up / Divulgação / Facebook

Assim que tive a oportunidade de fazer a audição do mais novo registro do Mezzrow, da mesma forma, fui pesquisar a história da banda e levantei todas as informações descritas acima, mais do que isso, fui ouvir o seu álbum de estreia para checar o que mudou, ou não, nessas mais de três décadas de espera. Contudo, posso afirmar com segurança que não houve muitas alterações

“Then Came The Killing” me pareceu bastante influenciado em Dark Angel com uma pitada de Thrash teutônico, ou seja, o mais agressivo possível para o subgênero na época. Sobre “Summon Thy Demons”, falarei a partir do próximo parágrafo.

MEZZROW / Reprodução / Facebook


“King Of The Void”

Já na abertura com “King Of The Void”, pude notar que há outras referências atualmente na sonoridade do Mezzrow, além daquelas antigas , as quais já mencionei.

   

Senti algo de Testament nas composições, além de alguns pequenos toques de modernidade em sua música que permanece com os pés cravados na velha escola de Thrash Metal.

“Through the Eyes of the Ancient Gods” é um pouco mais acelerada que sua antecessora, além de ter refrãos ainda mais convidativos. Os solos de guitarra e os riffs me agradam demais, assim como o trabalho do baterista Skäre. Pettersson e Welén, que igualmente me agradaram no debut, não pararam no tempo e estão bem mais sofisticados dentro do que o Thrash demanda e permite.

A faixa título é a obra de arte dentro do registro. A sua produção é diferenciada e seus elementos reúnem, ao mesmo tempo, tudo o que de melhor o subgênero Metal Pancadaria pode nos oferecer. Peso, agressividade, quebradas insanas de bateria, melodias nos solos de guitarra e brutalidade nos riffs, além de uma interpretação perfeita de Uffe. Segue a letra para se possa ter uma ideia melhor da grandiosidade da faixa:

“Summon Thy Demons”

“Frio interno, ossos arrepiantes / Ouvindo as vozes de dentro de sua cabeça / A loucura reina, as sombras dançam / Louvando o reino dos mortos / MORTE, Inércia, depressão, em você / Convoque seus demônios / Adorando deuses de baixo / Convoque seus demônios / Curve-se aos salvadores das chamas / Medo do desconhecido, os deuses riram e mentiram / Cínico, inquieto, hediondo / Explorando o além, dentro do vazio eterno escuro / Obscuro, mistificado, condenado / No meio, das trevas / Afogando o infinito de sua alma / Profundidades maravilhosas, as estrelas estão certas / Saudando os grandes de antigamente / MORTE, Inércia, Depressão, em você / Convoque seus demônios / Adorando deuses de baixo / Convoque seus demônios / Curve-se aos salvadores das chamas / Convoque seus demônios / Adorando deuses de baixo / Convoque seus demônios / Louvando o reino dos mortos”

“What Is Dead May Never Die”

Logo após sobreviver ao ataque de “Summon Thy Demons”, “What Is Dead May Never Die”, a qual mescla uma pitada Speed Metal, chega com mais solos de guitarra lindos e grudentos na alma.

O riff de “De Mysteriis Inmortui”, uma canção que fala de zumbis, lembra os momentos clássicos do Metallica. A cada faixa, a dupla de guitarristas sobe em meu conceito.

“Beneath of Sea of Silence” tem uma pegada “Suicidal Angels”, pelo menos é isso que eu sinto. Quem conhece Suicidal Angels sabe o que escutará aqui.

“On Earth As In Hell”, “Assim na Terra como no Inferno”, talvez um trocadilho com a expressão cristã “Assim na Terra como no Céu”, quanto à canção, rápida e convincente.

MEZZROW / Photo by: KLAUS HELLMERICH / soundpics.de

Trinca final do “Summon The Demons”!

“Blackness Fell Upon the World” começa com um dedilhado de violão, o que a torna ímpar no track list. Eis a composição com mais mudanças rítmicas do disco e que talvez provavelmente, pela sua pegada, faça com que os TROOZAUMS lhe torçam o nariz. Tomara que sim! Pois, eu adorei.

Bem old school, “Dark Spirit Rising” começa a preparar o ouvinte para a clausura do disco. Foi bom ouvir os dois full lenghts e ver o quanto a sonoridade cresceu nesses 33 anos, sem que o espírito do Mezzrow fosse ferido, entretanto. Como resultado disso, o Thrash Metal não estava me atraindo muito em 2023, mas esse trabalho realmente me trouxe de volta a ele.

MEZZROW / Reprodução / Facebook

“The End of Everything”

Assim como o título parece sugerir, “The End of Everything” é a canção que encerra o “Summon Thy Demons”. Aqui, aliás, temos outra composição ímpar do disco pela maneira com as quais gravaram os vocais do refrão. Porém, eu não conseguiria descrever de forma adequada, acho que só ouvindo para perceber, contudo, é um excelente tema para finalizar o full lenght, que manteve o nível alto do primeiro ao derradeiro acorde.

“Toque frio da morte
Dentro da minha tumba
Buscando a vida além do céu meu eu interior drenado de vida
E das cinzas, eu vou ressurgir
Alcançei os limites eu me ajoelho e me curvo ao reino do crepúsculo
Eu bem-vindo agora ao fim de tudo
Este é o fim de tudo”

   

Temos aqui duas coisas belas: tanto um belo disco, quanto uma bela história. Esperamos somente que o terceiro álbum do Mezzrow não venha daqui a 33 anos, já que muitos de nós não estaremos vivos até lá.

Espero que retomem a carreira e nos brindem com outros bons lançamentos e sem tardar tanto, dessa vez.

Grattis till den vunna striden, Mezzzrow!

Nota: 9,0

Integrantes:

  • Uffe Pettersson (vocal)
  • Conny Welén (baixo)
  • Jon Skäre (bateria)
  • Magnus Söderman (guitarra)
  • Ronnie Björnström (guitarra)

Faixas:

  • 1.King of the Infinite Void
  • 2.Through the Eyes of the Ancient Gods
  • 3.Summon Thy Demons
  • 4.What Is Dead May Never Die
  • 5.De Mysteriis Inmortui
  • 6.Beneath of Sea of Silence
  • 7.On Earth As In Hell
  • 8.Blackness Fell Upon the World
  • 9.Dark Spirit Rising
  • 10.The End of Everything

Redigido por: Cristiano “Big Head” Ruiz

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