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Resenha: Metallica – “72 Seasons” (2023)

E lá vamos nós (de novo)!

É impressionante como o Metallica atrai todas as atenções para si, principalmente, quando se trata de um lançamento como este. Além da sua fiel base de fãs, praticamente, todos os roqueiros e headbangers, minimamente antenados com o andamento da atual cena Metal, correram para fazer a audição do novo registro de estúdio e passaram a comentar o quão bom (ou ruim) está o trabalho do quarteto norte americano em pleno 2023.

   

Há muito tempo, o Metallica se tornou uma força da natureza de tamanho inimaginável e usa sem medir esforços toda sua estrutura como uma eficiente ferramenta de cooptação. A máquina de marketing é devastadora e fisga até mesmo aqueles que se propõem a simplesmente odiar. Ninguém neste universo da música pesada passa impune ao “trator metallico” e foi exatamente isso que aconteceu no último dia 14 de abril, data em que “72 Seasons”, décimo segundo full-lenght da discografia da banda, chegou às lojas de todo mundo.

Com 4 singles préviamente disponibilizados (“Lux AEterna”, “Screaming Suicide”, “If Darkness Had A Son” e “72 Seasons”), as discussões já se encontravam devidamente aquecidas nos fóruns, grupos privados, redes sociais e rodas de amigos, mas com a chegada real do disco e o descobrimento das demais composições foi que tivemos um entendimento melhor do que seria de fato este novo álbum para a muito bem sucedida carreira do Metallica.

Particularmente, não quisemos correr e escrever esta análise logo que o trabalho foi lançado. Entendemos que uma obra como esta não deve receber uma resenha feita às pressas e no calor do momento, ao invés disso, deve ser redigida com certo cuidado, após diversas audições atentas e com um maior grau de entendimento sobre todos os aspectos da produção.

Depois de explicados os motivos pelos quais esperamos alguns dias para apresentar nossa argumentação sobre “72 Seasons”, sem mais delongas, vamos aos nossos apontamentos.

APÓS 168 ESTAÇÕES, A VARIAÇÃO CLIMÁTICA DO METALLICA AINDA CAUSA SURPRESA

Se você colocou “72 Seasons” para tocar pensando em obras como “Ride The Lighting”, “Master Of Puppets” ou “Kill ‘Em All” e ainda por cima esperou de alguma forma que a banda soasse como nesses clássicos, faça um favor a si mesmo, recomece todo o processo de audição novamente, mas desta vez faça da forma correta.

Desde 1989, o Metallica não aposta em um disco essencialmente Thrash Metal e não faz isso justamente por que esta não é uma sonoridade que representa a musicalidade da banda por completo. Talvez seja difícil que alguns fãs mais nostálgicos e saudosistas, que viram o Metallica surgir e ditar parâmetros de todo um subgênero dentro do Metal, possam compreender que a capacidade criativa do grupo vai muito além disto e transcende até mesmo o próprio Heavy Metal. Durante os mais de 40 anos em que o Metallica está na estrada, presenciamos uma montanha russa de experimentações musicais que vai do Heavy ao Thrash, do Speed ao Groove, do alternativo aos mega-hits radiofônicos e, obviamente, das belas e calmas canções até o apocalipse sonoro, simples e caótico. Está tudo registrado e cada disco é uma chance de conhecer uma das muitas faces da banda.

reprodução

Para o headbanger, é muito difícil não associar o Metallica ao Thrash. Talvez até mesmo para a banda isto seja difícil. Mas é bom que se diga, o estilo está presente no disco, só que de forma apenas homeopática, assim como diversos outros elementos que igualmente fazem parte da história musical da banda.

Podemos afirmar que “72 Seasons“, à partir de sua temática, traz um apanhado de absolutamente tudo que o quarteto um dia já fez. Isto pode ser um alívio para alguns e um tormento para outros, mas foi o que James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Robert Trujillo decidiram nos trazer nesta nova empreitada.

UMA VIAGEM AOS CONFINS DE JAMES HETFIELD

Se pensarmos na trajetória do Metallica, chegaremos a constatação que em momentos distintos, um integrante ou outro demonstrou doses elevadas de brilhantismo e se destacou perante os demais. Ao mesmo tempo, outros passavam por momentos conturbados e, em muitas ocasiões, se perderam dentro de suas próprias limitações para depois ressurgirem melhores e renovados tempos depois. Podemos afirmar que esta espécie de roda gigante continua girando e nos trazendo novos aspectos sobre o desenvolvimento individual de cada integrante da banda.

