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Resenha: Lefay (Morgana Lefay) – S.O.S. (2000)

Jóias lindas e raras são extremamente caras, e todos nós sabemos o porquê. Além de serem raras, as pedras passam por um processo de polimento rigoroso, são lavadas em banhos químicos, lixadas, algumas passam por calor, até chegar ao seu brilho e valor final. Da mesma forma, o Metal é cheio de belas jóias, e claro, os países europeus detonam com tanta qualidade.

   

Alemanha, Finlândia, Noruega e Suécia são os maiores centros europeus produtores e exportadores de tais belezas. Entre elas, a Suécia é um belo exemplo de tal jóias, cada dia que passa, novas bandas vem à tona, e as antigas se tornam mais acessíveis a nossos ouvidos. Como o caso do Morgana Lefay, uma banda completa, que exerce um estilo único, com qualidade e sendo bem criativos, fugindo da mesmice.

Morgana Lefay emerge!

Morgana Lefay surgiu em 1986, sob o nome Damage, mas logo em 1989 trocou de nome para o atual. Primeiramente, tendo por membros fundadores o guitarrista Tony Eriksson e o excelente vocalista Charles Rytkönen. O primeiro lançamento, “Symphony of The Damned”, marcou o estilo que seria sempre usado e seguido pela banda, um Heavy Metal repleto de influências do Power, e com resquícios de Thrash Metal. E como uma bela jóia, o Morgana Lefay foi se lapidando atravéz dos anos. Como tudo nem sempre é fácil, a banda sofreu alguns problemas judiciais devido ao nome em 1997.

Porém, seguiu ativa entre os anos de 1997 até 2004 sob o nome de Lefay (nossa como mudou…). E foi nessa época que a banda atingiu um grande peso que levaria para seus futuros lançamentos. Em 1999, foi lançado o disco “The Seventh Seal” e uma re-edição do “Symphony of The Damned”. Por fim, no ano de 2000, foi lançado o seu disco mais técnico,“SOS”.

Lefay – Reprodução / Facebook

A era “Lefay”

Com uma formação onde, além de Tony nas guitarras e Charles no vocal, contava com Rob Engström na bateria, Mick Âsentrop no baixo e Peter Grehn na outra guitarra, a banda seguiu o seu estilo já apresentado anteriormente. Porém, dessa vez, com muita qualidade e diversidade, com técnica e boa execução. Percebemos isso logo na faixa de abertura do disco, a homônomia SOS ou “Save Our Souls”, as guitarras pesadas e carregadas acompanhadas de uma bela bateria rítmica e um baixo suave permitem que o vocal de Tony ressoe forte e penetrante. O refrão conta com outras vozes bem encaixadas, que nos transmitem a sensação de apelo, mas sem exageros sonoros. O solo simples, rápido e cativante combina com perfeição na faixa, nos prendendo a cada nota tocada.

A segunda faixa apresentada pelo disco, chama “Cimmerian Dream”, e segue o princípio da música anterior, no entanto com uma bateria mais rápida, com algumas viradas mais brutas e uma base e baixo continuo. A ponte da faixa é o que mais destaco aqui, o peso e velocidade das cavalgadas da guitarra assombram, sem mencionar o pedal rápido de Rob. O solo da faixa trabalha mais com efeitos sonoros de bends e slides, combinando com toda a atmosfera pesada e sombria da faixa. “Sleepwalker” possui uma introdução dedilhada, mas uma base mais pegada a aspectos pouco puxados para o Doom Metal, além da presença e peso do baixo metálico e uma bateria visando o uso de pratos mais profundos em algumas partes. Mas não podemos esquecer da premissa da banda, um Heavy/Power Metal, ou seja, as coisas não ficam apenas presas ao som mais cadenciado. Uma bela canção.

Uma bela salvação

Ah, aquela balada que todos esperam ouvir nos disco. Essa é “Epicidium”. Porém não se engane, apesar de sua introdução bela e calma, a faixa possui duas faces, a tranquilidade e a ferocidade. Flertando entre acústico e elétrico, a música revela a grande diversidade de tons que Tony pode alcançar, desde uma voz suave e limpa, até seus vocais mais berrados e rasgados. Como me agrada essa faixa! “When Gargoyles Fly” e “What Dreams Forbode” apresentam um pouco de influência do US Power Metal, ouvimos riffs carregados de técnica, além de uma presença do baixo. Os solos são mais técnicos e se encaixam bem nas atmosferas das faixas.

Neste ponto do disco, ouvimos as faixas com uma maior cadência, como caso de “Blodred Sky” e “Help Me”, sons lentos e bem conclusivos, que ficam em nossas mentes. A faixa “The Quest For Reality” reaviva o disco com uma boa velocidade ala Thrash Metal, com peso e agressividade, a música surpreende bastante.

Eis que a canção derradeira se aproxima, “The Choice”. Junte qualidade, cadência, grandes doses de Doom, peso e uma inimaginável qualidade vocal. Pronto, você cria a faixa mais marcante do disco, são 7 minutos de pura beleza construída. Os vocais de Tony combinam perfeitamente com a atmosfera mais lenta, e as alterações feitas pelo mesmo não permitem que a música se torne massante. Uma coisa legal, é que a introdução da primeira faixa do disco coencide com o fim desse ultimo tema, ouçam, irão perceber o mesmo. Após o lançamento do disco, novamente a jóia sofreu uma lapidação, a banda voltou a usar seu nome completo, Morgana Lefay, mas teve a substituição de alguns membros e lançou mais dois discos, chamados de Grand Mateira (2005) e Aberrations of The Mind (2007).

A atual era de Morgana Lefay

Hoje, seguem em ativa, porém sem nenhum lançamento. Esperamos anciosamente para que esta jóia sueca nos conceda algum novo disco, e mostre o quanto o tempo a lapidou.

*Um fato curioso sobre a banda, é que enquanto esteve sobre o outro nome (Lefay), foi lançado um disco abaixo do nome “Morgana Lefay”. O disco é um homônomio que conta com a seguinte formação: Danne Person (vocais), Thomas Persson (Guitarra), Jonas Söderlind (Bateria) e J. von Heder (Baixo). Este é o único disco que não conta com os dois membros fundadores, e segue um estilo diferente, um Hard n’ Heavy mais melódico. A atual formação da banda não reconhece tal disco como sendo parte da discografia do Morgana Lefay.

   

Nota: 8,4

Faixas:


01 – Save Our Souls
02 – Cimmerian Dream
03 – Sleepwalker
04 – Epicidium
05 – When Gargoyles Fly
06 – What Dreams Forbode
07 – Bloodred Sky
08 – Help Me
09 – The Quest For Reality
10 – The Choice

Integrantes:

  • Tony Eriksson (guitarras)
  • Peter Grehn (guitarras)
  • Micke Åsentorp (Baixo)
  • Robin Engström (bateria)
  • Charles Rytkönen (vocais)

Redigido por Yurian ‘Dollynho’ Paiva

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