As tais “72 Estações” mencionadas no título e na temática do disco representam os primeiros 18 anos da vida de uma pessoa. Segundo o vocalista James Hetfield, “a maior parte das experiências na vida adulta são reencenações ou reações a experiências dos primeiros 18 anos de vida” e, nitidamente, todas as canções nos fazem mergulhar de cabeça nas dúvidas, medos, angústias, traumas, realizações, méritos e problemas, que se fundem e revelam as imperfeições e lutas pessoais do guitarrista e vocalista.

   

James, como muitas pessoas comuns, teve uma infância difícil e problemática, enfrentando diversas adversidades que, entre outras coisas, geraram consequências. Muitas dessas experiências vividas na infância e adolescência não apenas ajudaram a moldar seu caráter, como influenciaram ações tomadas na vida adulta gerarando crises graves de relacionamento e conduta. Tudo isto é muito bem documentado e qualquer fã mais assíduo conhece a fundo todas estas nuances.

Photo: Lev Radin/UPI 

Muito cedo, o músico lidou com o divórcio dos pais e depois com a morte de sua mãe. O Metallica foi a fuga perfeita e a chance para alcançar seus sonhos mais distantes, mas com o sucesso veio a vida na estrada e, principalmente, com a fama, James não foi capaz de lidar tão bem quanto pensou que faria. Na posição de rockstar, se tornou dependente do álcool e precisou de muitos anos para aprender a lidar melhor com toda essa avalanche de acontecimentos. Muitas internações e reabilitações foram necessárias e, na última, em 2019, o tema foi tratado de forma muito aberto e sincero por parte do músico e da banda. Por conta disso tudo, podemos afirmar categoricamente que “72 Seasons” é um disco de James e sobre James, que nos faz viajar aos confins de suas experiências pessoais de forma crua e visceral. Ao longo das 12 canções que compõem o tracklist, somos tragados por relatos, revelações, crenças, desilusões e pensamentos (muitas vezes) esperançosos sobre o futuro. As músicas trazem a tona todas as dificuldades da persona James Hetfield com relação ao mundo, mas também representam uma visão otimista sobre se livrar de sua própria escuridão e exorcisar seus demônios. Sem dúvida alguma, falamos de uma obra brutal no sentido de exposição e honestidade.

Photo: Simen Grytøyr / VG

Voltando ao ponto em que falávamos sobre a roda gigante criativa em que os integrantes do Metallica se encontram, se temos um James Hetfield absolutamente ativo e comprometido com todos os pontos relacionados ao disco, é impossível não mencionar o simplismo exagerado de Kirk Hammett. O guitarrista vem sendo criticado há tempos por sua falta de criatividade e em “72 Seasons” reaparece novamente soando ainda mais apático. Não seria exagero dizer que a palavra “desinteressado” me parece correta em alguns momentos. A performance minimalista de Kirk principalmente se pensarmos na parte dos solos refletem um momento de completa estagnação vivida pelo músico. Ok, ele não compromete o resultado final do registro de maneira muito explícita, mas com diversas audições, nós invariavelmente vamos notar que, se caso Kirk tivesse se empenhado mais em criar aquelas melodias maravilhosas que são marca registrada do guitarrista, teríamos um álbum muito mais exuberante, técnico e marcante. Em diversos trechos, você sente que está tudo fluindo muito bem e então você espera aquele riff ou aquele solo diferente, com aquelas melodias e harmonias que fizeram parte de toda a história da banda, mas o que vem são apenas improvisações ou repetições absolutamente previsíveis.

Reprodução/Divulgação

Por outro lado, se Kirk atua neste disco como uma espécie de coadjuvante de luxo, o baterista Lars Ulrich não. Ao mencionar a performance técnica de Lars, chegamos a conclusão que a roda gigante rodou novamente (desta vez para o bem) e trouxe o Lars dos velhos tempos de volta ao front de batalha. É impossível não destacar o êxito do baterista no decorrer da audição de “72 Seasons”, seu protagonismo é uma das maiores surpresas do trabalho. É verdade que no registro anterior ele já tinha soado cirúrgico e muito acima das expectativas, mas no novo álbum temos a verdadeira ressurreição de um músico que já foi extremamente criticado por, em algum ponto de sua carreira, ter se tornado “preguiçoso” e “simplista demais”. Alguma semelhança com o que se passa com Kirk atualmente? O lado bom disso tudo é que analisando os opostos em que se encontram Lars Ulrich e Kirk Hammett hoje, podemos apostar que Kirk pode conseguir sua redenção em breve. Mais do que isso, ele tem um bom espelho ao seu lado. Bem, é o que esperamos.

Reprodução/Divulgação

Por último, temos Robert Trujillo, que parece estar cada vez mais a vontade na banda. Apesar de sua técnica apuradíssima, tem o entendimento perfeito do seu papel na engrenagem e faz o que é necessário para que tudo funcione da melhor forma possível. Apesar da sonolência de Kirk, Trujillo e Lars estão crescendo cada vez mais como dupla e formando uma belíssima cozinha. Contudo, James é o carro chefe desta locomotiva, trazendo para si toda a responsabilidade e performando da melhor maneira que poderia neste ponto de sua vida. Como ele mesmo já disse inúmeras vezes, a música salvou sua vida e é nela que ele concentra todas as suas energias. Bom para nós, que ganhamos um álbum muito conciso, honesto e, como de costume, introspectivo do ponto de vista lírico.

O PASSADO ESTÁ MAIS PRESENTE DO QUE NUNCA!

Se o Metallica tem como uma de suas principais características o fato de nunca olhar para traz, em “72 Seasons”, o passado está mais presente do que nunca. E isso tem um motivo evidente. O disco trata de um conceito específico onde olhar para o passado faz parte do processo de entender e resolver pontas soltas no presente. Tudo o que aconteceu antes resultou no que você se tornou hoje, os erros tiveram consequências e estamos neste momento pontuando nossas imperfeições.

Pensando nisso, faz muito sentido revisitar musicalidades. Tratando deste tipo de tema, as peças se encaixam e o mais legal disso tudo é que soa extremamente natural. Não faltam menções a fases específicas, canções antigas e temas clássicos de eras distintas. Finalmente, chegamos ao lançamento em que temos o Metallica se repetindo e buscando referências em seu próprio legado. Apesar de absolutamente tudo presente em “72 Seasons” nos deixar com a sensação de ser algo que já ouvimos antes, isto paradoxalmente é inédito na história da banda.

Reprodução

“72 Seasons” (a música) inicia o disco nos lembrando que estamos prestes a ouvir o novo trabalho de nada menos que a primeira banda a gravar um disco de Thrash Metal. O recado é passado com sucesso ao ouvinte e, logo na abertura do registro, temos tudo o que os fãs mais old school esperam: velocidade, agressividade e energia. É claro que esta não é a tônica de todo o álbum e, assim como o início Thrash está devidamente documentado, a sequência da audição nos levará para outras fases e por outras estradas.

Ainda sobre o início da banda, podemos mencionar a excelente “Lux AEterna”, com uma veia Speed Metal que faz referência a saudosa NWOBHM e deixará os fãs mais antigos com sorrisos largos no rosto. Outra canção que acelera o compasso e brinca com o passado é “Room Of Mirrors”, e apesar da produção atual mais clean não deixar que a música soe tão visceral, é evidente a intenção de se autoafirmar como uma banda que ainda sabe pisar no acelerador com extrema competência. “Too Far Gone” é outra explosão de energia e tem seu riff principal totalmente inspirado em “No Remorse”, presente em “Kill ‘Em All”. Obviamente, as menções não ficam apenas a estas fases primais e “You Must Burn!” tenta repetir o peso e a pegada de “Sad But True”, presente no aclamado “Metallica” (“Black Album”). Uma outra referência a este disco é notada em “Inamorata”, canção com mais de 11 minutos que encerra o registro e tem um solo que me remeteu ao de “My Friend Of Misery”. Ainda podemos notar menções a “…And Justice For All” na introdução da excelente “If Darkness Had A son” e “Load” em “Crown Of Barbed Wire”.

Enfim, o Metallica revisitou diversas eras de sua própria trajetória em “72 Seasons“, mas fez isso de forma muito consciente e sem a intenção de clonar a si mesmo. O que sentimos é que não existe um planejamento de parecer com a banda de antigamente, mas há um encontro legítimo e respeitoso com sua própria história. Se “Death Magnetic” e “Hardwired… To Self Destruct”, em alguns momentos demonstravam uma tentativa de reencontrar o caminho de volta para casa, em “72 Seasons” podemos afirmar categoricamente que o Metallica volta a ser o Metallica, sem pudor ou arrependimentos, sem vergonha ou qualquer tipo de constrangimento. “72 Seasons”, sem a menor sombra de dúvidas, é um trabalho que representa a essencia da banda por completo, não apenas de uma ou outra fase em específico, mas passando por toda a discografia.

MENOS É MAIS?

   

Apesar de todos os pontos positivos levantados até aqui, nem tudo são flores. E o principal motivo para esta afirmação é a minutagem de “72 Seasons”. Com 12 faixas e quase 1 hora e 20 minutos de duração, podemos cravar que este não é um disco de fácil absorção. Se tirarmos uma média, temos cerca de 6 minutos e 40 segundos por composição e, sim, isto é um problema. É claro que o fã mais die hard vai achar tal argumentação uma grande bobagem e vai justificar dizendo que a banda promove grandes intervalos entre um disco e outro.

AP Photo/Felipe Dana

A questão é… se analisarmos todos os 3 registros à partir de “Death Magnetic”, temos duas constatações importantes. 1) Todos os 3 álbuns possuem algumas músicas indigestas ou pouco significativas, daquelas que você sente que estão no tracklist apenas para encher linguiça e fazer volume. Não que sejam realmente ruins, mas se não estivessem ali ninguém (ou quase ninguém) iria ligar muito. 2) Se essas músicas fossem poupadas e os tracklists fossem mais enxutos, as audições seriam muito mais dinâmicas e a banda ainda teria algumas composições na manga para trabalhar melhor e lançar material inédito com mais frequência.

Dispensando as hipóteses e trabalhando apenas com fatos, o Metallica vem apostando em álbuns longos e, sendo assim, não podemos ignorar que em determinados momentos as audições se tornam cansativas. Não vejo uma grande perda de qualidade se “72 Seasons” não contasse com a presença de “Sleepwalk My Life Away”, “Crown Of Barbed Wire” e “You Must Burn!”, por exemplo. E isso sem contar que estas faixas ainda poderiam ser utilizadas em algum EP vindouro ou algo do tipo. O disco passaria a ter 9 músicas e perderia cerca de 20 minutos na duração total. Neste caso, certamente, “menos” seria “mais”.

A principal questão aqui é: para os fãs mais xiitas o Metallica poderia lançar discos triplos ou quadruplos que estaria tudo certo, mas para os fãs de Metal em geral isso atrapalha na assimilação do material.

MUITO MAIORES DO QUE QUALQUER CRÍTICA (POSITIVA OU NEGATIVA)

Vamos ser realistas por aqui, por mais que muitos headbangers se autoproclamem haters convictos e afirmem não ligar para o Metallica há anos, sabemos que isto é uma grande bobagem. Nos recentes lançamentos da banda, o que vimos foi uma comoção enorme e todos estes que amam odiar o quarteto correram para ouvir os álbuns no mesmo instante em que eles foram disponibilizados. Talvez o grande equívoco por parte de toda esta turma seja querer algo que jamais será emulado, que é uma repetição das sonoridades presentes nos primeiros anos da carreira. Como já mencionamos, o Metallica não se prende a rótulos e qualquer um que ouça “72 Seasons” esperando um disco de Thrash Metal irá se decepcionar. Por outro lado, quem ouvir despido de pré conceitos e procurar apenas por um bom trabalho de Heavy Metal, tem chances muito maiores de se surpreender positivamente.

Tendo em mente que o Metallica é, sem a menor sombra de dúvida, a maior e mais bem sucedida banda de Metal do mundo, é fácil afirmar que independente do seu gosto pessoal, a base de fãs mais fiel irá amar o trabalho incondicionalmente e garantirá que ele seja muito bem sucedido em todos os pontos. É importante dizer que aqueles que se opõe a qualidade do novo material também estão trabalhando em prol de sua divulgação e contribuindo para que as discussões se tornem cada vez mais amplas. O conselho que te damos caso seu “ódio” seja real é simplesmente ignorar os trabalhos da banda, porém, se você chegou até este ponto da leitura, nós sabemos que a sua relação não pode se resumir a apenas ódio. É evidente que existe muito amor enrustido nesse coração aparentemente feito de gelo. Não tente negar, por favor.

Photo: Michael Hickey/Getty Images

Neste caso, é bom que você entenda a atual fase do grupo começando por se livrar de sonhos impossíveis onde as palavras “Metallica” e “Thrash Metal” sirvam para ilustrar um novo registro. Obviamente, você não é um fã exclusivo deste subgênero e o que temos no momento é um Metallica que não dá a mínima para rótulos. Os caras lançam discos pela sua própria gravadora, gravam em seu próprio estúdio e ganham tanto dinheiro que nem seus filhos e netos serão capazes de gastar. Se a banda ainda está na ativa, fazendo shows e criando material novo é por que isso é extremamente importante para seus integrantes.

Vejam o Kiss, por exemplo, que vive há praticamente 3 décadas do seu passado e diz claramente que não tem o menor interesse em criar novas músicas…

O Metallica não é assim!

O Metallica ainda é um organismo movido a música, os músicos ainda são criativos e sentem a necessidade de se expressar. Acredite, eles não precisariam mais se expor neste nível e, caso a banda optasse por isto, ainda assim, você ouviria falar o nome Metallica durante muitos anos. Os fãs e, principalmente, os “ex-fãs”, tem a mania de achar que um músico precisa repetir uma fórmula que funcionou bem em determinado ponto do passado. Mas isso não é real. Os músicos (pelo menos os de verdade) tratam a música com mais respeito do que apenas se limitar a copiar a si próprios. Seria muito triste ver uma banda como o Metallica se propor a gravar um “Master Of Puppets Part II”. Não daria certo e seria extremamente criticado pelos mesmos headbangers que estão esperando a vida inteira por isso.

“72 Seasons” não é perfeito e tampouco deve ser classificado como brilhante, mas possui excelentes idéias, momentos de grande inspiração, é muito bem executado e, por fim, é extremamente honesto. Desde já, podemos afirmar que é e continuará sendo o lançamento mais importante de 2023. E independente da sua opinião pessoal ser positiva ou negativa, o Metallica está muito acima de qualquer crítica. Você pode não concordar com isso, mas no final das contas, esta é uma afirmação estatisticamente incontestável.

Aceita… dói menos!

Reprodução

Obs: um ponto altíssimo desse disco e que não nos aprofundamos de forma proposital é a parte lírica. Vamos publicar matérias específicas analisando diversas das letras presentes no álbum. Fica atento!

Nota: 8,2

Integrantes:

   
  • James Hetfield (vocal e guitarra)
  • Lars Ulrich (bateria)
  • Kirk Hammett (guitarra)
  • Robert Trujillo (baixo)

Faixas:

  1. 72 Seasons
  2. Shadows Follow
  3. Screaming Suicide
  4. Sleepwalk My Life Away
  5. You Must Burn!
  6. Lux AEterna
  7. Crown Of Barbed Wire
  8. Chasing Light
  9. If Darkness Had A Son
  10. Too Far Gone?
  11. Room Of Mirrors
  12. Inamorata

Redigido por: Fabio Reis

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Comentários

  1. Opinião desse que lhes escreve.
    O disco é talvez o melhor e mais sincero desde o tal Black Album que virou referência do tipo´´antes do, depois do´´.
    Mas isso não quer dizer ao meu ver, que se trata de algo bom.
    Achei o disco repetitivo, sem punch, sem pegada, e novamente muito morno.
    Acho que o Metallica não consegue mais fazer Metal de verdade, com a alma, seja ele Heavy, Thrash, Speed, Groove ou o que for.
    Soa sempre muito genérico a abstrato.
    Quanto ao texto, a única parte que chegou a me ´´incomodar´´ se posso dizer assim, é quanto ao desempenho pífio de Lars Ulrich. Ao meu ver ele continua simples demais, sem viradas, sem aquele momento ´´foda´´ que um baterista vai fazer outro baterista lembrar da passagem. Na real, ele parece um robô pré programado para apenas acompanhar (e ditar) o rítmo das músicas.
    E olha que até o …And Justice, eu sempre gostei do estilo, até simples, dele, mas agora tá demais .

  2. Não sou muito fã do Metallica, já fui…com o tempo fui conhecendo outras bandas: Slayer, kreator, Sodom, Megadeth e outras e assim me afastando da banda!!!! Ouvia algo novo do Metallica mesmo por curiosidade, assim como estou fazendo agora dom o 72 Seasons!!!! A influência que vejo nesse disco do Metallica é no próprio Metallica, algumas partes instrumentais me lembra algo dos clássicos e depois de Load para cá…Riffs pesados, bateria do Lars sempre na medida e os solos de Kirk que já vi muito usuário do Youtube meter o ¨pau¨!!!! Metallica chegou num ponto que se lançar disco bom ou ruin vai vender do mesmo jeito, isso acontece com o U2…e vejo que muitas analises são boas porque o cara que analisa é fã da banda, difícil separar gosto pessoal e fazer uma analise imparcial de tal banda!!!! O que me faz ouvir o Metallica ainda são os clássicos, acredito que toda banda é movida a clássicos…difícil vc fazer um show apenas do disco atual e não tocar os clássicos!!!! O disco tá bom, não sou fã da cor amarelo e fica aqui a minha singela opinião, gostei dessa parte: ¨Ainda sobre o início da banda, podemos mencionar a excelente “Lux AEterna”, com uma veia Speed Metal que faz referência a saudosa NWOBHM e deixará os fãs mais antigos com sorrisos largos no rosto.¨!!!! Valeu!!!!

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